quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

deus ama os onestos


TEXTO BASE AMÓS 5: 18 = 27

INTRODUÇÃO

TEMA: DEUS AMA OS O NESTOS = I

Vamos estudar os ensinos bíblicos acerca da honestidade.
Ela é um requisito fundamental para o nosso bem-estar.
Ainda que o indivíduo tenha todas as condições fundamentais para a sua subsistência, como as de alimentação, de saúde, instrução, etc, se lhe faltarem os requisitos de natureza moral, espiritual, relacionados ao caráter, nada irá bem.
Haverá apenas sofrimentos, desprestígio e fracassos constantes.
Por isso, vamos analisar o que a Bíblia ensina sobre o nosso caráter, no que diz respeito à honestidade.
I. Deus ama os honestos
As Escrituras Sagradas são repletas de ensinos em torno da honestidade, especialmente na vida dos crentes.
O pecado de Adão foi ato de dolosa desonestidade.
O primeiro homem falhou, não honrando ao seu Criador e Pai, e pecou, Gênesis 3:1=7.
É fato que Deus sempre fez questão de que seus servos fossem honestos, decentes, corretos; homens justos, SaImo 101: 6.



Abraão foi escolhido como homem bom, amigo, honesto, Gênesis 12:1= 9.
O Salmo 24 descreve o cidadão do Reino de Deus: é o homem de mãos limpas, de coração puro, sem subterfúgios ocos e que sabe cumprir a palavra empenhada, SL 24: 3, 4.
São pessoas que desfrutam de intimidade com Deus:
Buscam a presença do Deus de Jacó " SL 24: 5.

Judas se arruinou antes de trair seu Mestre, sendo desonesto e falso no seu trato com os outros.
O Brasil precisa de homens de caráter e honrados.
Alguém já escreveu na imprensa brasileira "que a crise da Nação não é outra senão crise de caráter, a falta de mais homens de bem, decentes e honrados''.
E verdade, e devemos orar ao Senhor, rogando-lhe cidadãos desse tipo para o país.
E nós mesmos devemos nos empenhar em sermos esse padrão de homens que o mundo espera ver no crente.
Vejamos como isso é possível.

II. A honestidade pessoal - que é?
As palavras honestidade, honesto e derivados vêm de uma raiz latina que significa "aquilo que dá lustro, brilho, adorno, honra".
Que sentido tem esse termo? De modo geral, a honestidade é qualidade do caráter, e se manifesta na conduta do homem. É a prática da retidão em tudo. Daí, significa aquilo que é decoroso, honrado, digno, decente.

É a maneira de portar-se com honorabilidade, justiça, com irrepreensível modo de viver.
A Bíblia faz diversos comentários sobre o significado da honestidade.
O texto de Filipenses 4: 8= 9 é uma boa fórmula da honestidade cristã:
"Tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo. puro, amável, de boa fama, virtuoso e digno de louvor”.
São oito ingredientes simples, claros, que toda a gente aprecia e louva.
Ser justo, em essência, é ser honesto. De acordo com o apóstolo Paulo, no texto de Efésios 4: 24 =32,
isso é uma conseqüência da regeneração, v. 24.

Todo o homem honesto anda em justiça e retidão que provém da verdade, v. 24; foge de qualquer malícia, v. 31; anda na luz, fugindo às trevas do erro, do mal, da falsidade e da hipocrisia.
A honestidade pessoal é, sem dúvida, um efeito da nossa "santa vocação", pois fomos chamados por Deus a uma vida digna, mansa, humilde e boa, Efésios 4:1-2.
De acordo com os ensinos bíblicos, a honorabilidade consiste em viver de acordo com as coisas elevadas, Colosenses 3:1-2. Jesus afirmou que "são bem-aventurados os limpos de coração", Mateus 5: 8.
A comunhão com o Pai exige sinceridade, retidão, probidade espiritual.
Probidade é a integridade de caráter, próprio do homem honrado e reto.
Deus espera tais atitudes dos que o amam e afirmam ser seus servos.

III. Perigos da falta de caráter
Nos textos proféticos indicados para as leituras diárias, você pode observar alguns fatos chocantes na história de Israel.
Entre eles a inexistência da honestidade, da retidão na vida e nos atos do povo e dos líderes.
Veja Amós 8: 4=7. São revelações terríveis.
Deus teve que suscitar Amós, um pastor de ovelhas, acostumado ao serviço árduo do campo, como profeta, para despertar os que pecaram em Israel, e que agiam contra, a justiça.
Vejamos as críticas que ele fez ao seu povo:
1ª ". . . anelais o abatimento do necessitado, e destruís os miseráveis da terra", Amós 8: 4
Era o abuso praticado contra os que nada tinham, tornando a vida difícil e cara, oprimindo-se aos menos favorecidos. Havia gente aproveitando-se da situação para explorar os pobres, Amós 8: 4 =5.
Tão grande era a avareza, a ganância e a vontade de fazer comércio, para obter maiores lucros, que desejavam que os dias santos e de cultos, bem como as festas religiosas e os sábados semanais, passassem depressa, pois nesses dias os negócios ficavam parados, II Reis 4: 23; I Samuel 20: 5, 18; Oséias 2:11.
2. ". . . diminuindo o efa, e aumentando o siclo, e procedendo dolosamente com balanças enganosas", Amós 8: 5

Assim se originava a desonestidade. Nos dias de Amós já roubavam nas medidas e pesos.
O efa era medida de sólidos, valendo cerca de 36 litros; e os siclos, peças de prata ou de ouro, que se trocavam por gêneros, grãos, hortaliças, etc.
Também já estava em uso o sistema de balanças, fraudulentamente preparadas.
Era a fraude, o engano na vida comercial. Pura desonestidade!
3. ". . . para comprarmos os pobres por dinheiro, e os necessitados por um par de sapato.
E depois vendermos o refugo do trigo", Amós 8: 6 - Era a opressão, o abuso da situação de necessidade dos menos favorecidos, dos pobres.

Faziam-se empréstimos com juros extorsivos, e exigiam-se tremendas hipotecas, de modo que os pobres, não tendo com que pagar, então eram obrigados a entregar aquilo que haviam empenhado.
Cobrava-se carfssimo até o que era mais barato no mercado: um par de sapato! Era a tirania, a falta de caridade, a desonesta transação carregada de ambições sem medida.
Por outro lado, enganava-se o pobre, vendendo-se-lhe o gênero já depreciado, de má qualidade, como se fosse bom, de primeira e sadio, v. 6.
Quanta gente há hoje que tem esse mesmo tipo de atitude em seus negócios.
Uma leitura de Efésios 4: 24=32 revela como o apóstolo Paulo teve que reagir, no seu tempo, contra os males da improbidade, tão comuns na época e que não podiam ser admitidos na vida dos novos conversos ao Evangelho.

O crente não pode continuar desonesto, como era no mundo, porque é "homem novo", Efésios 4: 24.
O apóstolo cita uma série de pecados: a mentira, 4: 25; ira, 4: 26; furto, 4: 28; mau exemplo, desde as palavras até os costumes, 4:29, 30; a malícia e suas conseqüências, 4:31.
Em nossos dias há muitos hábitos que mostram que vivemos uma crise de retidão, justiça e dignidade.

Enumeraremos alguns deles. É muito comum hoje:
1. Tomar emprestado objetos, livros ou recursos e não devolvê-los e nem pagar.
2. Não honrar a palavra ou compromis¬sos assumidos.
3. Faltar com a pontualidade e horário
4. Mentir por "brincadeira" e por exagero, principalmente nos negó-cios.
5. "Colar" em estudos e exames.
6. Praticar lucros exagerados e usura criminosa.
7. Fazer negócio ou "arranjos", por linhas às avessas.
8. Lançar tropeços, fraudes para enganar outros.
9. Expor objetos à venda com nomes falsos:
algodão por seda, mercadoria nacional por estrangeira, objetos frágeis como se fossem fortes; produtos misturados, como se fossem puros.

10. Falsificar remédios.
11. Empregados que fazem mau uso do tempo.
12. Fraudar o fisco, nos impostos, nas taxas.
13. Firmar namoro e noivado fictícios, isto é, sem o real propósito da concretização de lares.
14. Manter falsa espiritualidade na religião.
15. Iludir de qualquer forma a terceiros.
Conclusão
Que atitude você vai tomar?
O crente tem que ser sal e luz, mesmo vivendo numa sociedade corrupta e corruptora.
Pr. Márcio Pereira de Andrade – Maringá - PR

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