quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Jesus - O Multiplicador

TEXTO BASE Marcos 6: 30 - 44

INTRIDUÇÃO

TEMA: Jesus - O Multiplicador

30° Reuniram-se os apóstolos com Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado.

31ª Ao que ele lhes disse: Vinde vós, à parte, para um lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que vinham e iam, e não tinham tempo nem para comer.

32ª Retiraram-se, pois, no barco para um lugar deserto, à parte.

33ª Muitos, porém, os viram partir, e os reconheceram; e para lá correram a pé de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles.

34ª E Jesus, ao desembarcar, viu uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.

35ª Estando a hora já muito adiantada, aproximaram-se dele seus discípulos e disseram: O lugar é deserto, e a hora já está muito adiantada;

36ª despede-os, para que vão aos sítios e às aldeias, em redor, e comprem para si o que comer.
37ª Ele, porém, lhes respondeu: Dai-lhes vós de comer. Então eles lhe perguntaram: Havemos de ir comprar duzentos denários de pão e dar-lhes de comer?

38ª Ao que ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver. E, tendo-se informado, responderam: Cinco pães e dois peixes.

39ª Então lhes ordenou que a todos fizessem reclinar-se, em grupos, sobre a relva verde.

40ª E reclinaram-se em grupos de cem e de cinqüenta.

41ª E tomando os cinco pães e os dois peixes, e erguendo os olhos ao céu, os abençoou; partiu os pães e os entregava a seus discípulos para lhos servirem; também repartiu os dois peixes por todos.

42ª E todos comeram e se fartaram.

43ª Em seguida, recolheram doze cestos cheios dos pedaços de pão e de peixe.

44ª Ora, os que comeram os pães eram cinco mil homens.



“Voltaram os apóstolos à presença de Jesus e lhe relataram tudo quanto haviam feito e ensinado.

E ele lhes disse: Vinde repousar um pouco, à parte, num lugar deserto; porque eles não tinham tempo nem para comer, visto serem numerosos os que iam e vinham.

Então, foram sós no barco para um lugar solitário. Muitos, porém, os viram partir e, reconhecendo-os, correram para lá, a pé, de todas as cidades, e chegaram antes deles.

Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor. E passou a ensinar-lhes muitas coisas.

Em declinando a tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram:
É deserto este lugar, e já avançada a hora; despede-os para que, passando pelos campos ao redor e pelas aldeias, comprem para si o que comer.

Porém ele lhes respondeu: Dai-lhes vós mesmos de comer. Disseram-lhe: Iremos comprar duzentos denários de pão para lhes dar de comer?

E ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver! E, sabendo-o eles, responderam:
Cinco pães e dois peixes. Então, Jesus lhes ordenou que todos se assentassem, em grupos, sobre a relva verde.
E o fizeram, repartindo-se em grupos de cem em cem e de cinqüenta em cinqüenta.

Tomando ele os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e, partindo os pães, deu-os aos discípulos para que os distribuíssem; e por todos repartiu também os dois peixes.

Todos comeram e se fartaram; e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe.
“Os que comeram dos pães eram cinco mil homens.” Marcos 6: 30-44

O milagre da multiplicação dos pães é o único evento (além da morte e ressurreição do Senhor) que é registrado nos 4 evangelhos. No evangelho de Mateus e de Marcos a bíblia apresenta inclusive a segunda multiplicação dos pães.

Desde o Antigo Testamento Deus mostra o seu poder de prover o necessário ao seu povo.

Veja:
1° Deus mandou o maná do céu para suprir o seu povo no deserto (Salmo 78: 24);

2° Elias supriu uma viúva gentílica (I Rs 17:10-16);

3ª Eliseu com 20 pães saciou 100 homens (II Rs 4: 42-44);

4ª Jesus multiplicou 5 pães e dois peixes (Mc 6: 30-44; Mt ; Lc; Jo 6:1-10);

5ª Jesus multiplicou 7 pães e alguns peixinhos (Mc 8:1-.; Mt ).

O evento da multiplicação dos pães ocorreu depois da morte de João Batista. Jesus no v. 31 levou os discípulos para descansar.

Depois de um abalo espiritual não devemos nos jogar e fazer a obra desenfreadamente.
Existem muitos cristão feridos batalhando e morrendo no campo. Devemos sim ser curados em Deus para conseguirmos fazer a obra no poder dele.

Necessário é ao povo de Deus depois de um abalo aquietar-se e saber quem é o seu Deus (Sl 46:10),

caso contrário poderemos duvidar do seu poder e sermos mortos pelo inimigo. Jesus preserva os seus!
Jesus encontrou uma multidão desorientada (v. 34).

Ele resolveu este problema através do ensino bíblico.

As pessoas deixaram o conforto de sua casa para ouvirem a Jesus num deserto; lamentavelmente os cristãos desse século têm apresentado uma atitude muito diferente, eles nem sequer participam de reuniões de ensino bíblico, nem que seja próxima a sua casa.

Desejam cultos de unção, mas se esquecem daquilo que deixa a vida deles estabelecida em Deus! Muitos tem esquecido a palavra, isso é muito preocupante.

A palavra é uma dracma que precisa ser encontrada pela igreja de Jesus no século XXII. (Lc 15: 8-9).
No verso 37 vemos o Senhor Jesus lançando sobre os discípulos um encargo. Ele falou: “Dai-lhes vós de comer”.

O Senhor Jesus comissionou a Igreja para alimentar uma multidão num deserto. Lamentavelmente quando o Senhor nos dá um encargo espiritual nós racionalizamos e tentamos resolver do modo natural.

Os discípulos apresentaram desculpas para não fazerem o milagre, mas essa era a vontade de Deus - Que eles alimentassem uma multidão.

O encargo da Igreja nos dias de hoje é repartir o Pão da Vida (que é Jesus; veja Jo 6: 35; 48; 51) com os necessitados e famintos.

Lamentavelmente muitos crentes não confiam no poder de Deus e acreditam apenas no poder da sua própria carne contrariando o que diz em Jeremias 17: 5-9. Muitos não conseguem crer que no momento de dificuldade Deus é poderoso para suprir as nossas necessidades (Fp 4:19).

A bíblia diz que os nossos pensamentos não são os pensamentos de Deus e seus planos são maiores que os nossos (Is 55:8-9). Nós deveríamos aceitar o que diz a palavra e obedecermos a ordem de Jesus sem questionamentos da nossa mente.

Devemos levar nossa mente cativa a obediência de Cristo (II Co 10: M4-5).
Num momento decisivo muitos se acovardam e fogem da sua responsabilidade. Deus ainda espera pessoas com que Ele possa contar para que os milagres sejam feitos. Nesta hora o verdadeiro cristão deve dizer: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6: 8).

Devemos ter um espírito voluntário (Sl 51:12), devemos ter interesse e nos apresentarmos como cooperadores de Deus e não ficarmos sentados num banco de uma igreja de uma forma reativa esperando ordens específicas para nos movimentarmos (Lc 17:10).

Outra lição importante que podemos tirar desse episódio. Jesus questionou no v. 38: “O que vocês tem?” Em Êxodo 4: 2 Deus fez a mesma pergunta para Moisés.

Muitas vezes temos apenas cinco pães e dois peixinhos; mas devemos apresentá-los a Deus para que o milagre seja feito. Muitas vezes racionalizamos e dizemos que temos pouco. Mas Deus sempre usou o nosso pouco e fez abundar (Ef 3: 20). Inclusive da pequena provisão veio grande abastança e sobra (v. 43).
Doze cestos cheios foram recolhidos.

Nos v. 39 e 40 o Senhor Jesus organizou a multidão para que o milagre fosse mais rápido. Muitas vezes nós supervalorizamos a unção divina em detrimento a organização.

O Senhor Jesus nunca fez milagres de formas desorganizadas. É claro que não adianta termos uma estrutura se o Deus dos milagres não agir. Mas com uma organização o milagre flui de maneira mais adequada.
Em Marcos 8: N2 Jesus falou que o povo já estava a 3 dias o ouvindo. Neste segundo milagre também entendemos que Deus é poderoso para repetir os milagres na nossa vida.

O segundo milagre é dos perseverantes, daqueles que não foram embora nem no primeiro e no segundo dia. No terceiro dia Jesus se levantou da morte, essa é uma revelação para os discípulos; aqueles que pagam o preço por seguir o Mestre, nem que seja a dano próprio.

Que Deus possa nos dar uma perseverança que vai até o fim (Mt 24:13)!

Na segunda multiplicação o milagre foi menor. Ele ocorreu, ele saciou, mas a sobra foi menor. Muitos podem pensar que no decorrer da vida cristã Deus tenha perdido a sua capacidade de nos suprir, mas isso não é verdade.

No segundo milagre foram apresentados ao Senhor Jesus sete pães e alguns peixinhos, mas sobrou apenas sete cestos. Por que será que ocorreu isso?

A Bíblia traz a resposta. Porque um pão foi escondido.

Em Marcos 8: 14 a Bíblia nos mostra que um pão foi escondido do Senhor Jesus.

Meu querido irmão. Qual é o teu pão escondido? O que tu tens guardado para ti e tens tido medo de compartilhar com os outros? O que tu tens sonegado a Deus?

Ananias e Safira ocultaram um valor de Deus. (At 5: 1-10)

 Isto lhes custou a vida! Muitos de nós temos perdido a nossa vida espiritual por algo que escondemos de Deus. Morremos no espírito. Muitos como Ananias e Safira morreram fisicamente.

Vários estão enfermos porque estão sonegando o perdão, porque não amam como Jesus amou. Que Deus nos livre dessa situação!

Graças a Deus que ele é sábio. Quem entregou os pães no primeiro milagre foi um menino (Jo 6: 9).

 As crianças não ficam fazendo provisão como os adultos para o amanhã, elas não pensam dessa forma.
Se o Senhor Jesus pedisse para você o que tu tinhas? Tu irias apresentar tudo a ele ou você iria segurar uma provisão para si?

Se não apresentarmos o que temos a Deus não haverá milagre algum. O que você tem para apresentar a Deus?

Deus o abençoe ricamente!!!

A serviço do rei Pr. João Nunes e Juçara Graczcki

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