segunda-feira, 12 de novembro de 2012

jesus o remédio para uma igreja enferma


TEXTO BASE Apocalipse 1: 11

INTRODUÇÃO 

TEMA: JESUS, O REMÉDIO PARA UMA IGREJA ENFERMA=I

Alguns estudiosos da Bíblia, dentre as fileiras do Dispensacionalismo, afirmam que as setes igrejas da Ásia Menor são um símbolo dos sete períodos da história da igreja, assim classificados:
Éfeso simboliza a igreja apostólica; Esmirna, a igreja dos mártires; Pérgamo, a igreja oficial dos tempos de Constantino; Tiatira, a igreja apóstata da Idade Média; Sardes, a igreja da Reforma; Filadélfia, a igreja das missões modernas e Laodicéia, a igreja contemporânea.
Essa classificação, entretanto, não tem qualquer amparo histórico nem qualquer fundamentação bíblica.





VAMOS INVESTIGAR A LUZ DA BÍBLIA:

Sete igrejas do Apocalipse
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
As Sete Congregações de Revelação, também conhecidas como as Sete Congregações da Ásia Menor, são as Congregações das cidades mais importantes desta região no início do cristianismo, mencionadas no livro do Apocalipse, no Novo Testamento.

Atualmente, todas as ruínas destas antigas cidades encontram-se na Turquia.
No Apocalipse, Jesus Cristo instrui o apóstolo João da seguinte forma:
“O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.” (Apocalipse 1: 11
As sete igrejas citadas são:

Sardes = Apocalipse 3:1-6
Filadélfia  = Apocalipse 3:7-13
Laodiceia  = Apocalipse 3:14-22
Éfeso = Apocalipse 2: 1- 7
Esmirna =Apocalipse 2: 8-11
Pérgamo  = Apocalipse 2: 12-17
 Tiatira  = Apocalipse 2: 18-29

CITAÇÕES:

Das sete igrejas em Apocalipse, temos:
Seu nome significa desejavél, sua localização era um ponto importante tanto militar como comercial.
Éfeso era a maior cidade da costa oeste da Ásia Menor. Como um centro de comércio marítimo e rodoviário da região, Éfeso era uma próspera comunidade urbana. No final do primeiro século D.C. era a quarta maior cidade do Império Romano.

Os romanos fizeram de Éfeso o centro administrativo da província da Ásia.
O governador e outros oficiais de Roma entravam na província através do porto e conduziam muitos dos seus negócios na cidade.
Renomados santuários religiosos, como o espaçoso teatro, e elegantes prédios públicos deram a Éfeso uma lugar integral na vida cultural de toda região. Na metade do primeiro século D.C., Paulo trabalhou em Éfeso por diversos anos.

Esmirna:

Esmirna era a principal cidade que disputava com Éfeso e Pérgamo a fama de ser chamada de maior cidade da Ásia. Ruas e edifícios se estendiam através do litoral que circundava as montanhas.
Fontes emanavam com águas do aqueduto da cidade.
Um teatro ficava numa das áreas mais altas da cidade e de lá se contemplava a parte mais baixa da cidade.
Esmirna reivindica o título de berço do poeta Homero e construiu um relicário em sua honra.
Uma biblioteca, ginásios, termas e um estádio contribuíam para a vida cultural de Esmirna.
A cidade atraiu oradores, como Apolônio de Tiana no primeiro século, e outros renomados, no segundo século.

Pérgamo:

Pérgamo foi a maior cidade no oeste da Ásia Menor nos tempos do Novo Testamento. Está situada em um espaçoso vale, a 26 quilômetros do mar Egeu, naquilo que é hoje a Turquia. Séculos antes de Cristo, Pérgamo foi a capital de um império independente (ver Dinastia Atálida).

Seus templos impressionantes, biblioteca e recursos médicos fizeram de Pérgamo um renomado centro cultural e político. No tempo em que o Apocalipse estava sendo escrito, Pérgamo tornou-se parte do Império Romano, mas por causa da localização e importância, os romanos usaram-na como centro administrativo da província da Ásia.

Tiatira:

Tiatira era um centro comercial na Ásia Menor (moderna Turquia). Estava localizada num fértil vale no qual passavam rotas de comércio. Embora destruída por um terremoto durante o reino de Augusto (27 a.C.-d.C. 14), Tiatira foi reconstruída com a ajuda romana.
Produtos têxteis eram os mais importantes em Tiatira . Uma das comerciantes de roupas da cidade era uma mulher chamada Lídia, que conduzia negócios em lugares distantes como Filipos.
Sardes:
Sardes foi uma das cidades legendárias da Ásia Menor, onde hoje é a Turquia. No sétimo século a.C., Sardes foi a capital da Lídia. Ouro foi encontrado no rio próximo de Sardes e reis que moravam lá foram renomados por sua riqueza. Os sassânidas capturaram Sardes no sexto século e fizeram dela um centro administrativo para a parte oeste do seu império.
A famosa "estrada real" conectava Sardes com outras cidades do leste. Nos tempos do Novo Testamento, Sardes foi parte da província Romana da Ásia.

Filadélfia:

Filadélfia fica num vale aos pés de um platô montanhoso. A parte de baixo e escura, no centro da imagem, mostra a área da antiga cidade. Os reis de Pérgamo fundaram Filadélfia como um posto avançado do seu reino no segundo século a.C.

A cidade estava localizada ao longo de uma importante estrada de viagem que ligava Pérgamo ao norte com Laodiceia ao sul. Nos tempos do Novo Testamento, Filadélfia fazia parte da província Romana da Ásia.
A cidade foi devastada por um terremoto em 17 d.C. e por um tempo as pessoas viveram com medo de tremores. Filadélfia foi reconstruída com ajuda do imperador Tibério. O nome Filadélfia significa amor fraternal.

Hoje é ocupada pela cidade turca Alaşehir, situada a 130 km ao leste de Esmirna.

Laodiceia:

Laodiceia fica no principal cruzamento de estradas dos vales da Ásia Menor, no que é hoje a Turquia.
A cidade estava situada numa montanha que dava para um vale fértil e majestosas montanhas. Nos tempos romanos, a cidade era um importante centro de administração e comércio.
As questões de justiça da região eram ouvidas em Laodiceia e fundos eram depositados nos bancos da cidade para segurança.

Embora danificada por terremotos durante o reino de Augusto (27 a.C. - 14 d.C.) e novamente em 60 d.C, a cidade continuou reconstruindo e prosperando.>

Jesus elogia duas dessas igrejas: Esmirna e Filadélfia, mesmo sendo a primeira pobre e a segunda fraca.
Quatro delas recebem elogios e censuras:
Éfeso, Pérgamo, Tiatira e Sardes. A última, Laodicéia, só recebe censuras e nenhum elogio.
Algumas lições podemos aprender com essas igrejas:

Iª Jesus conhece profundamente a sua igreja. Jesus está no meio da igreja e anda no meio dela. 

Para cinco dessas igrejas (Éfeso, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia)

Jesus disse:
"Eu conheço as tuas obras". Para a igreja de Esmirna Jesus disse:
"Eu conheço a tua tribulação" e a para a igreja de Pérgamo, Jesus disse:
"Eu conheço o lugar onde habitas, onde está o trono de Satanás".
Jesus conhece as obras da igreja, os sofrimentos da igreja e o lugar onde a igreja está estabelecida.

II. Jesus não se impressiona com aquilo que impressiona a igreja. 

O diagnóstico de Jesus difere da nossa avaliação. O que nos impressiona, não impressiona a Jesus.
À pobre igreja de Esmirna Jesus disse: "Tu és rica"; mas à rica igreja de Laodicéia
Jesus disse: "Tu és pobre".

A riqueza de uma igreja não está na beleza do seu santuário nem na pujança de seu orçamento, mas na vida espiritual de seus membros.
À igreja de Sardes que dá nota máxima para sua espiritualidade, julgando-se uma igreja viva, Jesus diz: "Tu estás morta".

À igreja de Filadélfia que tinha pouca força, Jesus diz:

"Eu coloquei uma porta aberta diante de ti".

III. Jesus não se contenta com doutrina sem amor nem com amor sem doutrina. Jesus elogia a igreja de Éfeso por sua fidelidade doutrinária, mas a reprova pelo abandono do seu primeiro amor. 

A igreja de Éfeso era ortodoxa, mas faltava-lhe piedade. Tinha teologia boa, mas não devoção fervorosa.
Por outro lado, Jesus elogia a igreja de Tiatira pelo seu amor, mas a reprova pela sua falta de zelo na doutrina.

A igreja tinha obras abundantes, mas estava tolerando o ensino de uma falsa profetisa.
Não podemos separar a ortodoxia da piedade nem a doutrina da prática do amor.

IV. Jesus sempre se apresenta como solução para os males da igreja. 

A restauração da igreja não está na busca das novidades do mercado da fé, mas em sua volta para Jesus.
Ele é o remédio para uma igreja enferma, o tônico para uma igreja fraca e o caminho para uma igreja transviada.

À igreja de Sardes, onde havia morte espiritual, Jesus se apresenta como aquele que tem os sete Espíritos de Deus, para reavivá-la.

À igreja de Esmirna que enfrenta a perseguição e o martírio, Jesus se apresenta como aquele que venceu a morte. Jesus é plenamente suficiente para suprir as necessidades da sua igreja, plenamente poderoso para restaurar a sua igreja e plenamente gracioso para galardoar a sua igreja.

V. Jesus se apresenta à sua igreja para fazer alertas e também promessas.

Para todas as igrejas Jesus faz solenes alertas e também generosas promessas.
Andar pelos atalhos da desobediência é receber o chicote da disciplina e permanecer no pecado é receber o mais solene juízo. Mas permanecer na verdade é ser vencedor.

Arrepender-se e voltar-se para Deus é receber do Filho de Deus as mais gloriosas promessas de bênçãos no tempo e na eternidade, na terra e no céu

Autor(a): Rev. Hernandes Dias Lopes


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