sexta-feira, 21 de junho de 2013

a fidelidade dos sonhos de deus

TEXTO BASE HB 11: 22

INTRODUÇÃO

TEMA: A FIDELIDADE DOS SONHOS DE DEUS-PARTE=3

“Pela fé José, estando próximo o seu fim, fez menção da saída dos filhos de Israel, e deu ordem acerca de seus ossos...” (Hebreus 11: 22)

José, filho de Israel, também conhecido como José do Egito, é um exemplo para todos nós do caráter de quem conhece a Deus.

José sabia falar a linguagem dos sonhos.  Por isso, Deus se revelou a ele e lhe confidenciou o seu futuro.

Um futuro de prosperidade no qual até os seus pais e seus irmãos se inclinariam diante dele.




Por ser um filho justo e íntegro diante do seu pai, José foi perseguido pela inveja dos seus irmãos.

Teve por isso sua túnica de várias cores, símbolo de autoridade, roubada e manchada de sangue para que seu pai pensasse que ele havia morrido.

Apesar disto, José possibilitou que a história de Israel fosse uma história de glória e libertação.

A história de José nos ensina sobre a fidelidade dos sonhos de Deus, que quando são implantados em nosso coração superam os reveses e transformam a nossa história.

I° Deus nos fala através de sonhos

Há sonhos da alma e sonhos do Espírito.

Os sonhos da alma se dividem em psicológicos e os da ansiedade humana natural.

Os sonhos psicológicos são os afetivos e aqueles que são da necessidade de extravasar que a nossa alma tem.

Por exemplo: se alguém viveu um trauma ou está com saudades de alguém, provavelmente sua mente gerará imagens confusas relacionadas a essa afetividade contida.

Os sonhos da ansiedade humana natural são aqueles gerados por desejos, vaidades, ambições ou mesmo virtudes humanas nobres.

Por exemplo: ter uma boa família, uma nação próspera, segurança, etc.

Os sonhos do nosso espírito podem ser gerados pelo Espírito de Deus – por outro lado há sonhos que são gerados por opressão maligna.

Os sonhos que vêm do Espírito podem vir para avisar, profetizar ou inspirar uma ação ou aproximação maior de Deus.

José, também, chamado de sonhador pelos seus irmãos, teve experiências tremendas em matéria de sonhos (a história de José encontra-se no livro de Gênesis, capítulos 37 a 50).

II. Devemos compartilhar os sonhos de Deus com quem entende essa linguagem

Os irmãos de José, e até seu próprio pai o criticaram quando ele sonhou que um dia sua família se inclinaria diante dele.

Anos mais tarde isso aconteceu literalmente pois ele se tornou governador de todo o Egito e livrou sua família da fome e da morte.

Antes disto, porém, seus irmãos tiveram inveja e por pouco não o mataram.

Existem pessoas que se dizem nossas irmãs e que são verdadeiras assassinas dos sonhos que Deus coloca em nossos corações.

Precisamos estar atentos e velar pela profecia  que o Senhor nos ministrou:

Os sonhos de Deus jamais morrerão em nós, pois não deixaremos que o Espírito de Deus seja extingo em nosso ser:

“Não extingais o Espírito” (I Ts 5: 19).

Só compartilhe os seus sonhos com quem está em aliança ou sob orientação do Espírito Santo.

III. Não podemos dar lugar à vaidade em nossos sonhos 

O entusiasmo do sonhador pode soar como arrogância aos ouvidos de quem não está atento a esta linguagem.

Quando dizemos que estamos salvos, por exemplo, alguns religiosos nos acham orgulhosos pois para eles a salvação vem por merecimento pessoal e isso significa que estaríamos nos gloriando com esse mérito que seria nosso.

Eles não compreendem que “pela graça” somos salvos (Ef 2: 8=9).

É essa mesma graça que nos aproxima dos sonhos de Deus.

É como diz o apóstolo Paulo:

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nossa parte” (II Co 4: 7).

Os sonhos são de Deus, mas nunca poderemos esquecer que os vasos de barro somos nós.

Deus engrandecerá o nosso nome na realização dos Seus sonhos, como disse a Abraão, mas será o Nome do Senhor Jesus que será glorificado (Gn 12: 2; Gl 3: 29).

IV. Os sonhos de Deus exigem níveis sobrenaturais de cura 

José sonhou e os seus sonhos se realizaram.  Chegaram a prosperidade e o governo para ele.

Agora os seus irmãos, que não acreditaram, os que invejaram e até almejaram mata-lo, agora dependiam dele para sobreviver. O que fazer?

José teve que ter um novo nível de encontro.  Um encontro de renovação de aliança.

Um encontro de rasgar o coração, de gritar e chorar a ponto de ser ouvido por muitos (Gn 43: 30; 45: 2).

Agora sim, ele estava pronto para governar em paz.  Deus curou sua alma e fortaleceu o seu sonho.

V. Os sonhos de Deus para nós são para esta vida e para a eternidade 

Há pessoas que só se preocupam com o que vão comer no dia seguinte; são desprovidas de sonhos.

Temos que passar pela vida com a visão de que a vida é eterna e que as sementes que plantamos hoje colheremos nos próximos 5, 10, 20, 40 anos e na eternidade.

Não devemos ser ansiosos e viver apavorados com o dia de amanhã.  Jesus disse que o dia de amanhã cuidará de si mesmo (Mt 6: 34).

O sonhador sempre irá colher nos anos futuros o que está semeando hoje.

José passou por apertos, injustiças e até prisões, mas seus sonhos foram suficientes para que até seus ossos passassem 400 anos no Egito, atravessassem o deserto com Moisés, por 40 anos, e fossem enterrados na Terra Prometida, com Josué.  Isso é que é visão!

Ele desfrutou da prosperidade dos seus sonhos em vida, mas nem a morte fez os seus sonhos pararem e semear boas sementes.

Esse é o Espírito da Visão de Cristo em nós. Aleluia!

Somos uma geração de sonhadores. Vamos construir uma cultura de sonhos realizados na unção do Espírito.

Faça como Jesus, seja discípulo do Pai e discipulador de um grupo.
 .
A ser-viço do rei Pr. João Nunes Machado

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