quinta-feira, 14 de maio de 2015

a vida de jesus foi marcada pelo poder curadoe

TEXTO BASE 1 CO 12: 1 - 9

INTRODUÇÃO

TEMA: A VIDA DE JESUS FOI MARCADA PELO PODER CURADOR

1. ACERCA dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.

2. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.

3  Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: 

Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o SENHOR, senão pelo Espírito Santo.

4. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

5. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

6. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

7. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.

8. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;

9. E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
A Questão dos Milagres Hoje

Sempre se levanta a questão se a igreja moderna pode desfrutar do mesmo poder de realizar milagres como ocorria no início do NT. 

Deve-se considerar que Deus é onipo-tente e pode capacitar os seus para realizar milagres hoje. 

Apesar de estar claro pela história que Deus parou de operar através de "sinais" no final do NT, os milagres continuam acontecendo. 

Ocorrências bem comprovadas de curas milagrosas aconteceram e continuam acontecendo em nossos dias (veja Cura, Saúde). 

Entre o povo das tribos, estes milagres serviram para comprovar a mensagem e o mensageiro, em sua primeira apresentação do evangelho. 

Naquelas mesmas tribos os milagres aparentemente não ocorreram com tanta freqüência depois que a igreja se estabeleceu.

 Isto não significa que os milagres não ocorreram ou não ocorrerão sob outras condições.

O dom de realizar certos tipos de milagres está sempre relacionado à condição espiritual da igreja, e é confirmado que se a igreja dos nossos dias fosse mais espiritual, ela poderia exercer os dons como fez a igreja do primeiro século. 

Veja, entretanto, que a igreja de Corinto estava exercendo os preciosos dons, mesmo vivendo em uma condição carnal. 

Além disso, 1 Coríntios 12 deixa claro que nem todos recebem do precioso Espírito os mesmos dons, mas são dados dons variados aos diferentes membros do Corpo de Cristo. 

Aparentemente, os dons são concedidos de acordo com a soberana vontade de Deus, e não necessariamente de acordo com a espiritualidade do vaso {veja Dons Espirituais). 

Deve-se lembrar que alguns dos homens mais espirituais na Bíblia Sagrada - como, por exemplo, Abraão e João Batista (que foi cheio do Espírito desde o ventre materno) -não realizaram milagres. 

E o apóstolo Paulo nem sempre realizou milagres; lembre-se de que ele deixou Trófimo doente em Mileto. 

Fica claro pelas Escrituras, que a realização dos milagres apostólicos em geral está relacionada a um programa ou cronograma divino. 

Pode muito bem ser que alguma outra grande manifestação de milagres ocorra nos últimos dias antes da volta de Cristo. 

No Sermão do Monte das Oliveiras, o Senhor Jesus Cristo profetizou que falsos profetas e cristos realizariam milagres, e seriam tão astutos que, se fosse possível, enganariam até os próprios escolhidos (Mt 24. 24). 

Outras indicações semelhantes podem ser encontradas em 2 Tessalonicenses 2. 9 e Apocalipse 13.12 - 15 (cf Mt 7. 21-23). 

Se no plano de Deus as falsas operações de milagres deverão ser neutralizadas, podemos presumir que Deus permitirá aos crentes uma nova demonstração apostólica de sinais divinos e maravilhas com esta finalidade específica. 



Jamais nos esqueçamos de que o Senhor é o mesmo ontem, hoje e eternamente, e assim busquemos, recebamos e desfrutemos os seus milagres hoje.

Os Evangelhos registram 35 milagres separados realizados por Cristo; entre estes, Mateus cita 20; Marcos, 18; Lucas, 20; e João, 7. 

Não se deve concluir, entretanto, que o Senhor só realizou estes milagres. 

Mateus, por exemplo, relembra 12 ocasiões em que o Senhor Jesus realizou várias maravilhas (4. 23-24; 8.16; 9. 35; 10.1,8; 11. 4, 5; 11. 20 - 24; 12. 15; 14.14; 14. 36; 15. 30; 19. 2; 21.14). 

Obviamente os escritores dos Evangelhos simplesmente escolheram os milagres de acordo com o seu objetivo, dentre os inúmeros que foram realizados pelo Senhor Jesus. 

Há muitas formas de organizar os milagres individuais registrados nos Evangelhos, dependendo do propósito do comentarista. 

Pode ser de grande valia enumerá-los em sua ordem de ocorrência, tanto quanto for possível. 

Os milagres em negrito são os narrados por Lucas.

1. A transformação da água em vinho (Jo 2.1-11)

2. A cura do filho de um nobre em Cana (Jo 4. 46 - 54)

3. A cura um paralítico no tanque de Betesda (Jo 5.1 - 9)

4. A primeira pesca miraculosa (Lc 5.1-11)

5. A libertação de um endemoninhado na sinagoga (Mc 1.23-28; Lc 4. 31-36)

6. A cura da sogra de Pedro (Mt 8.14,15; Mc 1. 29-31; Lc 4. 38, 39)

7. A purificação de um leproso (Mt 8. 2-4; Mc 1. 40 - 45; Lc 5.12-16)

8. A cura de um paralítico (Mt 9. 2 - 8; Mc 2. 3 - 12; Lc 5.18 - 26)

9. A cura de um homem que tinha uma das mãos mirrada (Mt 12. 9 - 13; Mc 3.1 - 5; Lc 6. 6 - 10)

10. A cura do servo do centurião (Mt 8. 5 - 13; Lc 7.1 - 10)

11. Jesus ressuscita o filho de uma viúva (Lc 7.11 - 15)

12. A cura de um endemoninhado cego e mudo (Mt 12. 22; Lc 11.14)

13. Jesus acalma uma tempestade (Mt 8.18, 23 - 27; Mc 4. 35-41; Lc 8. 22 - 25)

14. A libertação de um endemoninhado gadareno (Mt 8. 28-34; Mc 5.1-20; Lc 8. 26 - 39)

15. A cura da mulher que tinha um fluxo de sangue (Mt 9. 20 - 22; Mc 5. 25-34; Lc 8. 43 - 48)

16. Jesus ressuscita a filha de Jairo (Mt 9.18,19,23-26; Mc 5. 22 - 24,35 - 43; Lc 8. 41, 42,49 - 56)

17. A cura de dois cegos (Mt 9. 27-31)

18. A libertação de um mudo (Mt 9. 32,33)

19. Jesus alimenta mais de 5 mil pessoas (Mt 14. 14 - 21; Mc 6. 34 - 44; Lc 9.12-17; Jo 6. 5-13)

20. Jesus anda sobre as águas (Mt 14. 24 - 33; Mc 6. 45 - 52; Jo 6.16 - 21)

21. Jesus expulsa o demônio da filha de uma mulher siro-fenícia (Mt 15. 21-28; Mc 7. 24 - 30)

22. A cura de um surdo-mudo em Decápolis (Mc 7. 31-37)

23. Jesus alimenta mais de 4 mil pessoas (Mt 15. 32 - 39; Mc 8.1-9)

24. A cura de um cego em Betsaida (Mc 8. 22 - 26)

25. A libertação de um garoto (Mt 17.14-18; Mc 9.14 - 29; Lc 9. 38 - 42)

26. Encontrando o dinheiro do tributo (Mt 17. 24 - 27)

27. A cura de um cego de nascença (Jo 9.1-7)

28. A cura de uma mulher em um sábado (Lc 13.10-17)

29. A cura de um hidrópico (Lc 14.1 - 6)

30. Jesus ressuscita Lázaro (Jo 11.17- 44)

31. A purificação dos 10 leprosos (Lc 17.11-19)

32. A cura do cego Bartímeu (Mt 20. 29-34; Mc 10. 46-52; Lc 18. 35 - 43)

33. Jesus amaldiçoa a figueira (Mt 21.18,19; Mc 11.12-14)

34. A restauração da orelha de Malco (Lc 22. 49-51; Jo 18.10)

35. A segunda pesca maravilhosa (Jo 21.1-11)

A imposição de mãos era um melo de se conferir alguma bênção, cura ou algum tipo de poder; inclusive poder espiritual (Atos 8: 17; I Tim. 4: 4).

A Medicina e a Religião. Todas as culturas antigas misturavam o natural com o sobrenatural, no tocante às curas, e a cultura egípcia não formava exceção. 

Os sacerdotes e os mágicos egípcios tinham a responsabilidade de curar os doentes, o que fazia parte da sua função. 

A conexão entre as enfermidades e os maus espíritos faz parte de uma antiga e honrada doutrina, não havendo razão para supor-se que isso não acontece. 

Apesar de supormos que usualmente as enfermidades têm uma causa orgânica, ou mesmo psicossomática, e não alguma causa espiritual, existem fortes evidências, nos estudos psíquicos modernos que provam que, efetivamente, algumas vezes os espíritos malignos causam enfermidades nas pessoas, de natureza tanto física quanto mental. 

Ver o artigo intitulado Possessão Demoníaca, quanto a algumas ilustrações modernas.
Cria-se que os maus espíritos eram capazes de causar todos os tipos de perturbações, incluindo desde as enfermidades físicas até os distúrbios mentais. 

No Novo Testamento. Temos ali intervenções divinas diretas: 

O nascimento virginal de Jesus, a estrela de Belém, o véu do templo estranhamente partido ao meio, a ressurreição especial dos mortos por ocasião da ressurreição de Jesus Cristo, sendo que esta última foi o grande milagre que deu origem ao cristianismo. 

Acrescente-se a isso os milagres de Jesus, de seus apóstolos e dos primeiros discípulos. 
Em termos gerais, isso nos fornece três classificações. 

Os milagres dos apóstolos e dos primeiros discípulos de Cristo foram realizados mediante a agência humana. No artigo sobre o Problema Sinóptico.

Os Milagres de Jesus, damos os milagres realizados por Cristo, após a lista de suas parábolas, com as devidas referências bíblicas. 

Em sua maioria, esses milagres consistiram em curas, embora também incluíssem milagres sobre a natureza, como a transformação da água em vinho, a tranquilização dos ventos e das ondas, a multiplicação de pães e peixes, o caminhar de Jesus sobre a superfície do lago e a figueira ressecada.

livro de Atos registra os milagres efetuados pelos apóstolos e por outros cristãos. 

Atos 5:1-11: a morte súbita de Ananias e Safira. 

Atos 12: 1-19: o livramento de Pedro do cárcere. Atos 6: 8: 

Os milagres não descritos realizados por Estêvão. 

Atos 8: 39: a miraculosa transferência de Filipe de Gaza para Azoto, Atos 9: 8,18: 

A súbita cegueira de Paulo e sua subseqüente recuperação. 

Atos 19: 12: os milagres da cura de Paulo, mediante o uso de lenços e aventais. 

Atos 20: 9-12: Êutico ressuscitado dos mortos. 

Atos 10: 45,46; 19:6: Línguas, o que penso não ser um fenômeno miraculoso. 

E também temos as predições de milagres que serão efetuados nos últimos dias, como os atos do anticristo: II Tes. 2 

Apo. 16: 14 e 19: 20.

Milagres falsos de falsos cristos ou de falsos discípulos de Cristo são mencionados em Mat. 24: 24. 

Nessa categoria cabem aqueles prodígios referidos em Atos 8: 9, os milagres efetuados através de artes mágicas.

CONCLUSÃO

Os milagres são chamados de poderes e sinais (ver Mar. 9: 39; Atos 2: 22, 19: 11; Êxo. 9:16; 15: 6). 

Também são chamados maravilhas (ver Êxo. 15: 11; Dan. 12: 6). 

Aparecem como o dedo de Deus, em Luc. 4: 18. 

Outras vezes, são meramente chamados obras (ver João 5: 36; 7: 21; 10: 25; 14: 11,12; 15: 24).
Os trechos de Efé. 4: 11 ss e I Cor. 12: 28 fornecem-nos uma lista: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, mestres, milagres, curas, socorros, governos, línguas, interpretação de línguas. 

Aprendemos ali que a origem desses ofícios e suas respectivas operações é divina.

A serviço do rei, Pr João Nunes Machado

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