sábado, 29 de setembro de 2012

os filhos e os velhos




TEXTO BASE Êx 20: 12 / Efés. 6:1 =3 / Col 3: 20.

INTRODUÇÃO

TEMA: Os Filhos e os Velhos=III

O mandamento de Êxodo 20:12, “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.” , e repetidos em Deuteronômio 5:16 e Efésios 6:2 não são só para a criança enquanto esteja no lar mas estão em efeito enquanto ela tenha pais.




Para que a igreja não tenha a responsabilidade de cuidar financeira, medica, emocional ou literalmente é constatado por Paulo que “os filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.” (I Tim 5: 4).
Isto relata que os filhos têm uma obrigação para com os pais e até outros parentes como avós (I Tim 5:8,16).
Como os pais ministraram incansavelmente, dia e noite, na conveniência e na inconveniência, no suor e no labor para com os filhos, os filhos devem “recompensar” os pais.

Pode chegar o dia em que o filho, por um tempo indeterminado, precise ministrar incansavelmente, dia e noite, na conveniência e na inconveniência, no suor e no labor para com os pais.

O filho retribuindo esta atenção e cuidado é “bom e agradável diante de Deus” e há de honrar os seus pais pois ele “está mostrando respeito em consideração à sua excelência e superioridade” (Matthew Henry).
Quando os pais têm mais que um filho, esta responsabilidade pode ser distribuída entre todos os filhos sem que o peso total seja levado por só um ou dois.

Mas, mesmo não tendo outros que levam a responsabilidade, o filho único, tendo recebido toda a atenção dos pais quando era criança, deve agora incansavelmente dar tudo que pode aos pais.
Como os Pais aos Filhos - Os Filhos aos Pais
IV. Os Filhos e a geração futura
A continuidade das instruções de Deus para futuras gerações cabem aos filhos. Salmos 78: 4 =7.
Os filhos são os elos que fazem a ligação de agora para com o futuro.
Os pais devem criai-os “na doutrina e admoestação do Senhor” (Efés. 6: 4),
E os filhos criados assim tenham uma responsabilidade também, “Para que a geração vindoura a soubesse” sim, “os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos” (Sal 78: 6; 48: 13; 71: 18; 102: 4; Deut 6: 2).

Os filhos que guardam as instruções dos pais para as obedecerem levam uma prática e exemplo para as suas famílias futuras que influenciarão a sociedade que ainda virá.

Não pode ser dada ênfase demais a importância dos filhos atentarem para os conselhos dos pais.
É aqui que se pode ver o significado do ditado: como vai o lar, vai o mundo, pois os filhos levam as qualidades adquiridas no lar para sucessivas gerações (Mal 2:15).
V. Filhos e os Pais

Que filhos necessitam de pais é evidente pela criação de Deus.
Só os filhos de seres humanos têm longo período de amadurecimento.
Durante este tempo é necessário o cuidado, correção, exemplo e amor dos pais.
Não sejam enganados, filhos, vocês precisam de pais, e pais que usam a autoridade para marcar os limites.

Que filhos precisam de pais é evidente pelos versículos seguintes:

1° Provérbios 22: 6, “Educa a criança no caminho em que deve andar; ...”

2° Provérbios 22: 15, “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da correção a afugentará dela.”

3° Provérbios 29: 15, “... a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.”

4° I Cor 13: 11, “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.”

5° Efés 4: 14, “para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina”

6° (Veja também Provérbios 31:1; II João 4)

Os filhos, no nascimento, e pelos primeiros anos até que sejam adultos, não estão completos física, experiência ou mentalmente.

Não estão capacitados a exercerem todas as responsabilidades necessárias para lidar com uma vida adulta e equilibrada até que sejam de fato adultos.

A vida verdadeira e real opera com princípios realísticos que são altamente desenvolvidos. Só quando a capacidade racional, lógica, emocional, experiência e física dos filhos está madura ao nível de desenvoltura da vida verdadeira é quando a responsabilidade da vida adulta deve mesmo tornar-se uma realidade.
Até aquele ponto em que os filhos podem andar responsáveis com os princípios que dirigem a vida, precisam de pais amorosos, cuidadosos, sábios e firmes.

Por causa dos limites que uma vida ainda não completamente madura requer, os pais precisam fixar os limites dos filhos. Estes limites dependem tanto da capacidade dos filhos quanto dos objetivos dos pais.
Qualquer limite deve ser fixado amorosamente e explicado em primeira instância.

Depois que estejam fixados, os limites devem ser mantidos com sentimentos de firmeza e consideração para o bem dos que estão sendo treinados. Um sistema de fixar e manter limites que realmente merece consideração é a própria maneira que Deus nos ensina.

Veja como a Bíblia inspirada é proveitosa para todos que a ela se submetem. Em II Tim 3: 16,17
A Escritura é proveitosa para 1ª Ensinar, 2ª Redargüir, 3ª Corrigir e 4) Instruir em justiça.
Veja esta ordem cuidadosamente:
1° Ensinar - instrução; a função dela ou a informação dada. (Strong’s #1319). - Isso é de levar o filho a ser ciente do que é certo ou errado.
É a atividade de comunicar fatos. Note que a comunicação dos fatos vem primeiro.
É necessário ensinar a criança do que é certo e errado antes de reprovar ou corrigir ela por fazer qualquer erro.

2° Redargüir - prova ou convicção (Strong’s #1650).

Uma vez que a instrução tenha sido dada é necessário dar provas dela.

Quando a criança começa a afastar-se da obediência, da instrução já dada, os pais precisam chamar a atenção ao delito.

É necessário que a criança entenda de que tal ação ou atitude está em conflito com a instrução dada.
3° Corrigir - colocar em dia; retificar; reformar (Strong’s #1882).

Se a ação ou atitude estiver repetida depois de chamar a atenção ao delito, é preciso que uma ação da parte dos pais seja exercitada que modifique o comportamento do filho.
O objetivo da correção é de tornar retas as ações dos filhos e não de descaracterizar ninguém.
Deve ser aplicado numa maneira firme e amorosa no mesmo tempo e nunca com cólera ou sentimentos de vingança.

4° Instruir - tutorar, como em educar ou treinar (Strong’s #3809).
Essa palavra é traduzida “doutrina” em Efésios 6: 4.
Quando há insistência na parte dos filhos a fazerem contrário aos limites fixados pela autoridade, mesmo depois da prova do delito e da tentativa de colocar em dia as ações deles, é necessário usar uma correção disciplinadora outra vez.
Esta correção precisa de ser repetida tantas vezes quantas as ações não desejadas estejam repetidas até que tudo esteja em conformidade ao que foi ensinado.
A opção de usar um sistema firme como o da Bíblia é de aplicar filosofias humanas ou técnicas de persuasão emocional.

Esta persuasão emocional vai de manipulação mental em um extremo, à de força brutal no outro extremo.
Uma observação conservadora dos filhos que têm sido submetidos a estas idéias humanas deixa um comentário convincente que a maneira Bíblica é demasiadamente a melhor.
A opção de fixar limites para uma criança é de deixar a criança entregue às suas próprias forças imaturas.
Isso certamente trará vergonha à sua mãe.

Não só o coração do filho é ligado à estultícia mas as capacidades dele não são ainda desenvolvidas ao ponto de equilibrar-se com o alto desenvolvimento dos princípios da vida real.
“Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não deixes a lei da tua mãe; Ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-os ao teu pescoço.

Quando caminhares, te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo.
Porque o mandamento é lâmpada, e a lei é luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida”Prov 6: 20 =23

A ser viço do rei Pastor João Nunes Machado


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