quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A atualidade dos profetas menores


TEXTO BASE RM 12: / 2° PD 1: 16 = 21

INTRODUÇÃO

TEMA: A ATUALIDADE DOS PROFETAS MENORES=I

Rm 12: 1 Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

2° “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.
Quase um quarto da Bíblia é composta de livro proféticos, mas, pouca atenção tem sido dispensada a esses livros.”

1°PD 1: 16ª porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.

17ª E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação,

18ª sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais,

19° mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo,

20° o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós,

21° “que por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de modo que a vossa fé e esperança estivessem em Deus”

22 Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros,




A mensagem dos profetas, ainda hoje, são impopulares, por isso são evitadas nos púlpitos de algumas igrejas.

Ao longo deste trimestre estudaremos os profetas menores, destacando sua atualidade para igreja contemporânea.

No estudo desta semana destacaremos o caráter da mensagem profética e apresentaremos os doze profetas menores que serão estudados nas próximas semanas.

Romanos

Chave: Justificação pela fé

Comentário:
Depois da saudação e da ação de graças, o apóstolo Paulo, referindo-se a um texto do Antigo Testamento (Habacuque 2:4), apresenta o tema da epístola que é a justificação pela fé.

Os três capítulos iniciais estabelecem o primeiro ponto principal: que todos os homens são pecadores. Paulo começa por uma descrição da crassa idolatria e imoralidade dos gentios; contudo, em virtude da revelação do poder de Deus na natureza, e pelo testemunho de suas próprias consciências de que "são dignos de morte os que tais coisas praticam", os gentios são considerados responsáveis.

Ao mesmo tempo, os judeus são igualmente pecadores, muito embora sejam eles objeto dos oráculos divinos.

Os gentios pecaram sem lei - perecerão sem lei, os judeus pecaram sob a lei - serão julgados pela lei.

"Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus: mas os que praticam a lei hão de ser justificados" 2:13.
Contudo, não há praticantes da lei, quer judeus quer gentios; porque "Não há um justo, nem um sequer"(3:10). "Por isso nennhuma carne será justificada diante dele"(3: 20).

Portanto, se alguém vier a ser justificado, Deus mesmo terá de proporcionar misericordiosamente a justiça necessária para a absolvição.

Isto se efetua em virtude de sacrifício propiciatório de Cristo.

Seu sangue derramado satisfaz a justiça do Pai, de maneira que Deus pode ser justo e ao mesmo tempo justificador daquele que tem fé em Jesus.

O capítulo 4, citando a Abraão como principal exemplo, explica mais extensamente de que forma Deus atribui a justiça sem as obras. A seguir, o capítulo 5 estabelece um paralelo entre Adão e Cristo.

Todos aqueles a quem Adão representava foram feitos pecadores por sua ofensa; todos quantos estão em Cristo são feitos justos por sua obediência.

Em resposta à acusação de que a justificação pela fé estimula o pecado, "Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?" (6: 1), o apóstolo Paulo explica que o crente sincero recorreu a Cristo a fim de escapar do pecado.
A justificação produz santificação, e essa luta pela santificação pessoal (7: 14 =25) é prova de que escapamos à condenação.

Portanto, em virtude do amor imutável de Deus (8:39), podemos ter a segurança da salvação.

A justificação pela fé, a rejeição dos judeus e a inclusão dos gentios são conseqüentes com as promessas de Deus a Israel. Tais promessas foram feitas aos descendentes espirituais de Abrão.

Deus escolheu a Isaque e rejeitou a Ismael. Deus escolheu a Jacó e rejeitou a Esaú.

Estas escolhas e exclusões são inerentes às próprias promessas. A eleição de Deus é soberana.

É como o oleiro que fabrica vasos para determinados fins.

Contudo, chegará o dia quando, em geral, os judeus serão exertados de novo.

Em virtude destas misericórdias divinas, todo crente deve cumprir sua função particular na igreja, com diligência e singeleza. De igual maneira, no país, todo crente deve ser bom cidadão.

Finalmente, Paulo expressa a esperança de visitar Roma em sua viagem com destino à Espanha, e termina a carta com saudações pessoais.

Autor:
A epístola aos Romanos, a mais longa, a mais sistemática e a mais profunda de todas as epístolas, e talvez o livro mais importante da Bíblia, foi escrita pelo apóstolo Paulo (1:1, 5).

Naquela ocasião ele se encontrava em Corinto (15:26; 16:1, 2).

A cuidadosa composição da carta sugere que depois de algumas experiências tempestuosas ali, desfrutou um período de tranqüilidade antes de receber dinheiro de ajuda aos santos em Jerusalém.

Isto situa a carta por volta do ano 58 de nossa era.

Diferentemente das demais epístolas, a dirigida aos romanos foi escrita a uma igreja que ele nunca havia visitado (1: 10, 11, 15).

I° A MOTIVAÇÃO PARA ESTUDAR OS PROFETAS: 
Alguns estudiosos fazem objeção ao estudo dos profetas porque, para eles, como estamos na Nova Aliança

(Rm. 15: 4), essa seria uma mensagem desnecessária.

Para os cristão poucos afeitos ao estudo da Escritura, por isso não frequentam a Escola Bíblica e muito menos os cultos de ensino, não é preciso conhecer essa mensagem para ir ao céu.

Esses, muitos outros pouco afeitos ao estudo, acham que é perder tempo demais com uma mensagem desinteressante.

Mas tantos os estudiosos que enfocam apenas o Novo Testamento, quanto àqueles que têm preguiça de estudar a Palavra, estão equivocados, pois deixar de ler a mensagem profética, e a Bíblia como um todo, é um desrespeito à inspiração da Escritura, que é útil em todas as épocas para a instrução e santificação daqueles que dizem seguir a Cristo (II Tm. 3: 16 / II Pe. 1: 19 =21).

O Antigo Testamento, e nele os livros proféticos, era a Bíblia que Jesus lia, esse era o texto que os apóstolos citavam quando faziam alusão à mensagem profética, por esse motivo não podem ser dispensados pela igreja cristã.

Mateus cita os profetas 67 vezes, como em Mt. 1: 23 / 2: 6, isso mostra que essa parte da Bíblia é importante.

Os primeiros sermões apostólicos eram fundamentados nas Escrituras (At. 2: 17 = 34 /3. 22 =25 / 7).

O livro de Romanos contem 60 citações ao Antigo Testamento, como Rm. 1.16,17, em referência a Hc. 2.4.

A Epístola aos Hebreus contém 59 citações do Antigo Testamento, exemplos Hb. 5.10,11; 9.5).

II° A INSTITUIÇÃO PROFÉTICA NO ANTIGO TESTAMENTO: 

Os profetas foram instituídos pelo próprio Deus, em Dt. 18: 9 =22 nos deparamos com a orientação divina em relação à mensagem profética.
O povo de Israel recebeu do Senhor a Lei (Torah) e essa deveria servir de instrução para a nação.

Mas diante das superstições do povo, ao se deixar influenciar pelas nações vizinhas, a mensagem dos profetas seria importante, a fim de conduzir a nação aos caminhos do Senhor.

O profeta do Antigo Testamento era um porta voz de Deus – nabbi em hebraico – ele não apenas predizia o futuro, mas, principalmente, alertava o povo em relação aos pecados.

Os profetas recebiam as mensagens do Senhor de formas variadas, às vezes, através de sonhos e visões.

Outra palavra para profeta no Antigo Testamento é roeh, e sendo traduzida comumente por vidente.

As palavras nabbi e roeh se distinguem no que tange à relação entre o profeta e Deus (roeh) e entre o profeta e o povo (habbi).

Mas os profetas não falavam de si mesmos, eles anunciavam sob a inspiração divina, nisto repousa a autoridade da mensagem proferida por eles.
Eles diziam: “assim diz o Senhor”, e não “assim digo eu”, atestando, assim, a confiabilidade da Palavra revelada.

IIIª CONTEXTUALIZANDO OS DOZE PROFETAS MENORES: 

O título atribuído a esses profetas com “menores” não tem a ver com a pouca relevância que por acaso alguém possa atribuir a esses textos.

A palavra “menores” vem dos latinos que comparavam o tamanho dos livros com a dos outros profetas, considerados “maiores”, em virtude da extensão dos livros.

Os pais da Igreja, dentre eles Agostinho de Hipona (345-430), se referiam aos livros desses profetas como “os doze”.
Para compreendermos melhor a mensagem desses doze profetas é preciso contextualizá-los na história de Israel.
Para tanto, faz-se necessário ressaltar que alguns deles profetizaram para o Reino do Norte outro para o Sul, alguns deles antes do cativeiro e outros depois do cativeiro.

Obadias, Joel e Jonas foram profetas do século nono antes de Cristo, no período do governo assírio.

Oséias, Amós e Miquéias foram profetas do século oitavo antes de Cristo, ainda no período do governo assírio. Sofonias, Naum e Habacuque foram profetas do século sétimo antes de Cristo, o período do governo caldeu.

Ageu, Zacarias e Malaquias são profetas pós-exílicos, isto é, do período posterior ao retorno do povo de Judá do cativeiro babilônico.

Esses profetas foram guiados pelo Espírito Santo para revelarem a mensagem de Deus, eles se reconheciam como tais, eram arautos do Senhor (Ag. 1: 3; Am. 3: 7; Mq. 3: 8).

A palavra profética é atual porque trata a respeito de temas que vão além do contexto daquela época, eles chamaram o povo para um relacionamento fiel com Deus (Oséias), para o derramamento do Espírito Santo (Joel), para a justiça social (Amós), a necessidade da retribuição (Obadias), o valor da misericórdia divina (Jonas), a importância da obediência (Miquéias), o limite da tolerância divina (Naum), a soberania de Deus (Habacuque), o juízo vindouro (Sofonias), o compromisso do povo da aliança (Ageu), o reinado messiânico (Zacarias) e a sacralidade da família (Malaquias).

CONCLUSÃO 

A mensagem geral dos profetas menores pode ser resumida a partir da declaração de Mq. 6: 8.

E essa palavra se aplica perfeitamente à Igreja dos dias atuais, ao longo dos próximos estudos, veremos, através das exortações dos arautos de Deus, que o Senhor deseja que promovamos a justiça, que sejamos fieis a Deus, e, sobretudo, que vivamos em obediência. PENSE NISSO!

A ser viço do rei Pr. João Nunes Machado


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