quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

a perda dos bens terrenos


TEXTO BASE JÓ 1: 21 / JÓ 1: 13 = 21

INTRODUÇÃO

TEMA: A PERDA DOS BENS TERRENOS=I

Os bens terrenos são perecíveis, essa é uma dura realidade, mas nem todos sabem enfrentá-la.

Quando as bolsas de valores caíram nos Estados Unidos, em 1929, várias pessoas deram cabo às suas vidas.

Atualmente, na Europa, muitos estão fazendo o mesmo, por não saberem como lidar com a perda dos bens materiais.

No estudo desta semana, veremos que os bens terrenos são necessários, mas não devem ser o tesouro maior do cristão.



Chave: Provação

Comentário:
A apresentação claramente visível do livro - prólogo, discurso e epílogo, além dos ciclos dentro dos próprios discursos - demonstra-nos que se trata de uma interpretação teológica de certos acontecimentos da vida de um homem chamado Jó. Do começo até ao fim o autor procura com diligência responder a uma pergunta básica.
Qual é o significado da fé?




tribal de extraordinária piedade e integridade, Jó é abençoado por Deus com prosperidade terrena que o converte no homem "maior do que todos os do oriente" (1: 3).
De repente, Jó sofre vários reveses de fortuna. Vítima de uma série de grandes calamidades, vê-se privado primeiro de seus bens e de seus filhos (1:13 =19).

Seu corpo se cobre de uma enfermidade repulsiva (2: 7).
Três amigos, que se apresentam com a intenção evidente de consolar Jó, insistem em que seu sofrimento é castigo pelo pecado , e por isso mesmo, seu único recurso é o arrependimento.

Mas Jó repudia com veemência esta solução, afirmando sua integridade, e admitindo ao mesmo tempo sua incapacidade de entender sua própria condição.

Outro amigo, Eliú, sugere que Jó está passando por um período de disciplina de amor ordenada por Deus, para impedi-lo de continuar pecando.

Jó rejeita também esta interpretação. Finalmente, Deus responde às contínuas solicitações de Jó, de uma explicação direta de seus sofrimentos.

Deus responde, não mediante uma justificação de sua conduta, nem mediante uma solução imediata, mas em virtude de sua apresentação de si mesmo com sabedoria e poder.

Esta apresentação é suficiente para Jó; observa ele que, por ser Deus quem é, deve haver uma solução, e nela apoia sua fé.
Conquanto o tema do sofrimento e suas causas seja predominante no livro, este preenche um fim mais amplo na mente do autor:

O de demonstrar que a certeza da fé não depende das circustâncias externas nem das explicações conjeturais, mas do encontro da fé com um Deus onipotente e onisciente.

Autor:
O livro não nos dá indicações certas do autor nem do tempo em que foi escrito.

Embora muitos, atualmente, afirmem que foi escrito no exílio ou em época pós-exílio (sexto a terceiro século a. C), tradicionalmente tem-se fixado a data na época dos patriarcas (século XVI a.c.), ou nos dias de Salomão (século X a.C.).

I° JÓ, AS PERDAS DE UM HOMEM DE DEUS: 
1.
2. O livro bíblico de Jó revela a tragédia humana diante das perdas, não apenas dos bens terrenos, mas também dos filhos e da própria saúde.
3.
Poucas pessoas sabem, mas este é um dos livros mais antigos da Bíblia, talvez mais recente apenas que o Gênesis.

Uma das perguntas cruciais do livro de Jó é:

Se Deus é bom e amoroso, por que há tanto sofrimento na terra?
4.
Os ateus dizem que Deus não existe com base nessa premissa, argumentam que Ele não é bom, pois se assim fosse, não permitiria o sofrimento.

E que também não é poderoso, pois é incapaz de resolver os problemas da humanidade.

Jó, em seus discursos, principalmente diante dos amigos, e nas orações direcionadas a Deus, tenta encontrar respostas para o seu sofrimento.

Seu maior desafio, como o de todos aqueles que passam por situações adversas, é manter a fé em Deus.

Mesmo sendo um homem íntegro, Jó perdeu seu gado (Jó. 1: 14 =16), seus servos (Jó. 1: 15,16), seus filhos (Jó. 1: 19 = 21). Apesar de tudo, Jó não perdeu a fé em Deus, Ele não se deixou conduzir pelas circunstâncias (Jó. 2: 9).

A confiança de Jó em Deus tornou-se um exemplo de perseverança para os cristãos (Tg. 5: 11/ Rm. 15: 4).

Diante das perdas materiais, Jó reconheceu que tudo provinha de Deus, inclusive a sua riqueza, e que Ele teria o direito de requerê-la (Jó. 1: 21).

Essa é uma demonstração de que seu coração não estava centrado nos bens terrenos.

 Quando tinha em abundância, Jó exercitava a generosidade, usando suas riquezas para o bem dos outros (Jó. 4: 1= 4 / 29: 12 = 17 / 31: 16 = 32).

Tal como Jó, qualquer pessoa pode perder seus bens, a esse respeito escreveu Salomão:

 “Pois o homem não conhece a sua hora.

“Como os peixes que se apanham com a rede maligna, e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enlaçam também os filhos dos homens no mau tempo, quando este lhes sobrevém de repente” (Ec. 9: 12).

II. OS BENS TERRENOS SÃO PERECÍVEIS:

Quando o ser humano se distancia de Deus, ele transfere sua adoração para outrem.

Jesus alertou a esse respeito quando disse que ninguém pode servir a dois senhores.

Um desses senhores, atualmente denominado de Mercado, é Mamom, o antigo deus das riquezas (Mt. 6: 24).

Jesus contou uma parábola a respeito de um rico insensato que depositou sua confiança nas riquezas.

Não sabia Ele que morreria em breve, por isso Deus o chamou de louco (Lc. 12: 20).

De que adianta o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Mc. 8: 36).

As riquezas não podem ser sacralizadas, Jesus ensina que o homem deve entesourar no céu (Mt. 6: 20).

As pessoas que devotam apenas ao acúmulo de dinheiro se tornam escravas deste. Ao contrário do que apregoa a teologia da ganância, as riquezas, ao invés de aproximar, podem distanciar as pessoas de Deus (Mt. 19: 22 =24).

O jovem rico não pode seguir a Jesus, pois, mesmo tendo algum interesse, não foi capaz de se desvencilhar do poder das riquezas (Lc. 18: 15 =30).

Muitos líderes eclesiásticos estão recaindo nesse mesmo equívoco, advogando que riqueza é sinal de espiritualidade.

Há igrejas que se fundamentam sobre o discurso do enriquecimento rápido, fácil e imediato.

Mas Paulo instrui aos obreiros do Senhor para que não desejem o enriquecimento, mas o contentamento (I Tm. 6: 6 =10).

O mundo valoriza demasiadamente as riquezas porque essas criam uma ilusão de segurança.

As pessoas acreditam que o dinheiro poderá garantir uma boa vida na terra, já que deixaram de acreditar na vida eterna. Perder dinheiro, nesse contexto, é perder a razão de existir, já que o ter é confundido com o ser.

III. QUANDO SE PERDE OS BENS TERRENOS:

Quando o cristão perde os bens terrenos, diferentemente daqueles que não tem esperança em Deus, ele sabe que o dinheiro não dura para sempre, e que não traz felicidade (Sl. 49: 10 = 12 / Pv. 23: 4,5 / 27: 24 / I Tm. 6: 7).

Ademais, Deus é mais importante do que toda prata ou ouro do mundo inteiro, pois, na dimensão escatológica, Ele é o dono de tudo (Sl. 55: 22), portanto, devemos lançar sobre Ele toda nossa ansiedade (I Pe. 5: 7).

Como diz a letra de um hino sacro: Se você perdeu tudo aqui, menos a fé em Deus, então você não perdeu nada.

Essa é uma valiosa verdade espiritual, pois Deus pode trabalhar na vida das pessoas através das perdas.

Ele disse a Paulo que o Seu poder se aperfeiçoa na fraqueza (II Co. 12: 9).

Há momentos que as pessoas perdem na terra para ganhar no céu. Jó, depois de perder tudo, recebeu em dobro da parte de Deus (Jó. 42: 10=17).

 Isso não é uma garantia de que acontecerá o mesmo com aqueles que decidem seguir os caminhos de Deus.

Não há, no Novo Testamento, uma promessa de riqueza para aqueles que seguem a Cristo.

No entanto, ainda que a pessoa perca tudo, ou mesmo não tenha nada, receberá, no céu, a riqueza que não perece (Mt. 19: 27).

Há promessas de galardões, a obra de cada um será provada no fogo, e cada um receberá de acordo com o que fez, e com que intenção (I Co. 3: 10 =15), pois todos comparecerão perante o Tribunal de Cristo (II Co. 5: 10).

Paulo, antes da sua morte, espera, do Senhor, uma coroa de justiça do Senhor (II Tm. 4: 8).

Ao invés de focarmos os bens terrenos, precisamos estar com os olhos fitos para os céus, de lá virá nossa recompensa (Cl. 3: 1).

A Cidade Celestial, conforme descrita em Ap. 21: é o lugar preparado por Jesus para todos aqueles que confiam nas Suas palavras (Jo. 14: 1).

CONCLUSÃO
A maturidade do cristão é alcançada na medida em que este se mostra cada vez menos susceptível às intempéries da vida. Qualquer pessoa pode passar por situações adversas, inclusive em relação aos bens terrenos.
O diferencial está na forma de reagir diante desse tipo de aflições.
Ao invés de desesperar-se, como faz a maioria das pessoas, o cristão sabe que seu tesouro está preservado.
As intempéries das bolsas de valores, as variações do câmbio não podem afetar a fé daquele que confia no Senhor.
Os que confiam no Senhor são como o monte de Sião que não se abala, mas permanece para sempre (Sl. 125: 1).
A ser viço do rei PR. João Nunes Machado

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