quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O perdão constrói pontes onde a mágoa cavou abismos

TEXTO BASE 1° Tes 5: 23

INTRODUÇÃO

TEMA: A mágoa, o cárcere da alma

Nós sofremos mais por causa das pessoas do que por causa das circunstâncias.
As pessoas nos fazem chorar mais do que as vicissitudes da vida. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas.





Os relacionamentos dentro da família, no trabalho e até igreja, algumas vezes, se tornam tensos.
Feridas são abertas na alma e mágoas profundas se instalam no coração.



Amizades são rompidas, casamentos são abalados, relacionamentos sólidos entram em colapso.
Nesse processo, a comunicação é rompida, o silêncio gelado substitui as palavras de amor e a desconstrução da imagem do outro se torna uma verdadeira ação de desmonte.

O resultado do adoecimento das relações humanas é a mágoa.

Esse sentimento de amargura se instala no solo do coração e lança suas raízes trazendo perturbação para a alma e contaminação para os que vivem ao redor.

A mágoa é a ira congelada.

A mágoa é o armazenamento do ressentimento.

A mágoa é entulhar o coração com o rancor, é alimentar-se do absinto do ranço, é afogar-se no lodo do ódio, é viver prisioneiro na armadilha da vingança.

A mágoa é uma prisão. Ela é o cárcere da alma, o calabouço das emoções, a masmorra escura onde seus prisioneiros são atormentados pelos verdugos da consciência.

Quem se alimenta da mágoa não tem paz. 

Não tem liberdade.

Não tem alegria.

Não conhece o amor.

Não tem comunhão com Deus.

Não pode adorar a Deus, nem trazer sua oferta ao altar.

Quem retém o perdão não pode orar a Deus nem receber dele o perdão.

A mágoa é autodestrutiva. Ferimo-nos a nós mesmos quando nutrimos mágoa por alguém. Guardar mágoa no coração é como beber veneno pensando que o outro é quem vai morrer. Quem guarda mágoa no coração vive amarrado pelas grossas correntes da culpa.

Quem vive nessa masmorra adoece emocional, física e espiritualmente.

Há muitas pessoas doentes porque se recusaram a perdoar. Na igreja de Corinto havia pessoas fracas,

outras doentes e algumas que já estavam mortas em virtude de relacionamentos adoecidos (1°Co 11.3).

Tiago ordena os crentes a confessarem seus pecados uns aos outros para serem curados (Tg 5.16).

Há muitas pessoas vivendo cativas no calabouço do diabo, prisioneiras do ódio, acorrentadas pela mágoa, cuja vida espiritual está arruinada. Gente que precisa ser liberta dessa prisão existencial, desse cativeiro espiritual.

O salmista Davi orou pedindo a Deus para tirar a sua alma do cárcere (Sl. 142. 7).

A chave que abre a porta dessa masmorra é o perdão.

O perdão traz cura onde a mágoa gerou doença.

O perdão traz reconciliação onde a mágoa gerou afastamento.

O perdão traz alegria, onde a mágoa produziu tristeza e dor.

O perdão restitui aquilo que a mágoa saqueou.

O perdão é a faxina da mente, a assepsia da alma, a limpeza dos porões do coração.

Perdoar é zerar a conta. É nunca mais lançar no rosto da pessoa a sua dívida.

Perdoar é lembrar sem sentir dor.

Perdoar é não retaliar. É pagar o mal com o bem.

É abençoar aqueles que nos amaldiçoaram. É fazer o bem àqueles que nos fizeram o mal.

Perdoar é ser um vencedor, pois é vencer o inimigo não com a espada, mas com o amor.

Perdoar é sair do cárcere da alma, é ser livre, é viver uma vida maiúscula, superlativa e abundante.

Perdoar é viver como Jesus viveu, pois ele não retribuiu o mal com o mal, antes por seus algozes
intercedeu.

Perdoar é ter o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.

Chegou a hora de raiar a liberdade em sua vida.

A Palavra de Deus liberta: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8. 32).

Jesus Cristo liberta: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8. 36).

É hora de sair do cárcere que prende a sua alma com as grossas algemas da mágoa.

É hora de experimentar a liberdade do perdão.

É hora de tomar posse da vida abundante que Jesus lhe oferece!

Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes

experienciadevidacomdeus.blogspot.com

TEXTO BASE Salmo 142: 7

INTRODUÇÃO

TEMA: Os cárceres da alma 

O livro de I Samuel 24 nos relata uma terrível experiência que Davi enfrentou antes de tornar-se rei em Israel.

Samuel já o havia ungido como rei, mas, ele estava aguardando o tempo do cumprimento da promessa em sua vida.

Saul fica sabendo que Davi seria rei em seu lugar e começa a persegui-lo a fim de matá-lo. Davi então foge e se esconde dentro de uma caverna e para sua surpresa quem é que entra na caverna logo depois? Seu arquiinimigo Saul.

Ao invés de matá-lo, Davi poupa a vida de Saul e o deixa ir.

Tempos depois, Davi sofre outra ferrenha perseguição e se vê completamente cercado por seus inimigos.
A partir desta experiência de profunda dor emocional Davi compõe este salmo comparando a enorme pressão da perseguição com o um enclausuramento forçado em uma caverna.

Fazendo a leitura deste salmo para os nossos dias gostaria meditar com os amados neste tema “Os cárceres da alma”. O que são estes cárceres? por que ficamos encarcerados? e como sair destes cárceres?
O cárcere da alma é uma situação traumática que não sai de sua mente. Aconteça o que acontecer está lá.
Passam-se dias, meses e anos e aquilo não sai da sua mente.

Você sente que este sentimento está corroendo sua alma. Talvez a coisa tenha sido tão profunda que tenha gerado até mesmo uma depressão ou outros tipos de distúrbios de ordem emocional.

Há muitas situações terríveis que passamos durante a nossa vida que nos marcam e vivemos aprisionados, refém de sentimentos e ressentimentos que nos afligem.

Quero meditar sobre alguns destes cárceres que nos aprisionam:

1° Primeiro cárcere é o da culpa – quando fazemos algo que não deveríamos ter feito. 

Davi poderia ter escolhido ter matado a Saul quando ele entrou na caverna, mas ele não fez. Muitas de nossas culpas são por decisões erradas que tomamos, por esta razão é muito bom pensar e orar bastante antes de tomar uma importante decisão, para não vir depois este sentimento.
Lembro-me de uma mulher que me procurou para aconselhamento quando estava ministrando em uma igreja em outro estado.

Ela era uma jovem casada, com filhos, e aparentemente tudo estava bem em seu casamento. Ela conheceu um homem e se deixou levar pela paixão, acabou se entregando para ele. Depois do ocorrido ela viu a grande besteira que tinha feito e como aquilo estava doendo em sua alma.
Muitas pessoas ficam aprisionadas no cárcere da culpa e se escondem em suas cavernas. Este cárcere consome todas as nossas energias.

Aquela mulher viveu meses carregando aquela culpa, até que ela veio conversar comigo e eu disse que ela teria que conversar com o seu marido se quisesse livrar-se daquela culpa.
Não existe libertação sem confissão.

Se ela não confessasse teria que carregar aquela situação o resto da vida.
Óbvio, havia o risco do marido não aceitá-la mais, mas, este é o risco que o perdão exige, a confissão.
Se você algum dia fez algo que te levou para o cárcere, então você está aprisionado a esta situação.
Você precisa confessar para ser liberto deste sentimento.

“Confessai as vossas culpas uns aos outros para serdes curados”.

2. Segundo cárcere é o da mágoa – quando alguém fez algo conosco que nos feriu. 

O oposto da culpa é a mágoa. Se por um lado alguém fere, por outro alguém foi ferido.
É preciso tratar dos dois lados, tanto do agressor quanto do agredido, por que no final os dois estão doentes.

A mágoa corrói todo o nosso ser e nos aprisiona em um cárcere poderoso. Ficamos presos em uma caverna com alguém que nos feriu e queremos nos vingar.

Davi estava sendo perseguido por Saul, e era óbvio que o que ele queria era ser aceito por Saul.
Por esta razão ele tenta agradar a Saul de todas as formas, mas, o que recebe é perseguição e ofensa.
No filme "Trezentos" o personagem Efialtes ofereceu-se para lutar junto com o 300 de Esparta, mas, foi recusado devido a sua deficiência física que dificultaria manobras militares.

 A sua mágoa o consumiu de tal forma que ele aliou-se ao exército inimigo.

Aquela foi a sua maior derrota. A magoa pode consumir uma pessoa tonardo-a insensível e cruel.

Lembro-me de uma situação que um pastor amigo nosso nos contou: ele era membro de uma igreja e o seu pastor o perseguiu durante anos, e então um belo dia cansado saiu da igreja e foi para outra.
Ele carregou aquela dor durante anos, até que assumiu um ministério.

Afinal, o que o membro da igreja mais quer é ser amado por seu pastor.
Então, após se passar dez anos, ele chama aquele pastor para pregar em sua igreja e declara publicamente o seu perdão. Ele ficou livre daquela mágoa que carregava.

O melhor remédio para a mágoa não é a vingança e sim o perdão.

Pessoas que se vingam podem até sentir certa satisfação inicial, mas nunca ficarão curados.

3. Terceiro cárcere é o do medo – quando algo nos amedronta tanto a ponto de nos impedir de continuar. 

O medo é algo natural, uma defesa que nos avisa quando estamos em perigo.

Entretanto há situação que enfrentamos que geram traumas e aprisionam a nossa alma e este cárcere nos impede de prosseguirmos e nos realizarmos.

Juizes 6 fala de um período enquanto os midianitas estavam aterrorizando o povo hebreu. Eles cavam literalmente covas para se esconderem com medo de serem saqueados.

O medo faz com que nos escondamos. Deus então levanta a Gideão como líder da nação para restaurar a confiança.

Talvez alguma experiência traumática tenha te encarcerado em uma caverna e hoje você tem medo de enfrentar uma determinada situação.

Creia que o nosso Deus é maior do que qualquer problema e pode te ajudar a vencer este medo.

4. Quarto cárcere da decepção e frustração – Quando queríamos muito que algo acontecesse e não aconteceu. 

Davi quando recebe a unção de Samuel que seria rei deve ter imaginado muitas coisas, talvez que Saul iria treiná-lo, e que ele fosse ficar feliz com sua unção.

Afinal, Davi considerava Saul como um pai. Para sua surpresa e frustração Saul começa a persegui-lo e criar situações para matá-lo.

Perseguição é uma rotina na vida de quem quer andar na presença de Deus. Quem quiser vencer em Cristo enfrentará persequição: seja no ministério, seja no trabalho, ou em qualquer outro grupo social.
Quem quer vencer tem que romper com o sentimento da frustração.

A frustração ocorre quando esperamos muito uma postura ou tratamento de alguém e isto não acontece, e em pior das hipóteses, além de não acontecer ainda se suscita uma perseguição.

Tantas pessoas passam por isto. Eu também passei por isto algumas vezes, e o sentimento é terrível.

Mas você tem uma escolha: perdoar e continuar sua jornada com um coração puro, ou permitir que este sentimento entranhe o mais profundo de sua alma e te corromper.

Garanto que se isto acontecer contigo, daqui a pouco você é quem estará frustrando os outros.
Livre-se deste cárcere, não vale a pena carregar sentimento de frustração. Perdoe a pessoa que te decepcionou e continue crescendo e prosperando em Cristo Jesus.

Conclusão

Como fazer para nos libertar do cárcere da alma?

O que Davi faz é pedir ao Senhor: “Tira a minha alma do cárcere para que eu dê graças ao teu nome”.
Davi sabia que a situação que ele estava enfrentando e que seus inimigos eram mais poderosos do que ele, então ele reconhece que precisa de ajuda e que precisa de alguém para retirá-lo do cárcere.
Davi era um adorador e como tal ele sabe que não tem ninguém melhor do que Deus para livrar sua alma do cárcere emocional que estava enfrentando.

Seja qual for o cárcere que você esteja enfrentando: culpa, mágoa, medo, frustração, decepção ou qualquer outro sentimento do gênero, se você quiser, Deus pode libertá-lo e te dar uma nova vida.

João 8.xx diz que “Se o filho vos libertares, verdadeiramente sereis livres”.

Jesus pode libertar você deste cárcere que tem aprisionado sua alma.

Vamos fazer algo.

Vamos voltar à situação em que você está preso.

Vamos entrar juntos na caverna onde sua alma está aprisionada.

Agora, vamos fazer como Davi, vamos pedir ao Senhor para te tirar de lá.

Agora, pela fé, sinta a mão forte do Senhor abrindo este cárcere e te dizendo pode sair filho amado.

Seja livre, pois o meu filho Jesus já pagou o preço pela sua libertação.

A serviço do rei Pr. João Nunes

“PERDÃO, A ASSEPSIA DA ALMA”

“Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.” Mateus 18: 22.

O perdão é a faxina da mente.

O perdão cura e liberta, transforma e restaura. Estende a mão para quem o feriu e abraça quem o repudiou.

O perdão vence o mal com o bem, pois é maior do que o ódio.

O perdão não é fácil, mas é necessário. Não podemos ter uma vida saudável sem o exercício do perdão.

Não podemos ter uma vida espiritual vitoriosa sem a prática do perdão.

Quem não perdoa não pode orar, adorar, ofertar nem mesmo ser perdoado.

Quem não perdoa é escravo da mágoa.

Quem não perdoa vive num cárcere privado.

A Bíblia nos ensina a perdoar incondicionalmente. Devemos perdoar como Deus em Cristo nos perdoou.

O perdão zera a conta e não cobra mais a dívida.

Perdoar é lembrar sem sentir dor.

O perdão corre na direção do outro, não para lançar em seu rosto a falha, mas para lhe oferecer a reconciliação.

O perdão constrói pontes ond e a mágoa cavou abismos.

O perdão estreita relacionamentos onde o ressentimento provocou afastamento.

O perdão é a expressão da graça e o triunfo do amor.

Oremos

Deus, estou cansado de sofrer com minhas emoções machucadas. Sinto-me sozinho, não consigo sair desta caverna fria. Acho que vou sucumbir. Socorre-me e ensina-me a perdoar. Em Cristo Jesus, amém.

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A serviço do rei Pr. João Pr Nunes


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