segunda-feira, 30 de março de 2015

o que é geografia bíblica?

TEXTO BASE IS 40: 22

INTRODUÇÃO 

TEMA: O QUE É GEOGRAFIA BÍBLICA

“Ele “DEUS” é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;” IS 40: 22

Essa verdade foi dita no Século VIII a.C e continua atual. 



Não pode ser contestada! Eu amo a Terra de Israel. Gostaria de conhecê-la. 

Talvez, algum dia, possa visitar a terra que mana leite e mel, e palmilhar os caminhos dos profetas, juízes, reis, sábios e apóstolos hebreus. 

Israel exerce um poder muito grande sobre a minha alma; interiormente, sinto-me um israelita. 

Por esse motivo, choro as dores do povo judaico e não consigo compreender o diabólico sentimento de anti-semitismo responsável pelo Holocausto.

Hoje, infelizmente, não poucos pseudo-intelectuais e políticos inescrupulosos tentam amainar os horrores do holocausto, que se constituiu na maior tragédia do povo eleito.

Essa bárbara matança de seis milhões de homens, mulheres e crianças pela Alemanha de Hitler, durante a Segunda Guerra Mundial, é considerada um mal necessário e uma conseqüência inevitável da luta pela sobrevivência, por alguns pseudo-intelectuais e políticos inescrupulosos.

Sobre essa perigosíssima retórica, discorre o pastor Martin Hiemoeller, pouco antes de ser sacrificado nos idos de 1940, na Alemanha: 

Primeiro, eles vieram buscar os comunistas. Não falei nada, pois não era comunista. 
Depois, vieram buscar os judeus. Nada falei, pois não era judeu. 

Em seguida, foi a vez dos operários, membros dos sindicatos.
Continuei em silêncio, pois não era sindicalizado. Mais tarde, levaram os católicos e nem uma palavra pronunciei, pois sou protestante. 

“Agora, eles vieram me buscar, quando isso aconteceu não havia ninguém para falar."
Três anos após ser escrita a mais trágica da história judaica, ou melhor, da história da própria humanidade, Israel renasce. 

No dia 14 de maio de 1948, é lida a declaração de independência da nova e milenar nação. 
É justamente sobre a geografia dessa maravilhosa terra que falamos neste livro.

A História situa o drama humano no tempo. 

Pelas asas da cronologia, leva-nos a acompanhar os passos de nossos ancestrais até os nossos dias. 

Possuímos, porém, uma exigente concepção espacial. 
Curiosos, de quando em quando, indagamos: "Onde, exatamente, deu-se tal fato?" 
A Historiografia, por ser documental e limitar-se às crônicas, não pode responder-nos tais questões com precisão.

Recorremos, então, à Geografia.
Situando-nos nos palcos da tragédia humana, dá-nos uma idéia mais ampla e mais clara do nosso passado. 

Através dessa ciência, trilhamos os caminhos de nossos pais e demarcamos os raios de ação de nossos filhos.

Mas, qual a afinidade entre a História e a Geografia?

Afrânio Peixoto responde:

"A Geografia será assim a ciência do presente, explicada pelo passado; a História, a ciência do passado, que explica o presente."

Conscientes dos reclamos temporais e espaciais do estudioso das Sagradas Escrituras, escrevemos esta obra. 

Unindo a História à Geografia, possibilitamos ao leitor localizar os fatos no tempo e no espaço, desde os primeiros representantes da raça humana até os apóstolos de Cristo.

Faremos uma fascinante viagem da Mesopotâmia à Europa. 
Percorreremos os caminhos antigos, para compreendermos por que a nossa fé é tão atual. A Bíblia fornecernos- á o roteiro. 

Ás informações geográficas contidas nas Sagradas Escrituras são exatas e reconstituem, com fidelidade e riqueza de detalhes, a topografia e as divisões políticas da antigüidade. 

O Estado de Israel, a propósito, com base em informações bíblicas, redescobriu várias minas exploradas pelo rei Salomão que, hoje, continuam a produzir divisas à essa jovem nação.
Entretanto, vejamos como se desenvolveu essa ciência chamada Geografia.
Comecemos por defini-la.

I. O QUE É A GEOGRAFIA?


Segundo a etimologia da palavra, "geo" terra; "graphein" descrever, a Geografia limitou-se, de fato, durante séculos, a descrever a Terra. 

Entretanto, a partir do Século XIX, assumiu um caráter científico. Não mais limitou-se à descrição; passou, também, a explicar os fatos.

No entanto, as definições variam de autor para autor.

Para o alemão Alfred Hettner, Geografia é o ramo de estudos da diferenciação regional da superfície da Terra e das causas dessa diferenciação.

Richard Hartshorne declara ser o objetivo da Geografia "proporcionar a descrição e a interpretação, de maneira precisa, ordenada e racional, do caráter variável da superfície da Terra".
Ambas as definições, porém, "carecem de consenso sobre o que se entende por superfície da Terra". 

A Enciclopédia Mirador Internacional pondera: 

"Tomar como tal apenas a face exterior da camada sólida e líquida, iluminada pela luz do Sol, eqüivale a suprimir do campo de interesse geográfico as minas e a atmosfera”. 

Nesta ocorrem os fenômenos meteorológicos e se configuram os tipos climáticos de profunda influência na vida de todos os seres e, particularmente, na atividade humana.

II. A GEOGRAFIA ATRAVÉS DA HISTÓRIA

1. Na Antigüidade

Os conhecimentos geográficos dos egípcios limitavam-se ao Nordeste da África, à Ásia Ocidental e à Assíria. 

Os fenícios e gregos foram mais longe. 

Estimulados por intensas transações comerciais, vasculharam o mar Mediterrâneo. 
Afoitos e aventureiros por natureza, fundaram Cartago, em 800 a.C, transpuseram o estreito de Gibraltar e chegaram às ilhas britânicas. 

Eles, afirmam alguns estudiosos, aportaram, inclusive, nas costas brasileiras, onde deixaram inscrições em vários monolitos.

Mais comedidos, os gregos limitaram-se à região do Mediterrâneo. 

Fundaram diversas cidades, entre as quais Massília (atual Marselha). 
Alexandre Magno foi quem alargou os conhecimentos geográficos dos helenos, em virtude de suas rápidas, fulminantes e dilatadas conquistas. 

Saindo da Macedônia, na Europa Oriental, ele alcançou a índia, no Extremo Oriente.
Renomados pensadores gregos dedicaram-se ao estudo da Geografia: 

Píteas, Heródoto, Hipócrates, Anaximandro, Tales, Eratóstenes e Aristóteles. 
Concebiam os oceanos unidos em uma só massa líquida e os continentes em uma só massa de terra. 

O primeiro conceito seria corroborado por navegadores europeus dos séculos XV e XVI.

2. Em Roma

Pragmáticos, os romanos não se limitaram ao mundo conhecido pelos gregos. Foram além. 
Em virtude de suas vastíssimas conquistas, alargaram, sobremaneira, os conhecimentos geográficos de então. 

Seus generais, durante as guerras expansionistas, elaboraram minuciosos relatórios acerca das novas possessões romanas. 

Júlio César, por exemplo, escreveu "Comentários sobre a guerra contra os gauleses", obra riquíssima em informações geográficas.

Políbio e Estrabão deixaram importantes tratados geográficos. 

Os trabalhos de Estrabão, aliás, são tão abalizados que foi chamado o pai da Geografia. 
Sem os seus apontamentos, os geógrafos posteriores encontrariam enormes dificuldades para elaborar descrições mais acuradas da Terra.

3. Na Idade Média

A Geografia não progrediu na Europa durante a Idade Média. Detentor do monopólio cultural, o clero só transmitia ao povo as informações que, segundo seu critério, estivessem de conformidade com os textos sagrados e com as tradições católicas. 

Apesar das Cruzadas à Terra Santa, não houve progresso sensível nas informações geográficas.
Muitos conceitos bíblicos foram deturpados nessa é-poca pela "Santa" Sé. 
Os padres ensinavam ser a Terra plana, em uma despropositada alusão à mesa do Taberná-culo.

Afirmavam, também, ser o Sol o centro do Universo, ao interpretar, erroneamente, uma passagem do livro de Josué.

Censurados, os escritos de Marco Polo em nada contribuíram para o desenvolvimento da Geografia. 

Os povos pagãos, entretanto, livres dos tentáculos de Roma, apresentaram notáveis progressos nessa ciência, notadamente os víquingues.

Com o islamismo, os conhecimentos geográficos foram dilatados. 
Os árabes chegaram à China, embrenharam-se na Rússia e dominaram a África. Ibn Haw'qal deixou

importante obra, contendo preciosas descrições das terras conquistadas pelos maometanos.
A Geografia, para o Islã, é uma ciência agradável a Deus, por facilitar a peregrinação dos fiéis a Meca.

4. Tempos Modernos

Com as descobertas de novos continentes, Portugal e Espanha deram inestimável contribuição à Geografia. 

0 capitalismo mercantilista do Século XV, XVI e XVII, levou ambos esses povos ibéricos às mais remotas regiões do Globo. 

O descobrimento do Novo Mundo marcou, de forma definitiva, o fim de uma era de obscurantismo. 

Finalmente, o homem redescobria uma verdade elementar dita no Século VIII a. C. 

pelo profeta Isaías: a Terra é esférica. Galileu. enfim, tinha razão.

A partir dos feitos de Colombo. 

Vasco da (lama e Cabral, começaram a ser produzidas, com mais regularidade, obras geográficas especializadas. 

0 jovem alemão Varenius. notável pela sua genialidade, escreveu dois tratados: Geografia generalis e Geografia specialis. 

O segundo trabalho, aliás, não pôde ser completado, por causa da morte prematura do autor.

Kant empreendeu vários estudos geográficos, objetivando conhecer empiricamente o mundo.

III. A ESTRUTURAÇÃO CIENTÍFICA DA GEOGRAFIA

Deve-se a dois sábios alemães, a estruturação da Geografia como ciência. 

Ambos viveram na mesma época é. durante algumas décadas, em Berlim. 

Alexander von Humboldt (1769-1859) e Carl Kitter (1779-1859). 

Influenciados por Varenius e Kant, traçaram novos
métodos e rumos para a Geografia.

Eles não objetivavam contrariar os postulados de seus antecessores. 
Apôs seus estudos, porém, tornou-se possível, por exemplo, fazer a correlação dos fenômenos característicos de uma região. 

A Geografia deixou de ser um mero acervo de dissertações e descrições á disposição de militares e administradores, para tornar-se uma ciência madura e dinâmica. 

Hoje. aliás, lançamos mão de seus métodos, inclusive, para confirmarmos a veracidade e a exatidão das informações bíblicas.

IV. A GEOGRAFIA BÍBLICA E A SUA IMPORTÂNCIA

Farte da Geografia Geral, a Geografia Bíblica tem por objetivo o conhecimento das diferentes áreas da Terra relacionadas com as Sagradas Escrituras. 

Descrevendo e delimitando os relatos sagrados, dá-lhes mais consistência e autenticidade e auxilia-nos na interpretação e compreensão dos fatos bíblicos.

A Geografia Bíblica, definida por Mackee Adams como o "painel bíblico em que o Reino de Deus teve o seu início e onde experimentou seus triunfos". é indispensável a todos os estudiosos da Bíblia.

CONCLUSÃO

CIDADES E ESTRADAS DA TERRA SANTA:

A independência do Estado de Israel foi proclamada em 1948. Nesses quase 40 anos, as cidades foram-se multiplicando sobre o exíguo território israelense. 

Cumpre-se, dessa forma, esta maravilhosa profecia: 

"Eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que o que lavra alcançará ao que sega, e o que pisa as uvas as que lança a semente; e os montes destilarão mosto, e todos os outeiros se deterreterão.

Também trarei do cativeiro o meu povo Israel; e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão; plantarão vinhas, e beberão seu vinho; e farão pomares, e lhes comerão o fruto. 

“Assim os plantarei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus" (Am 9.13-15).

I. JERICO
Localiza-se no Vale do Jordão, no território entregue à tribo Benjamim. 
Encontra-se a 28 quilômetros de Jerusalém. 

O nome dessa cidade significa, segundo alguns autores, lugar de perfumes ou fragrâncias.
Jerico foi a primeira cidade conquistada pelos filhos de Israel. 
Era famosa por suas fortificações. É considerada, ainda, uma das metrópoles mais antigas do mundo.

II. BELÉM
Encontrando-se a 10 quilômetros a leste de Jerusalém, é a cidade do rei Davi. Casa de pão é o que significa Belém. Pela sua posição geográfica, é uma fortaleza natural. 
Fica a quase 800 metros acima do nível do mar.

Nessa cidade nasceram dois importantíssimos personagens: Davi, e Jesus Cristo, o Salvador do mundo. Apesar de sua importância histórica, Belém foi sempre uma aldeia insignificante. 

Não obstante, seus campos, ainda hoje conservam a mesma fertilidade dos tempos bíblicos.

III. HEBROM
Eis o primeiro nome dessa cidade: Quiriat Arba. Encontra-se a 32 quilômetros ao sul de Jerusalém e a mil metros acima do mar Mediterrâneo. 
Abraão morou em suas redondezas. 

Em Hebrom, foi Davi ungido rei sobre Israel. É tida, também, como a primeira cidade de Judá.
Atualmente, Hebrom é uma grande cidade com mais de 40 mil habitantes, em sua maioria árabes. 

Eis suas principais fontes de renda: artesanatos, artefatos de cerâmica e pequenas indústrias. 
A agropecuária é, por enquanto, sem expressão.

IV. JOPE
Na distribuição de Canaã, Jope coube à tribo de Dã. 
Atacada várias vezes pelos filisteus, a cidade foi libertada por Davi. 
Mais tarde, Salomão utilizou-se de seu porto para receber cedros do Líbano, usados na construção do Templo.
Hodiernamente, Jope é um grande porto israelense.

V. NAZARÉ
Situada em um grande monte, a 400 metros acima do nível do mar, Nazaré encontrase a 170 quilômetros de Jerusalém. 

No tempo das chuvas, as encostas da cidade ficam recobertas por lindas flores. 

O nome dessa importante localidade significa florescer.

Jesus Cristo foi criado nessa cidade. Por isso mesmo, Ele é chamado de Nazareno.

Até 1948, Nazaré era controlada por muçulmanos. 

Mas, em 16 de julho de 1948, passou ao domínio dos israelenses.

VI. CAFARNAUM
Cafarnaum foi escolhida por Jesus para ser o centro de seu ministério. Seu nome significa "aldeia de Naum".

Em Cafarnaum, Jesus passou dezoito meses, realizando grandes milagres. 

Seus habitantes, entretanto, não receberam a mensagem de amor do Messias.
 E, conforme as palavras de Cristo, Cafarnaum desceu, de fato, até o inferno. Nunca mais foi edificada.

VII. SAMARIA
A cidade, construída por Onri, pai de Acabe, encontra-se a 60 quilômetros ao Norte de Jerusalém. Situa-se a 400 metros acima do Mediterrâneo.

Após o cisma israelita, Samaria passou a ser a capital do Reino de Israel. Para essa cidade, foram transportados, após o cativeiro israelita, povos estranhos que, juntamente com alguns hebreus, deram origem aos samaritanos. Mais tarde, estes causaram muitos embaraços a Esdras e a Neemias. 

No tempo de Jesus, ainda era grande a rivalidade entre as comunidades hebraica e samaritana.

VIII. DECÁPOLIS
No grego, Decápolis significa "dez cidades". Esse agregamento estava situado em espaçoso território a leste do mar da Galiléia. 

As cidades foram construídas por gregos, na tentativa de helenizar a região. 

Sofreram, entretanto, grande oposição dos judeus, principalmente da família macabéia.
Kibutz Beit Alfa em 1921 e em 1970

MAPA DAS ESTRADAS DA PALESTINA

Eis os nomes das dez cidades, segundo Plínio: 

Citópolis, Damasco, Rafana, Canata, Gerasa, Diom, Filadélfia, Hipos Gadara, Pela. 

Essa confederação desempenhou relevante papel na propagação da cultura helena no Oriente. 
O evangelho encontrou, também, fértil terreno em Decápolis.

Cada cidade possuía suas forças militares que, em tempo de crise, uniam-se às falanges romanas.

IX - ESTRADAS DA TERRA SANTA
Na era patriarcal, já havia estradas cruzando a Terra Santa em todas as direções. 
No início, eram trilhos. 

Passados alguns séculos, carros de ferro já cruzavam o território israelita sem quaisquer dificuldades. 

Após a conquista dos romanos, foram construídas muitas estradas pavimentadas para o rápido deslocamento de tropas militares.

Via Maris:
Ligava Damasco a Tolemaida. Atravessava todo o território israelita, passando por Cafarnaum e Genezaré. 

Alguns trechos dessa estrada eram pavimentados e, por isso, os romanos cobravam pedágio para a sua manutenção.

Estrada da costa:
Também conhecida como Caminho dos Filisteus. Ligava o Egito à Terra Santa.

Tinha mais de 120 quilômetros de extensão. Por essa estrada, passaram diversos exércitos conquistadores. 

Jesus e, mais tarde, Paulo, também a percorreram.

Estrada do Leste:
Era uma excelente via de comunicação entre Jerusalém e Betânia. 
Os judeus que moravam na Galiléia e iam adorar no Templo tinham que percorrê-la. 

Por essa estrada, passaram, provavelmente, Saulo e seus companheiros, quando se dirigiram a Damasco para
perseguir os cristãos.

Estrada do Centro:
Ligava Jerusalém ao Sul do país. Na realidade, tratava-se de duas estradas que, ao chegar a Hebrom, bifurca-vam-se, uma descia em direção a Gaza e, a outra, a Berserba.

A serviço do Rei, Pr João Nunes machado

Nenhum comentário:

Postar um comentário