sexta-feira, 26 de abril de 2013

os sete tipos de lepras


TEXTO BASE LV 13: 1= 8 / NÚM 12: 1 = 16  / 2° RS 5:1=10  2°CR 26: 16

INTRODUÇÃO

TEMA: Os sete tipos de lepras

1 Falou mais o SENHOR a Moisés e a Arão, dizendo:

2 O homem, quando na pele da sua carne houver inchação, ou pústula, ou empola branca, que estiver na pele de sua carne como praga de lepra, então, será levado a Arão, o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes.

3 E o sacerdote examinará a praga na pele da carne; se o pêlo na praga se tornou branco, e a praga parecer mais profunda do que a pele da sua carne, praga da lepra é; o sacerdote, vendo-o, o declarará imundo.

4 Mas, se a empola na pele de sua carne for branca, e não parecer mais profunda do que a pele, e o pêlo não se tornou branco, então, o sacerdote encerrará o que tem a praga por sete dias.




5 E, ao sétimo dia, o sacerdote o examinará; e eis que, se a praga, ao seu parecer, parou, e a praga na pele se não estendeu, então, o sacerdote o encerrará por outros sete dias.

6 E o sacerdote, ao sétimo dia, o examinará outra vez; e eis que, se a praga se recolheu, e a praga na pele se não estendeu, então, o sacerdote o declarará limpo: apostema é; e lavará as suas vestes e será limpo.

7 Mas, se o apostema na pele se estende grandemente, depois que foi mostrado ao sacerdote para a sua purificação, outra vez será mostrado ao sacerdote.

8 E o sacerdote o examinará, e eis que, se o apostema na pele se tem estendido, o sacerdote o declarará imundo: lepra é.

NUM 12: 1= 16 E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cuxita, que tomara; porquanto tinha tomado a mulher cuxita.

2 E disseram: Porventura, falou o SENHOR somente por Moisés? Não falou também por nós? E o SENHOR o ouviu.

3 E era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra

4 E logo o SENHOR disse a Moisés, e a Arão, e a Miriã: Vós três saí à tenda da congregação. E saíram eles três.

5 Então, o SENHOR desceu na coluna de nuvem e se pôs à porta da tenda; depois, chamou a Arão e a Miriã, e eles saíram ambos.

6 E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer ou em sonhos falarei com ele.

7 Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa.

8 Boca a boca falo com ele, e de vista, e não por figuras; pois, ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?

9 Assim, a ira do SENHOR contra eles se acendeu; e foi-se

10 E a nuvem se desviou de sobre a tenda; e eis que Miriã era leprosa como a neve; e olhou Arão para Miriã, e eis que era leprosa.

11 Pelo que Arão disse a Moisés: Ah! Senhor meu! Ora, não ponhas sobre nós este pecado, que fizemos loucamente e com que havemos pecado!

12 Ora, não seja ela como um morto, que, saindo do ventre de sua mãe, tenha metade da sua carne já consumida.

13 Clamou, pois, Moisés ao SENHOR, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures.

14 E disse o SENHOR a Moisés: Se seu pai cuspira em seu rosto, não seria envergonhada sete dias? Esteja fechada sete dias fora do arraial; e, depois, a recolham.

15 Assim, Miriã esteve fechada fora do arraial sete dias, e o povo não partiu, até que recolheram a Miriã.

16 Porém, depois, o povo partiu de Hazerote; e assentaram o arraial no deserto de Parã.

2° RS 5: 1 = 10

1 E Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor e de muito respeito; porque por ele o SENHOR dera livramento aos siros; e era este varão homem valoroso, porém leproso.

2 E saíram tropas da Síria e da terra de Israel levaram presa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã.

3 E disse esta à sua senhora: Tomara que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.

4 Então, entrou Naamã e o notificou a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel.

5 Então, disse o rei da Síria: Vai, anda, e enviarei uma carta ao rei de Israel. E foi e tomou na sua mão dez talentos de prata, e seis mil siclos de ouro, e dez mudas de vestes.

6 E levou a carta ao rei de Israel, dizendo: Logo, em chegando a ti esta carta, saibas que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o restaures da sua lepra.

7 E sucedeu que, lendo o rei de Israel a carta, rasgou as suas vestes e disse: Sou eu Deus, para matar e para vivificar, para que este envie a mim, para eu restaurar a um homem da sua lepra? Pelo que deveras notai, peço-vos, e vede que busca ocasião contra mim.

8 Sucedeu, porém, que, ouvindo Eliseu, homem de Deus, que o rei de Israel rasgara as suas vestes, mandou dizer ao rei:

Por que rasgaste as tuas vestes? Deixa-o vir a mim, e saberá que há profeta em Israel.

9 Veio, pois, Naamã com os seus cavalos e com o seu carro e parou à porta da casa de Eliseu.

10 Então, Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne te tornará, e ficarás purificado.

II° CR 26: 16 Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o SENHOR, seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso.

A lepra simboliza o pecado que praticamos, ou seja, nossas ações pecaminosas.

Lepra, além do seu sentido propriamente dito, era um termo genérico usado para descrever uma variedade de doenças de pele e até mesmo o bolor das paredes e o mofo das roupas
Na Palavra de Deus, encontramos quatro casos de lepra.

O primeiro caso foi um sinal de Deus a Moisés para mostrar-lhe que seu interior era cheio de lepra.

Deus o ordenou que pusesse a mão no peito.

Ao fazê-lo, sua mão ficou leprosa e ao colocar novamente ela ficou limpa.

O segundo caso é o de Miriã, que ficou leprosa por causa da rebeldia (Nm 12: 1 =16).

O terceiro foi o de Geazi, o servo de Elizeu, que ficou leproso por causa da ambição (2° Rs 5: 1 = 10).

O rei Uzias foi o quarto caso. Ele ficou leproso por causa da soberba (2° Cr 26.16).

Vemos, nestes casos, expressões típicas do pecado: rebeldia, ambição e soberba.
A lepra é uma figura do pecado

Podemos perceber claramente, pelo menos quatro aspectos que evidenciam a correlação da lepra com o pecado:

Ela existe primeiro no sangue, na natureza da pessoa

Ela se torna manifesta de diferentes maneiras

É incurável por tratamento humano

Vai devorando o homem, sem que ele sinta dor. Torna-o insensível a Deus

A lepra aloja-se no corpo humano e pode ficar de forma latente por muitos anos, sem se manifestar.

É como o pecado em nosso interior, ele pode ou não aparecer, mas, de qualquer forma, está lá.

Se não tivermos uma revelação clara com respeito a nós mesmos, nunca poderemos alcançar a dependência do Senhor e viver no espírito.

A convicção de pecado deve ser a primeira e constante experiência do cristão, para que este possa aprender a abominar a sua carne, bem como tudo o que está contaminado com ela.

A lepra é um retrato de como Deus vê o pecado e o pecador, algo repugnante e deplorável.

As instruções sobre a lepra foram dadas ao sacerdote. Ele é que deveria fazer a avaliação dos sintomas.

No mesmo princípio, aqueles a quem Deus deu autoridade sobre o rebanho, precisam saber como identificar e tratar a lepra, que hoje simboliza o pecado.

A lepra se manifestava de várias maneiras e cada uma delas é um símbolo do pecado que nos ataca.

1. A lepra na pele – LV 13: 1 = 8

1. Inchação

A lepra se eleva acima da pele indicando alguém que se considera superior aos outros.

Paulo, porém nos exorta a considerar o irmão superior a nós mesmos (Fp 2: 3).

2. Pústula

É um tipo de úlcera ou ferida que produz pus e representa todo tipo de impureza que conduz à sensualidade.

3. A mancha lustrosa

Essa representa o brilho da falsa religiosidade e da hipocrisia.

5. O pêlo branco

O pêlo branco aqui representa a perda de força.

Devemos amadurecer, mas nunca envelhecer em termos espirituais.

Quem envelhece espiritualmente perde a força para servir o Senhor, além disso, podem se tornar cegos e resistentes a mudanças por serem muito apegados a seus conceitos.

6. Mancha mais profunda que a pele

Isso indica uma conduta errada, encoberta, que não foi confessada.

A pessoa está tentando encobrir o pecado e, nesse caso, ela deveria ser observada por sete dias.

Sete é um número simbólico que representa algo completo.

Quando vemos o sintoma do pecado na vida de um irmão precisamos adverti-lo e esperar por um tempo até que se arrependa.

Esse tempo de observação do sacerdote simboliza um tempo para arrependimento.

2. A lepra na carne – LV 13: 9 = 11

Suponha que um irmão caiu em adultério.

Isso é lepra, mas se houver arrependimento pode ser removida.

Mas suponha ainda que esse mesmo irmão repita o pecado muitas vezes.

Chega a um ponto em que a lepra se torna inveterada, ou seja, habitual.

É uma situação, portanto, muito mais grave que a lepra na pele.

Mas, mesmo um irmão que cai dessa forma no pecado pode ser transformado.

Nos versos 12 e 13 lemos que tal lepra pode ser curada.

3. Lepra vinda da úlcera – LV 13: 18 = 23

No verso 18 lemos sobre uma pessoa que teve uma úlcera ou ferida.

Parece que essa ferida foi sarada, mas depois de algum tempo aparecem os sintomas da mancha lustrosa mais funda que a pele e os pêlos brancos.

Isso nos mostra que feridas e mágoas podem se tornar um lugar propício para a lepra do pecado.

4. Lepra vinda da queimadura –LV 13: 24 = 28

A queimadura simboliza alguém que foi repreendido ou tratado pelo seu pecado, mas não respondeu bem e ficou ressentido interiormente. Isso também mostra um arrependimento não genuíno.

5. Lepra na cabeça e na barba –LV 13: 29 = 46

Na Palavra de Deus a cabeça com o cabelo representa a nossa glória. Em 1ª Cor 11: 3

Nos mostra ainda que o cabelo está relacionado com submissão e autoridade.

Portanto, ter praga na cabeça significa ter problema de sujeição à autoridade e uma resistência quanto ao pensamento da igreja.

Mas a lepra pode aparecer também na barba. Na Palavra de Deus a barba simboliza dignidade.

Os servos de Davi foram envergonhados porque lhes rasparam a metade da barba (2° Sm 10: 4,5).

A lepra na barba significa considerar-se importante e buscar ser reconhecido e exaltado pelos outros.

6. Lepra nas vestes – 13: 47 = 59

Na Palavra de Deus as vestes apontam para a nossa conduta (Êx 28: 2 / Ap 19: 8).

Mas podemos entender também as roupas como algo literal, já que a lepra numa roupa não era realmente do mesmo tipo da lepra manifestada no corpo.

Sendo a lepra um símbolo do pecado, vemos que uma roupa também pode ser contaminada com o pecado.

A orientação era que há roupas que podem ser recuperadas, talvez com alguma mudança, mas há outras que devem ser destruídas porque não têm recuperação (Jd 1: 23).

Essa contaminação pode ter dois sentidos: ou a roupa era usada para fins pecaminosos (roupas usadas por prostitutas, travestis, pai-de-santo ou em algum ritual); ou a roupa foi usada numa ocasião de pecado, ainda que ela mesma seja uma roupa normal.

Cada um de nós precisa trazer nossas roupas diante de Deus e saber sua vontade a respeito de cada uma delas.

7. Lepra na casa – LV 14: 33 = 57

No Novo Testamento a igreja é comparada a uma casa (Ef 2: 19 = 22).

E os membros são as pedras que compõem essa casa (1° Pe 2: 5).

A lepra que invade a casa pode simbolizar o pecado querendo tomar conta de uma igreja.

Quando há lepra numa casa a primeira coisa a se fazer é remover os móveis.

Os móveis simbolizam os hábitos, costumes e tradições que não têm fundamento na Palavra de Deus (LV 13: 36).

Depois se procura os sinais de podridão e corrupção ( LV 13: 37), representados pela prática errada ou doutrina fora da

Palavra de Deus que rapidamente produzem contágio ( LV 13: 39).

Procede-se então a remoção das pedras contaminadas ( LV 13: 40).

Essa é a disciplina ou o afastamento da comunhão do crente faltoso que se recusa a arrepender-se (1ª Co 5: 1 = 5).

Se depois disso não há mudança naquela igreja pela falta de arrependimento genuíno, só resta a eliminação da casa (Ap 2: 5; 3: 16).

No caso da lepra, numa casa a purificação é descrita do verso LV 13: 48 em diante.

O sangue da ave aponta para o sangue do Senhor Jesus.

É pelo sangue que somos perdoados e purificados.

Sem essa doutrina uma igreja se torna apenas sinagoga de satanás.

O pau de cedro aponta para a cruz de Cristo onde a nossa carne é terminada.

Além disso, era necessário água corrente.

Água corrente é o mesmo que águas vivas e apontam para a ação do Espírito Santo.

Uma igreja só pode ser restaurada se houver rios do Espírito fluindo ali.

A ser viço do rei Pr João Nunes Machado

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