quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Acontecimentos Proféticos de 1 a 12

I° A Destruicao de Jerusalem; são doze estudos.......Boa leitura

À medida que os exércitos do Rei do Norte e seus confederados forem aproximando-se de Jerusalém, o terror irá dominar a cidade.

Os judeus olharão com horror os arredores da cidade quando virem os imensos exércitos cercando de todos os lados (Is 22:1-14).

Os exércitos de "Elão" (atual Irã), "Quir" (talvez Moabe, Is 15:1, Jordânia ou a Média que é o norte do Irã), e "Edom" (talvez parte da Arábia), confederados do Reio do Norte, estarão provavelmente ocupados em expulsar o Rei do Sul da terra (Is 22:6; Ob 11-14; Sl 137:7).



Esses exércitos aliados, encabeçados pelo Rei do Norte (seus confederados), efetuarão a tomada de Jerusalém, deixando-a em ruínas e derramando sangue como se fosse água ao redor da cidade! As mulheres serão violentadas e os mortos jazerão pelas ruas (Sl 79:1-3; Is 64:10; Mq 3:12; Sf 1:10-18; Zc 14:1,2; Ob 11-14).

Metade da cidade de Jerusalém será levada em cativeiro (Zc 14:2).



O templo que os judeus tiverem edificado será destruído (Sl 74:1-8; Is 63:18; 64:11).

O remanescente fiel de judeus, perplexos e desesperados por verem o país sendo desolado por esse invasor vindo do norte, clamará a Deus por auxílio (Jl 2:12-17; Sl 73-89 - terceiro livro dos Salmos; Zc 13:9; Is 63:15-64:12).

A travessia dos exércitos pela terra de Israel trará um caos generalizado. Enquanto Jerusalém e a terra de Israel são transformadas em uma completa desolação, os exércitos confederados sob o comando do Rei do Norte irão trair alguns de seus aliados.

Eles invadirão alguns dos países que fazem fronteira com a terra de Israel para vencê-los e despojá-los. A "consumação" estará então por toda a terra (Is 10:22-23; 28:22; Sl 75:3).

Nessa ocasião os países situados na terra prometida de Israel, que se aliaram ao Rei do Norte, cairão sob juízo (Dn 11:41; Is 10:7; 14:29 até 23:17 - os "pesos"; Jr 46-49; Ez 25-30; Am 1-2:8; 2 Rs 24:7; Jr 25:9-11; Ob 7). [Ver nota]

[Nota: Isto já aconteceu na história e irá voltar a acontecer no futuro.

Quando os exércitos da Assíria e também da Babilônia invadiram a terra no passado (as incursões dos assírios aconteceram cerca de 100 anos antes das invasões babilônicas) eles desceram do norte conquistando Israel e as nações circunvizinhas à medida que avançavam em direção ao Egito. (2° Rs 15: 29; 17:5-6; Is 20:4 - Jr 1:13-15; 4:6; 6:1, 22; 10:22; 13:20; 25:9; 46:20, 24; 47:2).

Essas invasões do passado foram registradas nas profecias das Escrituras por serem sombras das invasões do Rei do Norte numa época futura (Dn 11:40-45).

Muitas dessas profecias cumpriram-se apenas parcialmente naqueles dias e apontam para o seu total cumprimento no futuro.

Quando Jerusalém foi destruída por Nabucodonosor e pelos babilônios, os edomitas e outros povos árabes eram seus aliados voluntários (Jr 34:1; Ob 11-14; 2 Rs 24:1, 2; Sl 137:7; Hc 2:5).

Após seu sucesso em destruir Jerusalém ele se voltou contra alguns de seus aliados e os saqueou (Ob 7; Jr 25:9; 2 Rs 24:7).

Tudo isso é uma notável previsão da traição com que o Rei do Norte irá tratar seus aliados árabes. (Dn 11:40-43).

Veja W. Kelly "Minor Prophets", p. 195, W. Kelly "Isaiah", p. 269, F. A. Tatford "The Prophet of Edom's Doom", p. 26-28, 35, J. N. Darby "Synopsis of the Books of the Bible", vol. 2, "Obadias"]

Edom (talvez parte da Arábia), que ajudará na destruição de Jerusalém, será enganada pela sua própria confederação e sofrerá dano. Eles serão saqueados, despojados e deixados reduzidos em número (Ob 1-9). [Ver nota]

[Nota: O livro de Obadias mostra que o juízo sobre Edom cairá em três etapas terminando por aniquilá-los completamente da face da terra.

Eles receberão o primeiro golpe ao serem enganados por seus próprios aliados (Ob 1-14).

Depois disso receberão um golpe mais severo quando o Senhor sair para pisar o Seu lagar de juízo sobre as nações reunidas que seguirão Gogue em Edom (Ob 15-16). Veja Is 34:1-10; 63:1-6. Então virá o golpe final dado pelos exércitos do então recém-reunido Israel (Ob 17-21). Veja J. N. Darby "Synopsis of the Books of the Bible", vol. 2, "Obadias" ]

A confederação se voltará também contra Moabe (Is 15-16; Jr 48; Ez 25:8-11; Am 2:1-3 -- talvez parte da Jordânia), Amom (Jr 49:1-6; Ez 25:1-7; Am 1:13-15 -- talvez parte da Jordânia também), Filisteus (Is 14:28-32; 20:1; Jr 47; Ez 25:15-17; Am 1:6-10 -- talvez a área denominada Faixa de Gaza),

Damasco (Is 17; Ob 1-14; Is 21:11-12; Jr 49:7-22; Ez 25:12-14; Am 1:11-12; Jr 49:23-27; Am 1:3-5 -- o sul da Síria),

Tiro e Sidom (Is 23, Ez 26-28; Am 1:9-11 -- o Líbano), e outros países na área. Os que estiverem nesses países fugirão para salvar suas vidas enquanto suas terras estiverem sendo saqueadas.

Apesar de atacados, um remanescente de Edom, Moabe e Amom escapará.

Deus permitirá isso para que Israel possa lhes dar o golpe final mais tarde (Dn 11:41 -- as "primícias" ou líderes escaparão); Jr 48:6, 9, 12; 49:5, 8, 11).

O Rei do Norte continuará em sua conquista avançando até o nordeste da África e destruindo o Rei do Sul (Egito) e seus aliados -- Líbia, Etiópia e outros (Dn 11:42-43; Is. 19-20; Jr 46:13-26; Ez 29:1-12; 30:1-26).

Os Egípcios fugirão em todas as direções para salvar suas vidas e ficarão dispersos pelas nações em redor. Sua terra será entregue a um senhor cruel e rei rigoroso -- o Rei do Norte (Ez 29:12; 30:23, 26; Is 19:4; Jr 46:5, 6, 15, 21).

Depois que o Rei do Norte tiver destruído e saqueado os egípcios e seus exércitos, ele tomará posse dos tesouros daquela terra. Dn 11:43; Jr 29:19)

A serviço do rei Pr João Nunes

II° Os Reis do Sul e do Norte

A Invasão do Rei do Sul

As batalhas começarão com o Rei do Sul (Egito) e seus exércitos aliados invadindo o território israelense a partir do sul (Dn 11:40, Jr 46:3-9).

O Ataque do Rei do Norte -- O Primeiro Ataque dos Assírios (A Consumação)

Ao se secar, o Rio Eufrates permitirá que os imensos exércitos reunidos pelo Rei do Norte invadam a terra de Israel, provenientes do norte como um turbilhão. (Também é feita referência a este como sendo o primeiro ataque da Assíria.) Essa poderosa invasão irá desolar impiedosamente a terra de Israel.

Antes da invasão a terra parecerá o jardim do Éden (no sentido figurado), mas após a sua passagem ficará como um deserto desolado.

Esse "dilúvio de flagelos" será trazido por Deus para destruir a grande massa de judeus apóstatas que terão recebido o Anticristo e adorado a imagem da Besta (Dn 11:40-41; Jl 2:1-11; Is 5:26-30; 7:17-20; 8:7-8; 10:5-7; 17:9-12; 18:5-6; 28:15,18-19; Ap 9:13-21 -

A Sexta Trombeta - 16:12 - A Sexta Taça - Jo 10:12 (o "lobo" vem e rouba as ovelhas); Sl 80:8-16 (o "javali selvagem" saído da floresta devasta a vinha). [Ver nota]

[Quando estes exércitos são mencionados nas Escrituras geograficamente opostos ao Rei do Sul eles são chamados de exércitos do Rei do Norte, mas quando são mencionados em relação oposta aos poderes ocidentais (a Besta), eles são chamados de Reis do leste.

No livro de Apocalipse eles são chamados de Reis do leste, pois o Apocalipse desenvolve a profecia principalmente de um ponto de vista ocidental.

No Antigo Testamento eles eram vistos como exércitos do Rei do Norte (Assírios) pois o Antigo Testamento desenvolve a profecia do ponto de vista de Israel, do qual os Assírios são o grande inimigo. Veja T. B. Baines, "The Revelation of Jesus Christ", P. 216.]

Essa devastadora invasão também é chamada de "a consumação", que é uma expressão técnica para os devastadores juízos executados pelo Rei do

Norte, já que trará devastação em sua passagem por diversos países situados na terra prometida de Israel e ao seu redor, ao seguir o seu caminho em direção ao Egito, pouco antes da vinda do Senhor. (Is 10:22,23; 28:22; Dn 9:27. -- N.T.: Em Is 10:22,23, na "New Translation",

Bíblia traduzida por J.N.Darby, aparece a palavra "destruição", traduzida como "consumação" na Versão Almeida Corrigida).

O Rei do Norte também possuirá uma marinha que entrará neste conflito (Dn 11:40).

O falso Messias dos judeus (o Anticristo) irá fugir no momento de maior calamidade para o povo. Por estar aliado à Besta (o chifre pequeno), ele provavelmente fugirá para Roma em busca de proteção, pois mais tarde, quando o Senhor retorna em juízo, ele é visto com a Besta. (Ap 19:19-20, Zc 11:17; Is 22:19; Jo 10:13; Jr 39:4).

Os judeus, que confiaram em seu falso Messias, ficarão aflitos e irão amaldiçoá-lo por tê-los abandonado diante de tamanho perigo (Is 8: 20-21).

Dois terços dos judeus que até então tiverem retornado à terra de Israel serão mortos! (Zc 13:8)

Isto significa que cerca de 12 milhões de judeus serão massacrados em um período de poucos dias!. Existem hoje quase 17 milhões de judeus, número este que cresce aproximadamente

1% ao ano, o que significa que por ocasião do final da tribulação poderão existir aproximadamente

18 milhões reunidos de volta à sua terra.

Se o Senhor demorar mais esse número poderá ser bem maior em virtude do crescimento populacional.

O remanescente de judeus fiéis, que fugirão para as montanhas, covas e cavernas a fim de salvarem suas vidas, será providencialmente preservado dos exércitos destruidores (Sf 2:3; Mt 24:16-21; Sl 83:3; Jr 36:26; 39:10-12).

Essa devastadora invasão efetuada pelo Rei do Norte encerrará a "grande tribulação" na terra de Israel, após terem passado 1260 dias (contados desde a metade da semana). [Ver nota]

[Nota: A tribulação termina quando é morta a multidão de judeus apóstatas que, sob o comando do Anticristo, causava a grande tribulação na terra por sua cruel perseguição ao remanescente fiel.]

Serão 18 dias a menos que os últimos três anos e meio (1278 dias). Para o bem dos eleitos aqueles dias serão abreviados (Ap 12:6; Mt 24:22). (Veja C. E. Lunden, "Time Chart" P. 11, W. Scott, "Revelation of Jesus Christ" P. 217, "Doctrinal Summaries" P. 48-49).

O Rei do Norte porá suas mãos no despojo de ouro e prata, e nos tesouros que os judeus juntaram por meio de suas práticas comerciais quando estavam dispersos por toda a terra
 (Is 2:7,8; 10:6,13-14; Sl 73:7,12; Ob 11; Sf 1:13,18).

A serviço do rei Pr João Nunes


III° Armagedom
A guerra de Armagedom é uma série de batalhas que ocorrerá durante a "indignação". [Ver nota]

[O Armagedom refere-se às batalhas que serão travadas durante a "indignação" e continuam até a vinda do Senhor, inclusive. A Rússia e seus exércitos que descem no final da "indignação" não são consideradas como parte das batalhas do Armagedom. Veja C. E.

Lunden, "Time Chart", P. 13, E. C. Hadley, "Prophetic Events Soon to Come to Pass", P. 69, "The Faith and the Flock", Vol. 1, P. 137.]

Perto do final do período da tribulação, o Rei do Norte (chamado de "um rei, feroz de semblante") se levantará em meio às nações muçulmanas ao norte e leste de Israel. Ele será especialista em ciências ocultas e outras artimanhas satânicas. Ele será talvez turco ou sírio em sua origem (Dn 8:23-24 - Veja J. N. Darby "Collected Writings", Vol. 2, P. 343).

Ele unirá muitas nações árabes com o singular propósito de destruírem Israel (Sl 83:1-8).

Ele contará com um imenso exército de duzentos milhões de soldados (Ap 9:16). [Ver nota]

[Alguns achavam que isto se referisse aos chineses, que se gabam de serem capazes de reunir um número imenso assim em uma batalha.

Todavia, muitos estudiosos de confiança indicam ser a gigantesca confederação de nações islâmicas sob a liderança do Rei do Norte (Sl 83:1-8).

Repare que não se trata de reis "do oriente" (cf. Ap 16:12, Almeida Versão Corrigida), mas sim "que vem do oriente" (Almeida Versão Revisada) -- "povos do lado oriental do Eufrates".

Isto se refere a nações ao leste de Israel sem se refere especificamente ao extremo oriente. Nas Escrituras a China é identificada como "Sinim" (Is 49:12) da qual se fala muito pouco.

Outros têm argumentado que esses países islâmicos não têm o número suficiente de pessoas para convocar um tamanho exército.

 Porém os censos revelam que esses países já possuem uma população de cerca de 230 milhões (1994).

Estamos falando das nações que provavelmente estarão na confederação sob a liderança do Rei do Norte -- da Turquia (norte) à Arábia Saudita (sudeste); do Líbano (oeste) ao Irã (leste).

Também deve ser lembrado que existem muitas pessoas desses países que estão espalhadas em outros países, e boa parte delas voltarão às suas terras de origem (Lc 21:29 "...e para todas as árvores").

Por exemplo, há cerca de 42 milhões de turcos espalhados por alguns dos países que compunham a antiga União Soviética.

A recente convulsão nos países comunistas na Europa oriental provocou o despertamento de uma onda de nacionalismo turco e o desejo de voltarem para sua terra natal.

Se um grupo grande como este for acrescentado à população já existente nessas nações, os números poderão se revelar bem maiores, chegando a 275 ou 300 milhões.

E sabemos que esse gigantesco exército não atacará a terra de Israel antes do final dos 7 anos de tribulação, o que significa que deve ser adicionado a este número um crescimento populacional de 2,7% ao ano.

Se o período da tribulação tivesse começado em 1994 (ano desta publicação), a população no final seria de cerca de 350 milhões! A cada ano que passa antes que venha o arrebatamento os números crescem em cerca de 9 a 10 milhões de pessoas por ano. Há ainda notícias que revela

m a existência de infantarias de crianças, da idade de 6 anos para cima, que já são treinadas no Oriente Médio. Quando chegar

 o tempo da batalha, a demanda exigirá que praticamente cada homem, mulher e criança sejam engajados nos exércitos. Quando ponderamos nisso fica claro que um exército
 de 200 milhões é perfeitamente plausível, e mais ainda conforme o tempo passa antes que o Senhor venha buscar sua igreja. Se

 a China estiver envolvida, pode ser que isto aconteça quando a Rússia (Gogue) vier no final trazendo consigo muitas outras n

ações (Veja W. Kelly, "Minor Prophets" P. 258, J. R. Gill "The Future" P. 30)]

A serviço do rei Pr João Nunes

IV° Contra Israel (Sl 83: 4-5). Depois que essas nações tiverem sido usadas pelo Senhor para cumprir Seus propósitos de humilhar Israel, 

Ele derramará Sua "indignação" ou "ira" sobre essas mesmas nações e as julgará (Is 30:27-33, 34:2, 66:14; Jr 10:10; Na 1:6; Hc 3:12; Sf 3:8).

À medida que a pressão política crescer no Oriente Médio, o ódio das nações (particularmente dos árabes) aumentará (Sl 74:8; 83:2-5). Essas nações darão vazão ao seu ódio contra Israel em um ataque generalizado. Isso dará início à "indignação" ou "ira" (Is 10:25; 26:20; Dn 8:19; 11:36 etc.).

Na disputa pela supremacia mundial e sobrevivência, várias nações se unirão em confederações. Farão assim por encontrarem força na união de seus recursos.

Existem seis grupos diferentes de exércitos que estarão engajados nas batalhas da "indignação". São eles:

1. O Rei do Sul e Sua Confederação -- (Dn 11:40; Ez 30:1-8).

Essa confederação será composta pelo Egito (o Rei do Sul) e países aliados ao Nordeste da África (Etiópia, Líbia, talvez o Sudão e outros).

2. O Rei do Norte e Sua Confederação Árabe -- (Dn 11:40; Sl 83:3-8). Essa confederação será formada pela Turquia, que é provavelmente nação de onde sairá o líder dessa confederação (J. N. Darby, "Collected Writings" Vol. 2, p. 343).

Também reunirá as nações árabes imediatamente ao norte e ao leste de Israel (Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Arábia e outras). Serão povos muçulmanos.

3. A Confederação Ocidental -- o Império Romano revivido, denominado "a Besta" (Dn 2:40-45; 7:7-27; Ap 13:1-3). Essa confederação de nações será formada por dez países da Europa Ocidental (Itália, Grã-Bretanha,

França, Espanha e talvez algumas da América do Norte, dentre outras). Esses países são nominalmente cristãos (ou seja, cristãos apenas de nome).

Eles abraçaram exteriormente o cristianismo e participaram de sua luz e privilégios, porém sem a fé em Jesus Cristo.

Esse grupo de nações também pode ser politicamente identificado como "Babilônia".

4. O Rei de Reis e Seus Exércitos Celestiais -- (Ap 19:11-16). Trata-se do exército do Senhor Jesus Cristo (o Rei de Reis). Ele será formado por todos os santos glorificados, que terão sido levados ao céu no arrebatamento, e por todos os que tomarem parte na primeira ressurreição, tanto aqueles dos tempos do Antigo Testamento como do Novo.

5. Gogue e Sua Confederação -- (Ez 38:1-7). Essa confederação será composta pela Rússia e diversas outras nações localizadas no extremo norte e leste de Israel (talvez Alemanha e outras nações do leste Europeu). Serão em sua maioria povos ateus.

6. Os Exércitos de Israel -- (Jr 51:19-23; Sl 108:10-13; Mq 4:13; Zc 12:6; 14:14). Esse exército será composto por homens redimidos de todas as doze tribos de Israel.  [Ver nota]

[Nota: A segunda e a quinta confederações formam, na realidade, a imensa confederação contemplada em Isaías e nos Profetas Menores como sendo a grande Assíria.

Quando o Rei do Norte e seus exércitos invadirem a terra de Israel isso poderá ser identificado como o primeiro ataque dos assírios.

Quando Gogue e seus exércitos atacarem um pouco mais tarde, isso poderá ser interpretado como o segundo ataque dos assírios.

O Rei do Norte será como um satélite da Rússia (Gogue), que suprirá de armamento a ele e sua confederação, permanecendo assim de algum modo sob o controle da Rússia (Dn 8: 24).

Após o Rei do Norte ter sido derrotado, Gogue irá ocupar todo o território que antes pertencia às nações que estavam sujeitas ao Rei do Norte.

Ezequiel 38:17 mostra que muitos profetas em Israel profetizaram a respeito de Gogue. No entanto nenhum outro profeta em nossa Bíblia menciona o nome "Gogue"!

A quem poderia então Ezequiel 38:17 estar se referindo? Não poderia ser outro além da própria Assíria em sua última forma, pois a Assíria é a inimiga de Israel acerca da qual os profetas exaustivamente profetizaram. Veja "Letters of J. N. Darby" Vol. 1, P. 522, Vol. 3, P. 359.]

A serviço do rei Pr João Nunes

Vª As Sete Últimas Pragas

Por volta dessa época Deus irá derramar sobre a terra as sete últimas pragas (salvas ou taças).

Esses juízos são de alcance mais amplo do que os juízos das trombetas (Ap 8-9), os quais estavam limitados ao mundo ocidental.

Os juízos das taças serão lançados mais especificamente sobre os pagãos nas nações em redor, mas não apenas sobre eles.

Aparentemente essas últimas pragas endurecerão, de uma forma governamental, os homens que rejeitaram a Deus, preparando-os para serem agentes voluntários do recrutamento de Satanás para o holocausto vindouro (Ap 15-16; Sl 79:6,12). [Ver nota]


[Nota: Repare que essas taças ou cálices são derramados sobre "a terra", "os homens", "o mar", "os rios", "o sol", etc., e não "na terça parte da terra", "na terça parte dos homens", na "terça parte dos mares", na "terça parte dos rios", na "terça parte do sol" como nos juízos das trombetas. Isto mostra que a esfera onde as taças são derramadas é muito mais ampla e não está restrita ao território da Roma Ocidental.]

Qualquer seguidor individual da Besta nas nações distantes, para além da terra Romana Ocidental, que tenha recebido voluntariamente sua marca e adorado a sua imagem, será afligido por uma terrível chaga.

A horrível ferida será a atroz aflição de uma consciência culpada. Isso resultará numa condição de miséria e inquietação mental (Ap 16:2 - Primeira Taça).

Aqueles que, nas nações distantes, não creram no evangelho do reino (Mt 24:14) apostatarão de qualquer luz que tenham recebido de Deus. Talvez seja uma tentativa de escapar aos tormentos de sua consciência culpada (Ap 16:3 - Segunda Taça).

Os que estiverem nas nações distantes serão privados das alegrias naturais e do bem-estar da vida. Trata-se da retribuição de Deus por perseguirem os Seus santos que saíram por todo o mundo pregando o evangelho do Reino (Mt 24:14). Eles serão obrigados a beber o amargor da sua própria apostasia. A vida nessas regiões será marcada por miséria e frustração (Ap 16:4-7 - Terceira Taça).

Uma grande autoridade governamental (simbolizada pelo "sol") dentre as nações distantes será a causa de uma aterradora opressão sobre os homens. Talvez sejam ações provenientes de uma grande manobra governamental impetrada por Gogue (Rússia), fechando suas garras sobre os seus súditos.

Como consequência os homens ficarão ainda mais endurecidos contra Deus (Ap 16:8,9 - Quarta Taça).

Trevas (morais e espirituais) se alastrarão sobre os súditos do reino da Besta (o mundo ocidental). Isso provavelmente se refira a uma terrível sensação do abandono de Deus que tomará posse deles. É provável que também fiquem completamente endurecidos contra Deus (Ap 16: 10-11 - Quinta Taça).

Estando os homens e mulheres, tanto das nações distantes (Quarta Taça) como do mundo ocidental (Quinta Taça) endurecidos contra Deus, o palco será montado para os homens serem usados como instrumentos voluntários de Satanás na guerra que virá, quando este os colocar em ordem de batalha contra seu próprio Criador (Ap 16:13-14; 19:19).

Embora as massas, tanto no ocidente como nas nações distantes, venham a se endurecer contra Deus, haverá uma grande multidão que se voltará a Deus e crerá no Evangelho do Reino (Ap 7:9-17).

Este evangelho será pregado como uma última chance para Israel (Sl 95) e para as nações gentias (Sl 96) antes da manifestação do Senhor vindo dos céus em juízo (Sl 97).

À medida que a tribulação chega ao seu termo, as duas testemunhas, que levarão um testemunho da parte de Deus em meio à apostasia, serão mortas pela Besta. Seus corpos jazerão nas ruas da cidade de Jerusalém literalmente por três dias e meio (Ap 11:7).

Mas o triunfo do ímpio dura pouco (Jó 20:5), e as duas testemunhas, após jazerem nas ruas de Jerusalém por três dias e meio, serão ressuscitadas e levadas para o céu. Como consequência, um grande temor se apoderará de todos (Ap 11:11-12).

Por volta dessa época se completará a primeira ressurreição. Todos os que creram no Evangelho do Reino que foi pregado durante os sete anos de tribulação, e tiverem morrido martirizados, serão ressuscitados para se juntarem aos santos celestiais. Haverá duas classes de santos martirizados ressuscitados.

Aqueles que foram mortos sob o domínio da falsa igreja (a grande meretriz) nos primeiros três anos e meio (Ap 6:9-11), e aqueles mortos sob o reinado da Besta e do Anticristo nos últimos três anos e meio (Ap 15:24).
Ambos compartilharão das bênçãos celestiais e mais tarde irão viver e reinar com Cristo sobre a terra, quando Ele estabelecer o Seu reino neste mundo (Ap 14:13, 20:4-5). [Ver nota]

[Nota: Aparentemente nenhum crente durante a tribulação de sete anos morrerá de causas naturais.

Veja Apocalipse 20:4. W. Scott, "Revelation of Jesus Christ", P. 304.]

A serviço do rei Pr João Nunes

VI° O Colapso da Economia Ocidental

À medida que transcorre a grande tribulação, a prosperidade que o mundo ocidental conheceu irá minguar. Os ricos que não foram afetados pela carestia nos primeiros três anos e meio sentirão agora as agruras da fome que se alastrará por todo o mundo ocidental (Ap 8:7 - Primeira Trombeta). [Ver nota]


[Nota: A expressão "a terça parte", que aparece doze vezes em Apocalipse 8 em conexão com os julgamentos das trombetas, refere-se a uma área restrita da terra. Trata-se da porção Romana do mundo ocidental -- a esfera onde a Besta e o Anticristo exercem sua autoridade -- Israel, Europa Ocidental e provavelmente América. ]

Por volta dessa época um grande poder político no ocidente (uma "grande montanha" nas Escrituras simboliza um poder há muito estabelecido, cf. Jr 51:25) abandonará todo o conhecimento que professa ter de Deus.

Talvez seja uma referência aos Estados Unidos da América ou a algum outro governo proeminente no ocidente. Como resultado muitos serão levados à apostasia (Ap 8:8 - Segunda Trombeta).

Também nessa época toda a economia do ocidente entrará em colapso. Será o fim do comércio ("e perdeu-se a terça parte das naus" Ap 8:9).

Então uma grande personalidade (a grande estrela chamada "absinto") cairá de sua elevada posição de influência, levando as massas do ocidente à apostasia.

Apostasia é o abandono do conhecimento que se professa ter de Deus. Não se sabe quem será essa pessoa (Ap 8: 10-11 - Terceira Trombeta).

Depois disso, muitos outros líderes influentes no ocidente cairão, levando as pessoas que restarem à apostasia e adoração da Besta.

O resultado disso será um dilúvio de trevas morais e espirituais em larga escala (Ap 8:12 - Quarta Trombeta).

O Anticristo ("a estrela caída"), o falso Messias judeu, irá se apresentar em seu pleno caráter satânico.

Ele liberará do abismo um engano satânico e cegante que lançará sobre os ímpios judeus apóstatas que o escolheram para o próprio embaraço deles.

Sua missão desta vez será levar todo e qualquer judeu remanescente na terra à completa apostasia.

O tormento de uma consciência culpada (a picada do escorpião) será a aflição de todos os que ele iludir (Ap 9:1-12 - Quinta Trombeta).

O Anticristo exaltará e magnificará a si mesmo acima de tudo aquilo que é de Deus.

Ele se sentará no templo apresentando-se como Deus, fazendo de si mesmo objeto de adoração (Dn 11:36; 2 Ts 2:3-4).

A idolatria e a adoração à Besta (Dn 6:7; Ap 13:4) e ao Anticristo (2 Ts 2:3-4) serão praticadas abertamente.

As terras de Israel e da cristandade, que outrora foram iluminadas, serão entregues à adoração demoníaca. O último estado dos judeus comprometidos nessa adoração idólatra será sete vezes pior do que quando acolheram a idolatria no tempo dos reis do Antigo Testamento (Mt 12:43-45; Dn 6:7).

Falsos cristos e falsos profetas se levantarão na terra de Israel mostrando sinais e maravilhas que enganarão a muitos (Mt 24: 23-26).

A serviço do rei Pr João Nunes

VII° A Grande Tribulacao

A terrível perseguição causada pela Besta e pelo Anticristo precipitará a "grande tribulação" que continuará pelo período de 1260 dias (18 dias menos que os últimos três anos e meio -- três anos e meio são 1278 dias), também chamado de "tempo de tribulação" (Mt 24:21-22; Jr 30:7; Dn 12:1; Ap 12:6; Tg 5:17; Ap 8-11:18 - Sétimo Selo). [W. Scott, "Exposition of Revelation", P. 230, C. E. Lunden, "Time Chart" P. 11].

A Besta e o Anticristo assumirão então o total controle da terra de Israel. Eles a controlarão durante os últimos três anos e meio como parte do império. Todos na terra estarão sujeitos a eles (Ap 11:2, Lc 21:24, Ex 3-12). [Ver nota]

[Nota: No passado a antiga Babilônia manteve os judeus em cativeiro, mas eles serão mais uma vez cativos da Babilônia (os Poderes Ocidentais) por intermédio da Besta e do Anticristo, e mais uma vez necessitarão de livramento.

A libertação dos judeus de outrora chegou com a vinda de Ciro, o Rei da Pérsia, chamado de escolhido do Senhor, que derrotou os babilônios (Is 45-48:20).

Ciro é um tipo do Senhor Jesus Cristo, que aparecerá no final dos sete anos de tribulação para destruir a Besta e o Anticristo, dando ao remanescente fiel o livramento.

Após Ciro haver libertado os judeus, ele deu ordens para que reconstruíssem o templo em Jerusalém e restabelecessem a adoração a Deus (Ed 1:1-11; Is 45:13), o que o Senhor também irá fazer nesse dia futuro (Ez 40-48).]

Considerando que todo o conhecimento de Deus será abolido dos domínios da Besta e do Anticristo, haverá fome da Palavra de Deus. As pessoas buscarão pela Palavra do Senhor e não a encontrarão (Am 8: 11-12).

A perseguição durante a grande tribulação será tão severa que as pessoas hesitarão em contar seus pensamentos até mesmo aos cônjuges ou membros da própria família, por medo de serem denunciadas às autoridades. O amigo mais íntimo não será confiável (Jr 9:4,5; Mq 7:2,5-6; Mt 10:21-23).

Em razão de Jerusalém e a terra de Israel terem sido entregues à ímpia idolatria que o Anticristo irá introduzir, e devido à perseguição que irá se levantar, o remanescente judeu fiel será forçado a fugir para as montanhas, cavernas e fendas da terra em busca de segurança.

Eles serão caçados sem trégua (Is 66: 5; Sl 42-72 - Segundo Livro de Salmos; Mt 24:16-21; 1 Sm 19-27; 2 Sm 15:13-17:29; Jr 36:26; Ap 12:6,14,15).

Parte do remanescente judeu fiel fugirá para as montanhas da Judéia em busca de abrigo. Mt 24:16.

Outros, do remanescente, fugirão para o oriente da terra da Judéia, para a terra de Moabe, atual Jordânia (Is 16:3,4; 1 Sm 22:3,4; Sl 44:11; 61:2).

Outra parte do remanescente seguirá para o norte, à altura do monte Hermom no Líbano (Sl 42:6).

Ainda outros pertencentes ao remanescente irão para as várias cidades de Israel pregando o Evangelho do Reino (Mt 10:23).

Estes não necessariamente esperarão até o surgimento do Anticristo para fazerem isso.

 Talvez já estejam pregando na primeira metade da semana, mas este é apenas um aspecto do trabalho e testemunho do remanescente.

Embora a maior parte do remanescente vá fugir, aparentemente alguns permanecerão em Jerusalém. Deus os usará para manter um testemunho adequado para Si naquele cheio de idolatria (representados pelas "duas testemunhas"). Eles serão protegidos milagrosamente por Deus até que se complete o período de seu testemunho que é de 1260 dias (Ap 11:3-13).

Embora muitos do remanescente judeu fiel sejam divinamente protegidos, outros sofrerão o martírio (Sl 12; Jo 16:2; Ap 13:7; Dn 7:21; Is 57:1,2; Mq 7:2). [Ver nota]

[Nota: Existirão duas classes de santos que crerão no evangelho do Reino durante os sete anos de tribulação.

Uma será a porção preservada (Ap 7:1-17, 14:1-5) que sairá da tribulação para desfrutar o Milênio sobre a terra.

A outra classe será constituída pela porção martirizada que incluirá aqueles que morrerão nos primeiros três anos e meio sob o reinado da mulher -- a falsa igreja (Ap 6:9-11) -- e também os que morrerão nos últimos três anos e meio sob a perseguição da Besta e do Anticristo (Ap 15:2-4).

A porção dos martirizados será mais tarde ressuscitada e vista reinando sobre a terra, juntamente com Cristo nos céus (Ap 20:4).]

Aparentemente não choverá na terra de Israel durante a grande tribulação, os últimos três anos e meio (Ap 11:6; 1 Rs 17:1; Tg 5:17; Dt 11:16,17).

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 VIII° Imagem da Besta e receber a sua marca. 

Isso atrairá a amarga ira da Besta e do Anticristo que juntos promoverão uma terrível perseguição contra aqueles que recusarem seu sistema de controle, uma perseguição tão terrível qual o mundo jamais conheceu.

 Farão guerra contra os santos e vencerão a muitos pelo martírio (Ap 12:6,13-17; 13:7,13; Dn 3:1-25; 7:21; Mt 10:16-23; 24:21 ,22; Mc 13:19; Mq 7:2

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IX° A Alianca e' Quebrada

A Besta, com a ajuda do Anticristo, irá romper a aliança com os judeus.
Eles abolirão toda atividade religiosa em seus domínios (a parte ocidental da terra, inclusive Israel), fazendo cessar a falsa adoração tanto de Israel como da corrupta cristandade.

O objetivo é abrir caminho para forçar todos em seus domínios a adorarem a Besta e sua imagem (Dn 9: 27; Ap 17:16; Sl 55: 20).

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X° O Anticristo

Por volta dessa época outro homem se levantará na terra de Israel, o qual também será movido pela energia de Satanás (2 Ts 2:9).

Ele será um israelita, talvez da tribo de Dã (Dn 11:37, Gn 49:16-17 - repare que a tribo de Dã também é omitida em Ap 7). Ele irá agir em conjunto com a primeira Besta, o "chifre pequeno", e será como o seu Primeiro Ministro.

Ele é o "Anticristo" (1 Jo 2:18), também conhecido como o "Rei" (Dn 11:36, Is 8:21, 30:33, 57:9),

 O  Homem do Pecado" (2 Ts 2:3), "o Filho da Perdição" (2 Ts 2:3),

O  Iníquo" (2 Ts 2:8) (ou "Ilícito" cf. trad. literal), a "Estrela Caída" (Ap 9:1), "a Segunda Besta" (Ap 13:11-18),

 O  Falso Profeta" (Ap 16:13, 19:20, 20:10),

O Pastor Inútil" (Zc 11:15-17, Sl 14:1, Sl 53:1), "o Homem Sanguinário e Fraudulento" (Sl 5:6, etc.),

O Príncipe Profano e Ímpio de Israel" (Ez 21:25), e "o Príncipe de Tiro" (Ez 28: 2).

O Salmo 10 dá a descrição do caráter moral desse homem de pecado. [Ver nota]

[Nota: O Anticristo é também tipificado pelas seguintes pessoas: Abimeleque (Jz 9); Saul (1 Sm 8-31);

 Absalão (2 Sm 15-19); Acabe (1 Rs 16-18); Acaz (2 Rs 16); Sebna (Is 22); Zedequias (Jr 39 e 52);

Hamã (Et 3-7); Herodes (Mt 2), o mercenário (Jo 10:10-13)]

Esse homem de pecado (o Anticristo) se apresentará aos judeus como seu Messias, e eles o receberão como nação, sem conferir suas credenciais, e farão dele o seu rei.

Ele reinará sobre a terra de Israel (Jo 5:43, Dn 11:36-39, 2 Sm 15:2-6,11).

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XI° O Chifre Pequeno

Por necessitar de agentes para cumprir seu propósito, Satanás levantará um homem em meio ao confuso estado de coisas que ele criou no ocidente.

Esse homem é o "chifre pequeno" (Dn 7:8, 20, 24-25).

Trata-se da "Besta" em pessoa (Ap 13:1-8, 17:10-18, 19:20), o "Rei de Babilônia" (Is 14:4).

Esse homem será provavelmente um gentio, pois a Besta vem do mar (Ap 13:1, 17:15 -- o mar representa a inquieta situação dos povos gentios), e de entre os dez chifres que são as nações gentias da Europa Ocidental (Dn 7:8, 20, 24-25).

Satanás investirá esse homem, "o chifre pequeno", de um extraordinário poder. Ele será totalmente dedicado a obedecer ao comando de Satanás (Ap 13:4).

O "chifre pequeno", com a ajuda do poder satânico, dominará rapidamente o Império Romano revivido, que terá mergulhado em um estado de anarquia.

Agindo como um ditador, ele se tornará seu novo líder. Parece que ele irá ganhar o controle do império por meio de intimidação. Após derrubar três dos dez chifres (as dez nações), os outros se submeterão dando a ele o seu poder (Dn 7:8,20, 24-25. Ap 17:13, 17).

Satanás também controlará outros líderes subservientes ("estrelas") do império (Ap 12:4).

Enquanto isso, a Besta (a Confederação das dez nações), tendo o chifre pequeno por cabeça, irá destituir e destruir a meretriz (a falsa igreja), o sistema religioso que esteve controlando o Império durante os primeiros três anos e meio. É disso que nos fala o livro de Apocalipse quando anuncia que a "Babilônia é caída".

 A Babilônia política destrói a liderança religiosa do Império (Ap 14:8, 17:16).

Havendo derrubado o sistema religioso, o Império assumirá uma forma nova e diferente, passando a ser satanicamente controlado pelo "chifre pequeno". A Besta continuará nessa forma por quarenta e dois meses (ou os últimos três anos e meio da tribulação) (Ap 13:2-8). [Ver nota]

[Nota: Antes disso a Besta (a Confederação das dez nações) foi vista subindo do mar (Ap 13:1), mas agora é vista como subindo do abismo (Ap 17:8),

O que implica um controle satânico.]

O mundo todo se maravilhará diante da Besta (a Confederação Ocidental das dez nações) em sua nova forma (Ap 13:3, 17:8).

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XII° A Metade da Semana

A metade da septuagésima semana de Daniel assinala um tempo de grande significado no esquema dos acontecimentos proféticos.

É a partir deste ponto que se baseia boa parte dos cálculos proféticos.

A última metade da semana é mencionada como sendo de 1260 dias, ou 42 semanas, ou "um tempo, e tempos, e metade de um tempo" (Dn 7:25, Ap 11:3, 12:6, 14, 13:5).

Uma extensão adicional a esse período também é calculada a partir da metade da semana (Dn 12:11-12).

A Destruicao de Jerusalem

À medida que os exércitos do Rei do Norte e seus confederados forem aproximando-se de Jerusalém,

o terror irá dominar a cidade. Os judeus olharão com horror os arredores da cidade quando virem os imensos exércitos cercando de todos os lados (Is 22:1-14).

Os exércitos de "Elão" (atual Irã), "Quir" (talvez Moabe, Is 15:1, Jordânia ou a Média que é o norte do Irã), e "Edom" (talvez parte da Arábia), confederados do Reio do Norte, estarão provavelmente ocupados em expulsar o Rei do Sul da terra (Is 22:6; Ob 11-14; Sl 137:7).

Esses exércitos aliados, encabeçados pelo Rei do Norte (seus confederados), efetuarão a tomada de Jerusalém, deixando-a em ruínas e derramando sangue como se fosse água ao redor da cidade!

As mulheres serão violentadas e os mortos jazerão pelas ruas (Sl 79:1-3; Is 64:10; Mq 3:12; Sf 1:10-18; Zc 14:1,2; Ob 11-14).

Metade da cidade de Jerusalém será levada em cativeiro (Zc 14:2).

O templo que os judeus tiverem edificado será destruído (Sl 74:1-8; Is 63:18; 64:11).

O remanescente fiel de judeus, perplexos e desesperados por verem o país sendo desolado por esse invasor vindo do norte, clamará a Deus por auxílio (Jl 2:12-17; Sl 73-89 - terceiro livro dos Salmos; Zc 13:9; Is 63:15-64:12).

A travessia dos exércitos pela terra de Israel trará um caos generalizado. Enquanto Jerusalém e a terra de Israel são transformadas em uma completa desolação, os exércitos confederados sob o comando do Rei do Norte irão trair alguns de seus aliados. Eles invadirão alguns dos países que fazem fronteira com a terra de Israel para vencê-los e despojá-los.

A "consumação" estará então por toda a terra (Is 10:22-23; 28:22; Sl 75:3). Nessa ocasião os países situados na terra prometida de Israel, que se aliaram ao Rei do Norte, cairão sob juízo (Dn 11:41; Is 10:7; 14:29 até 23:17 - os "pesos"; Jr 46-49; Ez 25-30; Am 1-2:8; 2 Rs 24:7; Jr 25:9-11; Ob 7). [Ver nota]

[Nota: Isto já aconteceu na história e irá voltar a acontecer no futuro.

Quando os exércitos da Assíria e também da Babilônia invadiram a terra no passado (as incursões dos assírios aconteceram cerca de 100 anos antes das invasões babilônicas) eles desceram do norte conquistando Israel e as nações circunvizinhas à medida que avançavam em direção ao Egito. (2 Rs 15:29; 17:5-6; Is 20:4 - Jr 1:13-15; 4:6; 6:1, 22; 10:22; 13:20; 25:9; 46:20, 24; 47:2).

Essas invasões do passado foram registradas nas profecias das Escrituras por serem sombras das invasões do Rei do Norte numa época futura (Dn 11:40-45). Muitas dessas profecias cumpriram-se apenas parcialmente naqueles dias e apontam para o seu total cumprimento no futuro. Quando Jerusalém foi destruída por Nabucodonosor e pelos babilônios, os edomitas e outros povos árabes eram seus aliados voluntários (Jr 34:1; Ob 11-14; 2 Rs 24:1, 2; Sl 137:7; Hc 2:5).

Após seu sucesso em destruir Jerusalém ele se voltou contra alguns de seus aliados e os saqueou (Ob 7; Jr 25:9; 2 Rs 24:7).

Tudo isso é uma notável previsão da traição com que o Rei do Norte irá tratar seus aliados árabes. (Dn 11:40-43). Veja W. Kelly "Minor Prophets", p. 195, W. Kelly "Isaiah", p. 269, F.

A. Tatford "The Prophet of Edom's Doom", p. 26-28, 35, J. N. Darby "Synopsis of the Books of the Bible", vol. 2, "Obadias"]

Edom (talvez parte da Arábia), que ajudará na destruição de Jerusalém, será enganada pela sua própria confederação e sofrerá dano. Eles serão saqueados, despojados e deixados reduzidos em número (Ob 1-9). [Ver nota]

[Nota: O livro de Obadias mostra que o juízo sobre Edom cairá em três etapas terminando por aniquilá-los completamente da face da terra. Eles receberão o primeiro golpe ao serem enganados por seus próprios aliados (Ob 1-14).

Depois disso receberão um golpe mais severo quando o Senhor sair para pisar o Seu lagar de juízo sobre as nações reunidas que seguirão Gogue em Edom (Ob 15-16).

Veja Is 34:1-10; 63:1-6. Então virá o golpe final dado pelos exércitos do então recém-reunido Israel (Ob 17-21). Veja J. N. Darby "Synopsis of the Books of the Bible", vol. 2, "Obadias" ]

A confederação se voltará também contra Moabe (Is 15-16; Jr 48; Ez 25:8-11; Am 2:1-3 -- talvez parte da Jordânia), Amom (Jr 49:1-6; Ez 25:1-7; Am 1:13-15 -- talvez parte da Jordânia também), Filisteus (Is 14:28-32; 20:1; Jr 47; Ez 25:15-17; Am 1:6-10 -- talvez a área denominada Faixa de Gaza),

Damasco (Is 17; Ob 1-14; Is 21:11-12; Jr 49:7-22; Ez 25:12-14; Am 1:11-12; Jr 49:23-27; Am 1:3-5 -- o sul da Síria), Tiro e Sidom (Is 23, Ez 26-28; Am 1:9-11 -- o Líbano), e outros países na área. Os que estiverem nesses países fugirão para salvar suas vidas enquanto suas terras estiverem sendo saqueadas.

Apesar de atacados, um remanescente de Edom, Moabe e Amom escapará. Deus permitirá isso para que Israel possa lhes dar o golpe final mais tarde (Dn 11:41 -- as "primícias" ou líderes escaparão); Jr 48:6, 9, 12; 49:5, 8, 11).

O Rei do Norte continuará em sua conquista avançando até o nordeste da África e destruindo o Rei do Sul (Egito) e seus aliados -- Líbia, Etiópia e outros (Dn 11:42-43; Is. 19-20; Jr 46:13-26; Ez 29:1-12; 30:1-26).

Os Egípcios fugirão em todas as direções para salvar suas vidas e ficarão dispersos pelas nações em redor. Sua terra será entregue a um senhor cruel e rei rigoroso -- o Rei do Norte (Ez 29:12; 30:23, 26; Is 19:4; Jr 46:5, 6, 15, 21).

Depois que o Rei do Norte tiver destruído e saqueado os egípcios e seus exércitos, ele tomará posse dos tesouros daquela terra. Dn 11:43; Jr 29:19)

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Os Reis do Sul e do Norte

A Invasão do Rei do Sul

As batalhas começarão com o Rei do Sul (Egito) e seus exércitos aliados invadindo o território israelense a partir do sul (Dn 11:40, Jr 46:3-9).

O Ataque do Rei do Norte -- O Primeiro Ataque dos Assírios (A Consumação)

Ao se secar, o Rio Eufrates permitirá que os imensos exércitos reunidos pelo Rei do Norte invadam a terra de Israel, provenientes do norte como um turbilhão. (Também é feita referência a este como sendo o primeiro ataque da Assíria.) Essa poderosa invasão irá desolar impiedosamente a terra de Israel.

Antes da invasão a terra parecerá o jardim do Éden (no sentido figurado), mas após a sua passagem ficará como um deserto desolado.

Esse "dilúvio de flagelos" será trazido por Deus para destruir a grande massa de judeus apóstatas que terão recebido o Anticristo e adorado a imagem da Besta (Dn 11:40-41; Jl 2:1-11; Is 5:26-30; 7:17-20; 8:7-8; 10:5-7; 17:9-12; 18:5-6; 28:15,18-19; Ap 9:13-21 -

A Sexta Trombeta - 16:12 - A Sexta Taça - Jo 10:12 (o "lobo" vem e rouba as ovelhas); Sl 80:8-16 (o "javali selvagem" saído da floresta devasta a vinha). [Ver nota]

[Quando estes exércitos são mencionados nas Escrituras geograficamente opostos ao Rei do Sul eles são chamados de exércitos do Rei do Norte, mas quando são mencionados em relação oposta aos poderes ocidentais (a Besta), eles são chamados de Reis do leste.

No livro de Apocalipse eles são chamados de Reis do leste, pois o Apocalipse desenvolve a profecia principalmente de um ponto de vista ocidental.

No Antigo Testamento eles eram vistos como exércitos do Rei do Norte (Assírios) pois o Antigo Testamento desenvolve a profecia do ponto de vista de Israel, do qual os Assírios são o grande inimigo. Veja T. B. Baines, "The Revelation of Jesus Christ", P. 216.]

Essa devastadora invasão também é chamada de "a consumação", que é uma expressão técnica para os devastadores juízos executados pelo Rei do Norte, já que trará devastação em sua passagem por diversos países situados na terra prometida de Israel e ao seu redor, ao seguir o seu caminho em direção ao Egito,
pouco antes da vinda do Senhor. (Is 10:22,23; 28:22; Dn 9:27. -- N.T.: Em Is 10:22,23, na "New Translation", Bíblia traduzida por J.N.Darby, aparece a palavra "destruição", traduzida como "consumação" na Versão Almeida Corrigida).

O Rei do Norte também possuirá uma marinha que entrará neste conflito (Dn 11:40).

O falso Messias dos judeus (o Anticristo) irá fugir no momento de maior calamidade para o povo. Por estar aliado à Besta (o chifre pequeno), ele provavelmente fugirá para Roma em busca de proteção, pois mais tarde, quando o Senhor retorna em juízo, ele é visto com a Besta. (Ap 19:19-20, Zc 11:17; Is 22:19; Jo 10:13; Jr 39:4).

Os judeus, que confiaram em seu falso Messias, ficarão aflitos e irão amaldiçoá-lo por tê-los abandonado diante de tamanho perigo (Is 8:20-21).

Dois terços dos judeus que até então tiverem retornado à terra de Israel serão mortos! (Zc 13:8) Isto significa que cerca de 12 milhões de judeus serão massacrados em um período de poucos dias!.

Existem hoje quase 17 milhões de judeus, número este que cresce aproximadamente 1% ao ano, o que significa que por ocasião do final da tribulação poderão existir aproximadamente 18 milhões reunidos de volta à sua terra.

Se o Senhor demorar mais esse número poderá ser bem maior em virtude do crescimento populacional.

O remanescente de judeus fiéis, que fugirão para as montanhas, covas e cavernas a fim de salvarem suas vidas, será providencialmente preservado dos exércitos destruidores (Sf 2:3; Mt 24:16-21; Sl 83:3; Jr 36:26; 39:10-12).

Essa devastadora invasão efetuada pelo Rei do Norte encerrará a "grande tribulação" na terra de Israel, após terem passado 1260 dias (contados desde a metade da semana). [Ver nota]

[Nota: A tribulação termina quando é morta a multidão de judeus apóstatas que, sob o comando do Anticristo, causava a grande tribulação na terra por sua cruel perseguição ao remanescente fiel.]

Serão 18 dias a menos que os últimos três anos e meio (1278 dias). Para o bem dos eleitos aqueles dias serão abreviados (Ap 12:6; Mt 24:22). (Veja C. E. Lunden, "Time Chart" P. 11, W. Scott, "Revelation of Jesus Christ" P. 217, "Doctrinal Summaries" P. 48-49).

O Rei do Norte porá suas mãos no despojo de ouro e prata, e nos tesouros que os judeus juntaram por meio de suas práticas comerciais quando estavam dispersos por toda a terra
 (Is 2:7,8; 10:6,13-14; Sl 73:7,12; Ob 11; Sf 1:13,18).

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Armagedom
A guerra de Armagedom é uma série de batalhas que ocorrerá durante a "indignação". [Ver nota]

[O Armagedom refere-se às batalhas que serão travadas durante a "indignação" e continuam até a vinda do Senhor, inclusive.

A Rússia e seus exércitos que descem no final da "indignação" não são consideradas como parte das batalhas do Armagedom. Veja C. E. Lunden, "Time Chart", P. 13, E. C. Hadley, "Prophetic Events Soon to Come to Pass", P. 69, "The Faith and the Flock", Vol. 1, P. 137.]

Perto do final do período da tribulação, o Rei do Norte (chamado de "um rei, feroz de semblante") se levantará em meio às nações muçulmanas ao norte e leste de Israel. Ele será especialista em ciências ocultas e outras artimanhas satânicas. Ele será talvez turco ou sírio em sua origem (Dn 8:23-24 -

Veja J. N. Darby "Collected Writings", Vol. 2, P. 343). Ele unirá muitas nações árabes com o singular propósito de destruírem Israel (Sl 83:1-8). Ele contará com um imenso exército de duzentos milhões de soldados (Ap 9:16). [Ver nota]

[Alguns achavam que isto se referisse aos chineses, que se gabam de serem capazes de reunir um número imenso assim em uma batalha. Todavia, muitos estudiosos de confiança indicam ser a gigantesca confederação de nações islâmicas sob a liderança do Rei do Norte (Sl 83:1-8).

Repare que não se trata de reis "do oriente" (cf. Ap 16:12,

Almeida Versão Corrigida), mas sim "que vem do oriente" (Almeida Versão Revisada) -- "povos do lado oriental do Eufrates". Isto se refere a nações ao leste de Israel sem se refere especificamente ao extremo oriente. Nas Escrituras a China é identificada como "Sinim" (Is 49:12) da qual se fala muito pouco.

Outros têm argumentado que esses países islâmicos não têm o número suficiente de pessoas para convocar um tamanho exército. Porém os censos revelam que esses países já possuem uma população de cerca de 230 milhões (1994).

 Estamos falando das nações que provavelmente estarão na confederação sob a liderança do Rei do Norte -- da Turquia (norte) à Arábia Saudita (sudeste); do Líbano (oeste) ao Irã (leste).

Também deve ser lembrado que existem muitas pessoas desses países que estão espalhadas em outros países, e boa parte delas voltarão às suas terras de origem (Lc 21:29 "...e para todas as árvores"). Por exemplo, há cerca de 42 milhões de turcos espalhados por alguns dos países que compunham a antiga União Soviética.

A recente convulsão nos países comunistas na Europa oriental provocou o despertamento de uma onda de nacionalismo turco e o desejo de voltarem para sua terra natal.

Se um grupo grande como este for acrescentado à população já existente nessas nações, os números poderão se revelar bem maiores, chegando a 275 ou 300 milhões.

E sabemos que esse gigantesco exército não atacará a terra de Israel antes do final dos 7 anos de tribulação, o que significa que deve ser adicionado a este número um crescimento populacional de 2,7% ao ano. Se o período da tribulação tivesse começado em 1994 (ano desta publicação), a população no final seria de cerca de 350 milhões!

A cada ano que passa antes que venha o arrebatamento os números crescem em cerca de 9 a 10 milhões de pessoas por ano. Há ainda notícias que revela m a existência de infantarias de crianças, da idade de 6 anos para cima, que já são treinadas no Oriente Médio.

Quando chegar o tempo da batalha, a demanda exigirá que praticamente cada homem, mulher e criança sejam engajados nos exércitos.

Quando ponderamos nisso fica claro que um exército de 200 milhões é perfeitamente plausível, e mais ainda conforme o tempo passa antes que o Senhor venha buscar sua igreja.

Se a China estiver envolvida, pode ser que isto aconteça quando a Rússia (Gogue) vier no final trazendo consigo muitas outras n ações (Veja W. Kelly, "Minor Prophets" P. 258, J. R. Gill "The Future" P. 30)]

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Contra Israel (Sl 83:4-5).

Depois que essas nações tiverem sido usadas pelo Senhor para cumprir Seus propósitos de humilhar Israel, Ele derramará Sua "indignação" ou "ira" sobre essas mesmas nações e as julgará (Is 30:27-33, 34:2, 66:14; Jr 10:10; Na 1:6; Hc 3:12; Sf 3:8).


À medida que a pressão política crescer no Oriente Médio, o ódio das nações (particularmente dos árabes) aumentará (Sl 74:8; 83:2-5).

Essas nações darão vazão ao seu ódio contra Israel em um ataque generalizado. Isso dará início à "indignação" ou "ira" (Is 10:25; 26:20; Dn 8:19; 11:36 etc.).

Na disputa pela supremacia mundial e sobrevivência, várias nações se unirão em confederações.

Farão assim por encontrarem força na união de seus recursos. Existem seis grupos diferentes de exércitos que estarão engajados nas batalhas da "indignação". São eles:

1. O Rei do Sul e Sua Confederação -- (Dn 11:40; Ez 30:1-8). Essa confederação será composta pelo Egito (o Rei do Sul) e países aliados ao Nordeste da África (Etiópia, Líbia, talvez o Sudão e outros).

2. O Rei do Norte e Sua Confederação Árabe -- (Dn 11:40; Sl 83:3-8). Essa confederação será formada pela Turquia, que é provavelmente nação de onde sairá o líder dessa confederação (J. N. Darby, "Collected Writings" Vol. 2, p. 343).

Também reunirá as nações árabes imediatamente ao norte e ao leste de Israel (Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Arábia e outras). Serão povos muçulmanos.

3. A Confederação Ocidental -- o Império Romano revivido, denominado "a Besta" (Dn 2:40-45; 7:7-27;

Ap 13:1-3). Essa confederação de nações será formada por dez países da Europa Ocidental (Itália, Grã-Bretanha, França, Espanha e talvez algumas da América do Norte, dentre outras). Esses países são nominalmente cristãos (ou seja, cristãos apenas de nome).

Eles abraçaram exteriormente o cristianismo e participaram de sua luz e privilégios, porém sem a fé em Jesus Cristo. Esse grupo de nações também pode ser politicamente identificado como "Babilônia".

4. O Rei de Reis e Seus Exércitos Celestiais -- (Ap 19:11-16). Trata-se do exército do Senhor Jesus Cristo (o Rei de Reis).

Ele será formado por todos os santos glorificados, que terão sido levados ao céu no arrebatamento, e por todos os que tomarem parte na primeira ressurreição, tanto aqueles dos tempos do Antigo Testamento como do Novo.

5. Gogue e Sua Confederação -- (Ez 38:1-7). Essa confederação será composta pela Rússia e diversas outras nações localizadas no extremo norte e leste de Israel (talvez Alemanha e outras nações do leste Europeu). Serão em sua maioria povos ateus.

6. Os Exércitos de Israel -- (Jr 51:19-23; Sl 108:10-13; Mq 4:13; Zc 12:6; 14:14). Esse exército será composto por homens redimidos de todas as doze tribos de Israel.  [Ver nota]

[Nota: A segunda e a quinta confederações formam, na realidade, a imensa confederação contemplada em Isaías e nos Profetas Menores como sendo a grande Assíria.

Quando o Rei do Norte e seus exércitos invadirem a terra de Israel isso poderá ser identificado como o primeiro ataque dos assírios.

Quando Gogue e seus exércitos atacarem um pouco mais tarde, isso poderá ser interpretado como o segundo ataque dos assírios.

O Rei do Norte será como um satélite da Rússia (Gogue), que suprirá de armamento a ele e sua confederação, permanecendo assim de algum modo sob o controle da Rússia (Dn 8:24).

Após o Rei do Norte ter sido derrotado, Gogue irá ocupar todo o território que antes pertencia às nações que estavam sujeitas ao Rei do Norte.

Ezequiel 38:17 mostra que muitos profetas em Israel profetizaram a respeito de Gogue. No entanto nenhum outro profeta em nossa Bíblia menciona o nome "Gogue"!

A quem poderia então Ezequiel 38:17 estar se referindo? Não poderia ser outro além da própria Assíria em sua última forma, pois a Assíria é a inimiga de Israel acerca da qual os profetas exaustivamente profetizaram. Veja "Letters of J. N. Darby" Vol. 1, P. 522, Vol. 3, P. 359.]
A serviço do rei Pr João Nunes

As Sete Últimas Pragas
Por volta dessa época Deus irá derramar sobre a terra as sete últimas pragas (salvas ou taças). Esses juízos são de alcance mais amplo do que os juízos das trombetas (Ap 8-9),

os quais estavam limitados ao mundo ocidental.

Os juízos das taças serão lançados mais especificamente sobre os pagãos nas nações em redor, mas não apenas sobre eles. Aparentemente essas últimas pragas endurecerão, de uma forma governamental, os homens que rejeitaram a Deus, preparando-os para serem agentes voluntários do recrutamento de Satanás para o holocausto vindouro (Ap 15-16; Sl 79:6,12). [Ver nota]

[Nota: Repare que essas taças ou cálices são derramados sobre "a terra", "os homens", "o mar", "os rios", "o sol", etc., e não "na terça parte da terra", "na terça parte dos homens", na "terça parte dos mares", na "terça parte dos rios", na "terça parte do sol" como nos juízos das trombetas. Isto mostra que a esfera onde as taças são derramadas é muito mais ampla e não está restrita ao território da Roma Ocidental.]

Qualquer seguidor individual da Besta nas nações distantes, para além da terra Romana Ocidental, que tenha recebido voluntariamente sua marca e adorado a sua imagem, será afligido por uma terrível chaga.

A horrível ferida será a atroz aflição de uma consciência culpada. Isso resultará numa condição de miséria e inquietação mental (Ap 16:2 - Primeira Taça).

Aqueles que, nas nações distantes, não creram no evangelho do reino (Mt 24:14) apostatarão de qualquer luz que tenham recebido de Deus. Talvez seja uma tentativa de escapar aos tormentos de sua consciência culpada (Ap 16:3 - Segunda Taça).

Os que estiverem nas nações distantes serão privados das alegrias naturais e do bem-estar da vida. Trata-se da retribuição de Deus por perseguirem os Seus santos que saíram por todo o mundo pregando o evangelho do Reino (Mt 24:14). Eles serão obrigados a beber o amargor da sua própria apostasia. A vida nessas regiões será marcada por miséria e frustração (Ap 16:4-7 - Terceira Taça).

Uma grande autoridade governamental (simbolizada pelo "sol") dentre as nações distantes será a causa de uma aterradora opressão sobre os homens. Talvez sejam ações provenientes de uma grande manobra governamental impetrada por Gogue (Rússia), fechando suas garras sobre os seus súditos.

Como consequência os homens ficarão ainda mais endurecidos contra Deus (Ap 16:8,9 - Quarta Taça).

Trevas (morais e espirituais) se alastrarão sobre os súditos do reino da Besta (o mundo ocidental).

Isso provavelmente se refira a uma terrível sensação do abandono de Deus que tomará posse deles.

É provável que também fiquem completamente endurecidos contra Deus (Ap 16:10-11 - Quinta Taça).

Estando os homens e mulheres, tanto das nações distantes (Quarta Taça) como do mundo ocidental (Quinta Taça) endurecidos contra Deus, o palco será montado para os homens serem usados como instrumentos voluntários de Satanás na guerra que virá, quando este os colocar em ordem de batalha contra seu próprio Criador (Ap 16:13-14; 19:19).

Embora as massas, tanto no ocidente como nas nações distantes, venham a se endurecer contra Deus, haverá uma grande multidão que se voltará a Deus e crerá no Evangelho do Reino (Ap 7:9-17).

Este evangelho será pregado como uma última chance para Israel (Sl 95) e para as nações gentias (Sl 96) antes da manifestação do Senhor vindo dos céus em juízo (Sl 97).

À medida que a tribulação chega ao seu termo, as duas testemunhas, que levarão um testemunho da parte de Deus em meio à apostasia, serão mortas pela Besta. Seus corpos jazerão nas ruas da cidade de Jerusalém literalmente por três dias e meio (Ap 11:7).

Mas o triunfo do ímpio dura pouco (Jó 20:5), e as duas testemunhas, após jazerem nas ruas de Jerusalém por três dias e meio, serão ressuscitadas e levadas para o céu. Como consequência, um grande temor se apoderará de todos (Ap 11:11-12).

Por volta dessa época se completará a primeira ressurreição. Todos os que creram no Evangelho do Reino que foi pregado durante os sete anos de tribulação, e tiverem morrido martirizados, serão ressuscitados para se juntarem aos santos celestiais. Haverá duas classes de santos martirizados ressuscitados.

Aqueles que foram mortos sob o domínio da falsa igreja (a grande meretriz) nos primeiros três anos e meio (Ap 6:9-11), e aqueles mortos sob o reinado da Besta e do Anticristo nos últimos três anos e meio (Ap 15:24).

Ambos compartilharão das bênçãos celestiais e mais tarde irão viver e reinar com Cristo sobre a terra, quando Ele estabelecer o Seu reino neste mundo (Ap 14:13, 20:4-5). [Ver nota]

[Nota: Aparentemente nenhum crente durante a tribulação de sete anos morrerá de causas naturais. Veja Apocalipse 20:4. W. Scott, "Revelation of Jesus Christ", P. 304.]
A serviço do rei Pr João Nunes

O Colapso da Economia Ocidental
À medida que transcorre a grande tribulação, a prosperidade que o mundo ocidental conheceu irá minguar. Os ricos que não foram afetados pela carestia nos primeiros três anos e meio sentirão agora as agruras da fome que se alastrará por todo o mundo ocidental (Ap 8:7 - Primeira Trombeta). [Ver nota]

[Nota: A expressão "a terça parte", que aparece doze vezes em Apocalipse 8 em conexão com os julgamentos das trombetas, refere-se a uma área restrita da terra. Trata-se da porção Romana do mundo ocidental -- a esfera onde a Besta e o Anticristo exercem sua autoridade -- Israel, Europa Ocidental e provavelmente América. ]

Por volta dessa época um grande poder político no ocidente (uma "grande montanha" nas Escrituras simboliza um poder há muito estabelecido, cf. Jr 51:25) abandonará todo o conhecimento que professa ter de Deus.

Talvez seja uma referência aos Estados Unidos da América ou a algum outro governo proeminente no ocidente. Como resultado muitos serão levados à apostasia (Ap 8:8 - Segunda Trombeta).

Também nessa época toda a economia do ocidente entrará em colapso. Será o fim do comércio ("e perdeu-se a terça parte das naus" Ap 8:9).

Então uma grande personalidade (a grande estrela chamada "absinto") cairá de sua elevada posição de influência, levando as massas do ocidente à apostasia. Apostasia é o abandono do conhecimento que se professa ter de Deus. Não se sabe quem será essa pessoa (Ap 8:10-11 - Terceira Trombeta).

Depois disso, muitos outros líderes influentes no ocidente cairão, levando as pessoas que restarem à apostasia e adoração da Besta.

O resultado disso será um dilúvio de trevas morais e espirituais em larga escala (Ap 8:12 - Quarta Trombeta).

O Anticristo ("a estrela caída"), o falso Messias judeu, irá se apresentar em seu pleno caráter satânico.

Ele liberará do abismo um engano satânico e cegante que lançará sobre os ímpios judeus apóstatas que o escolheram para o próprio embaraço deles. Sua missão desta vez será levar todo e qualquer judeu remanescente na terra à completa apostasia.

O tormento de uma consciência culpada (a picada do escorpião) será a aflição de todos os que ele iludir (Ap 9:1-12 - Quinta Trombeta).

O Anticristo exaltará e magnificará a si mesmo acima de tudo aquilo que é de Deus. Ele se sentará no templo apresentando-se como Deus, fazendo de si mesmo objeto de adoração (Dn 11:36; 2 Ts 2:3-4).

A idolatria e a adoração à Besta (Dn 6:7; Ap 13:4) e ao Anticristo (2 Ts 2:3-4) serão praticadas abertamente.

As terras de Israel e da cristandade, que outrora foram iluminadas, serão entregues à adoração demoníaca. O último estado dos judeus comprometidos nessa adoração idólatra será sete vezes pior do que quando acolheram a idolatria no tempo dos reis do Antigo Testamento (Mt 12:43-45; Dn 6:7).

Falsos cristos e falsos profetas se levantarão na terra de Israel mostrando sinais e maravilhas que enganarão a muitos (Mt 24: 23-26).
A serviço do rei Pr João Nunes


A Grande Tribulacao

A terrível perseguição causada pela Besta e pelo Anticristo precipitará a "grande tribulação" que continuará pelo período de 1260 dias (18 dias menos que os últimos três anos e meio -- três anos e meio são 1278 dias), também chamado de "tempo de tribulação" (Mt 24:21-22; Jr 30:7; Dn 12:1; Ap 12:6; Tg 5:17; Ap 8-11:18 - Sétimo Selo). [W. Scott, "Exposition of Revelation", P. 230, C. E. Lunden, "Time Chart" P. 11].

A Besta e o Anticristo assumirão então o total controle da terra de Israel.

Eles a controlarão durante os últimos três anos e meio como parte do império. Todos na terra estarão sujeitos a eles (Ap 11:2, Lc 21:24, Ex 3-12). [Ver nota]

[Nota: No passado a antiga Babilônia manteve os judeus em cativeiro, mas eles serão mais uma vez cativos da Babilônia (os Poderes Ocidentais) por intermédio da Besta e do Anticristo, e mais uma vez necessitarão de livramento. A libertação dos judeus de outrora chegou com a vinda de Ciro, o Rei da Pérsia, chamado de escolhido do Senhor, que derrotou os babilônios (Is 45-48:20).

Ciro é um tipo do Senhor Jesus Cristo, que aparecerá no final dos sete anos de tribulação para destruir a Besta e o Anticristo, dando ao remanescente fiel o livramento.

Após Ciro haver libertado os judeus, ele deu ordens para que reconstruíssem o templo em Jerusalém e restabelecessem a adoração a Deus (Ed 1:1-11; Is 45:13), o que o Senhor também irá fazer nesse dia futuro (Ez 40-48).]

Considerando que todo o conhecimento de Deus será abolido dos domínios da Besta e do Anticristo, haverá fome da Palavra de Deus. As pessoas buscarão pela Palavra do Senhor e não a encontrarão (Am 8:11-12).

A perseguição durante a grande tribulação será tão severa que as pessoas hesitarão em contar seus pensamentos até mesmo aos cônjuges ou membros da própria família, por medo de serem denunciadas às autoridades. O amigo mais íntimo não será confiável (Jr 9:4,5; Mq 7:2,5-6; Mt 10:21-23).

Em razão de Jerusalém e a terra de Israel terem sido entregues à ímpia idolatria que o Anticristo irá introduzir, e devido à perseguição que irá se levantar, o remanescente judeu fiel será forçado a fugir para as montanhas, cavernas e fendas da terra em busca de segurança.

Eles serão caçados sem trégua (Is 66:5; Sl 42-72 - Segundo Livro de Salmos; Mt 24:16-21; 1 Sm 19-27; 2 Sm 15:13-17:29; Jr 36:26; Ap 12:6,14,15).

Parte do remanescente judeu fiel fugirá para as montanhas da Judéia em busca de abrigo. Mt 24:16.

Outros, do remanescente, fugirão para o oriente da terra da Judéia, para a terra de Moabe, atual Jordânia (Is 16:3,4; 1 Sm 22:3,4; Sl 44:11; 61:2).

Outra parte do remanescente seguirá para o norte, à altura do monte Hermom no Líbano (Sl 42:6).

Ainda outros pertencentes ao remanescente irão para as várias cidades de Israel pregando o Evangelho do Reino (Mt 10:23). Estes não necessariamente esperarão até o surgimento do Anticristo para fazerem isso. Talvez já estejam pregando na primeira metade da semana, mas este é apenas um aspecto do trabalho e testemunho do remanescente.

Embora a maior parte do remanescente vá fugir, aparentemente alguns permanecerão em Jerusalém. Deus os usará para manter um testemunho adequado para Si naquele cheio de idolatria (representados pelas "duas testemunhas"). Eles serão protegidos milagrosamente por Deus até que se complete o período de seu testemunho que é de 1260 dias (Ap 11:3-13).

Embora muitos do remanescente judeu fiel sejam divinamente protegidos, outros sofrerão o martírio (Sl 12; Jo 16:2; Ap 13:7; Dn 7:21; Is 57:1,2; Mq 7:2). [Ver nota]

[Nota: Existirão duas classes de santos que crerão no evangelho do Reino durante os sete anos de tribulação. Uma será a porção preservada (Ap 7:1-17, 14:1-5) que sairá da tribulação para desfrutar o Milênio sobre a terra.

A outra classe será constituída pela porção martirizada que incluirá aqueles que morrerão nos primeiros três anos e meio sob o reinado da mulher -- a falsa igreja (Ap 6:9-11) -- e também os que morrerão nos últimos três anos e meio sob a perseguição da Besta e do Anticristo (Ap 15:2-4).

 A porção dos martirizados será mais tarde ressuscitada e vista reinando sobre a terra, juntamente com Cristo nos céus (Ap 20:4).]

Aparentemente não choverá na terra de Israel durante a grande tribulação, os últimos três anos e meio (Ap 11:6; 1 Rs 17:1; Tg 5:17; Dt 11:16,17).
A serviço do rei Pr João Nunes

 Imagem da Besta e receber a sua marca.

Isso atrairá a amarga ira da Besta e do Anticristo que juntos promoverão uma terrível perseguição contra aqueles que recusarem seu sistema de controle, uma perseguição tão terrível qual o mundo jamais conheceu.

 Farão guerra contra os santos e vencerão a muitos pelo martírio (Ap 12:6,13-17; 13:7,13; Dn 3:1-25; 7:21; Mt 10:16-23; 24:21 ,22; Mc 13:19; Mq 7:2
A serviço do rei Pr João Nunes

A Alianca e' Quebrada

A Besta, com a ajuda do Anticristo, irá romper a aliança com os judeus.
Eles abolirão toda atividade religiosa em seus domínios (a parte ocidental da terra, inclusive Israel), fazendo cessar a falsa adoração tanto de Israel como da corrupta cristandade.

O objetivo é abrir caminho para forçar todos em seus domínios a adorarem a Besta e sua imagem (Dn 9:27; Ap 17:16; Sl 55:20).

 A serviço do rei Pr João Nunes

O Anticristo
Por volta dessa época outro homem se levantará na terra de Israel, o qual também será movido pela energia de Satanás (2 Ts 2:9). Ele será um israelita, talvez da tribo de Dã (Dn 11:37, Gn 49:16-17 - repare que a tribo de Dã também é omitida em Ap 7).

Ele irá agir em conjunto com a primeira Besta, o "chifre pequeno", e será como o seu Primeiro Ministro.

Ele é o "Anticristo" (1 Jo 2:18), também conhecido como o "Rei" (Dn 11:36, Is 8:21, 30:33, 57:9),

 O  Homem do Pecado" (2 Ts 2:3), "o Filho da Perdição" (2 Ts 2:3),

 O  Iníquo" (2 Ts 2:8) (ou "Ilícito" cf. trad. literal), a "Estrela Caída" (Ap 9:1), "a Segunda Besta" (Ap 13:11-18), "o Falso Profeta" (Ap 16:13, 19:20, 20:10),

O  Pastor Inútil" (Zc 11:15-17, Sl 14:1, Sl 53:1), "o Homem Sanguinário e Fraudulento" (Sl 5:6, etc.),

O  Príncipe Profano e Ímpio de Israel" (Ez 21:25), e "o Príncipe de Tiro" (Ez 28:2).

O Salmo 10 dá a descrição do caráter moral desse homem de pecado. [Ver nota]


[Nota: O Anticristo é também tipificado pelas seguintes pessoas: Abimeleque (Jz 9); Saul (1 Sm 8-31); Absalão (2 Sm 15-19); Acabe (1 Rs 16-18); Acaz (2 Rs 16); Sebna (Is 22); Zedequias (Jr 39 e 52);

Hamã (Et 3-7); Herodes (Mt 2), o mercenário (Jo 10:10-13)]

Esse homem de pecado (o Anticristo) se apresentará aos judeus como seu Messias, e eles o receberão como nação, sem conferir suas credenciais, e farão dele o seu rei. Ele reinará sobre a terra de Israel (Jo 5:43, Dn 11:36-39, 2 Sm 15:2-6,11).

A serviço do rei Pr João Nunes

O Chifre Pequeno

Por necessitar de agentes para cumprir seu propósito, Satanás levantará um homem em meio ao confuso estado de coisas que ele criou no ocidente. Esse homem é o "chifre pequeno" (Dn 7:8, 20, 24-25).

Trata-se da "Besta" em pessoa (Ap 13:1-8, 17:10-18, 19:20), o "Rei de Babilônia" (Is 14:4).

Esse homem será provavelmente um gentio, pois a Besta vem do mar (Ap 13:1, 17:15 -- o mar representa a inquieta situação dos povos gentios), e de entre os dez chifres que são as nações gentias da Europa Ocidental (Dn 7:8, 20, 24-25).


Satanás investirá esse homem, "o chifre pequeno", de um extraordinário poder. Ele será totalmente dedicado a obedecer ao comando de Satanás (Ap 13:4).

O "chifre pequeno", com a ajuda do poder satânico, dominará rapidamente o Império Romano revivido, que terá mergulhado em um estado de anarquia.

Agindo como um ditador, ele se tornará seu novo líder. Parece que ele irá ganhar o controle do império por meio de intimidação.

Após derrubar três dos dez chifres (as dez nações), os outros se submeterão dando a ele o seu poder (Dn 7:8,20, 24-25. Ap 17:13, 17).

Satanás também controlará outros líderes subservientes ("estrelas") do império (Ap 12:4).

Enquanto isso, a Besta (a Confederação das dez nações), tendo o chifre pequeno por cabeça, irá destituir e destruir a meretriz (a falsa igreja), o sistema religioso que esteve controlando o Império durante os primeiros três anos e meio.

É disso que nos fala o livro de Apocalipse quando anuncia que a "Babilônia é caída".

A Babilônia política destrói a liderança religiosa do Império (Ap 14:8, 17:16).

Havendo derrubado o sistema religioso, o Império assumirá uma forma nova e diferente, passando a ser satanicamente controlado pelo "chifre pequeno".

A Besta continuará nessa forma por quarenta e dois meses (ou os últimos três anos e meio da tribulação) (Ap 13: 2-8). [Ver nota]

[Nota: Antes disso a Besta (a Confederação das dez nações) foi vista subindo do mar (Ap 13:1), mas agora é vista como subindo do abismo (Ap 17:8), o que implica um controle satânico.]

O mundo todo se maravilhará diante da Besta (a Confederação Ocidental das dez nações) em sua nova forma (Ap 13:3, 17:8).
A serviço do rei Pr João Nunes

A Metade da Semana
A metade da septuagésima semana de Daniel assinala um tempo de grande significado no esquema dos acontecimentos proféticos.

É a partir deste ponto que se baseia boa parte dos cálculos proféticos. A última metade da semana é mencionada como sendo de 1260 dias, ou 42 semanas, ou "um tempo, e tempos, e metade de um tempo" (Dn 7:25, Ap 11:3, 12:6, 14, 13:5).

Uma extensão adicional a esse período também é calculada a partir da metade da semana (Dn 12:11-12).
A serviço do rei Pr, João Nunes

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