segunda-feira, 1 de abril de 2013

Relacionamentos simbióticos, vazios ou equilibrados: qual a sua tendência?


TEXTO BASE 1° Tes 5: 23

INTRODUÇÃO

TEMA: Relacionamentos simbióticos, vazios ou equilibrados: qual a sua tendência?=I

Existe uma gradação nos graus integração das vidas dos parceiros de um relacionamento amoroso que vai desde a simbiose (os parceiros compartilham quase tudo: o fazem, pensam e sentem.
São do tipo “carne e unha”) até o esvaziamento (os parceiros desenvolvem vidas quase que completamente independentes).
Entre esses dois extremos existe uma ampla gradação nos graus de integração das vidas dos parceiros.
Um relacionamento equilibrado é aquele onde os graus de integração da vida dos parceiros atende a ambos e não é muito próxima desses extremos.
Este o tema que vamos tratar neste artigo.



I° Relacionamentos vazios
O seu relacionamento está mais vazio do que você gostaria? Por que isso pode ter ocorrido?
As perguntas abaixo vão ajudar você  a refletir sobre essas duas questões.
O que mantém o seu relacionamento amoroso?
1- Você é pouco exigente: contenta-se por estar em um relacionamento amoroso, mesmo que este não tenha boa qualidade?
2- Os seus sentimentos quanto ao parceiro continuam a existir quase que independentemente daquilo que ele faça ou deixe de fazer por você e com você?
3- Você já está "cheio de amor para dar" e as características do parceiro por quem você pode se apaixonar são apenas um “pequeno detalhe”: basta encontrar alguém que aceite um rótulo apropriado (namorado, rolo, etc.)
para que todo o seu amor pelo dispare?
4- Você é capaz de se comprometer amorosamente sem examinar direito quem é o parceiro e como vai ser o relacionamento entre vocês dois?
5- Depois que um é relacionamento amoroso é iniciado, você tem dificuldade excessiva para terminá-lo., mesmo quando você verifica que ele não era aquilo que esperava ou ele se deteriorou?
6- Faz muito tempo que você não consegue se relacionar amorosamente e, por isso, você “deixou por menos” e está predisposto a aceitar parceiros e relacionamentos de baixa qualidade? (“Mau com ele, pior sem ele”).
7- Você é o tipo de não consegue ficar sem um relacionamento amoroso e, por isso, não toma os cuidados necessários para entrar em um?
8- Você tolera um relacionamento onde a cumplicidade e a amistosidade estão muito muito aquém do que você necessita ou até são negativas?
9- Você não termina o seu relacionamento por motivos econômicos ou porque teme não conseguir se envolver em outro relacionamento e acabar ficando só?
Se você respondeu positivamente a qualquer uma destas perguntas, tome cuidado: ou você corre o risco de se envolver em relacionamentos cujos graus de integração estão aquém do que você necessita ou você tem dificuldades para sair de relacionamentos assim.
Pode acontecer também que o relacionamento pouco integrado que você tem com o parceiro gere outros grandes benefícios externos (sociais, econômicos, práticos) e, por isso, você tenha dificuldade para abrir mão deles.
Exigência excessiva do parceiro para um maior grau de integração:
As expectativas do seu parceiro quanto ao grau de integração de suas vidas estão além do que você gostaria? Responda as seguintes perguntas para ter uma ideia se isto está ocorrendo.
1- O seu parceiro está sempre cobrando a sua atenção e participação?
2- Você gostaria de ter mais liberdade no relacionamento: sair com as amigas, ter mais liberdade para gerir o seu dinheiro?
3- Você gostaria de ter o seu próprio banheiro ou de dormir em quartos separados?
4- Você gostaria de viver em casas separadas, mas o seu parceiro não concorda?
5- Você gostaria de dividir as tarefas caseiras ao invés de ter que fazê-las junto com o parceiro?
6- O seu parceiro gostaria que vocês compartilhassem mais seus sentimentos e pensamentos?
7- Você gostaria que o parceiro respeitasse mais aquilo que é importante para você, mesmo quando ele acha que não deveria ser assim?

II° Relacionamentos equilibrados
Existe uma teoria que propõem, resumidamente, que o relacionamento direto com o parceiro e os acontecimentos importantes em outras áreas da vida sejam representados por dois quadrados, um dentro do outro*.
O quadrado interno representa a quantidade e a importância do relacionamento pessoal com o seu parceiro e o externo, a quantidade e a importância total dos acontecimentos que existem na sua vida.
Algumas pessoas gostariam que a área do quadrado interno fosse quase do mesmo tamanho da área do quadrado externo, ou seja, o relacionamento com o parceiro seria quase tudo de importante nas suas vidas.
Essas pessoas esperam compartilhar tudo com o parceiro: amizades, diversões, trabalho, ideias, sentimentos, planos, decisões, etc.
Para outras pessoas, o tamanho do quadrado interno deve muito menor do que a do quadrado externo, ou seja, para elas existem muitas outras coisas importantes na vida, que acontecem sem a participação do parceiro:
Círculos de amizades dos quais o parceiro não participa, conta no banco separada, tomada decisões importantes sem consultar o parceiro.  
Não existe uma proporção entre os tamanhos desses dois quadrados que seja boa para todo mundo.
Essa proporção ideal varia muito de pessoa para pessoa.
O mais importante é encontrar um parceiro que queira uma proporção entre esses dois quadrados que seja semelhante a que você quer.
Quando os parceiros de um relacionamento amoroso têm expectativas diferentes em relação ao grau de integração de suas vidas, isso gerará muitas frustrações e problemas.
Não basta, obviamente, que os parceiros concordem quanto aos graus de vida em comum e de vida independente. Também é importante que concordem quanto as áreas da vida nas quais é possível, desejável ou aceitável haver integração ou independência.
Por exemplo, um dos membros do casal pode achar intolerável que o outro gerencie sozinho a sua vida econômica ou que viage sozinho durante as férias.
Não existe nada de errado em ficar em um relacionamento mais próximo do vazio, se os benefícios que este traz são maiores do que os malefícios.
Pode ser que este relacionamento seja conveniente, não traga grandes problemas ou sofrimento e que os parceiros que dele participam não sintam que estão perdendo tempo.
Não existe nada que obrigue todo mundo a estabelecer e manter somente relacionamentos que sejam próximos do simbiótico.
Algumas pessoas encontram sentido em outras coisas na vida e podem até preferirem ficar só ou manter um relacionamento próximo do vazio, contatanto que isso que lhes tragam grandes benefícios apenas pelas consequências externas que eles geram ( consequências sociais, práticas, psicológicas).
Relacionamentos que tenham um grau de integração aquém ou além do que você necessita deve ser evitados, corrigidos ou terminados quando são frustrantes para você ou lhe trazem sofrimentos.
Se este for o caso e você não consegue deixar de inicia-los ou sair deles, procure a ajuda.ETC...
Adaptação por Pr. João Nunes Machado


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