sexta-feira, 31 de julho de 2015

Cristianismo de entretenimento!

TEXTO BASE ATOS 2: 42 - 47

INTRODUÇÃO 

TEMA: CRISTIANISMO DE ENTRETENIMENTO (DIVERTIMENTO)


42. E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.

43. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.

44. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.

45. E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister.

46. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,

47. Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

"O amor ao evangelho de Jesus não é uma futilidade ou um divertimento; é um sentimento profundo, de decisão e salvação sobre uma vida”. 

A igreja pode enfrentar a apatia e o materialismo satisfazendo o apetite das pessoas por entretenimento? 

Evidentemente, muitas pessoas das igrejas pensam assim, enquanto uma igreja após outra salta para o vagão dos cultos de entretenimento.

Uma tendência inquietante está levando muitas igrejas ortodoxas a se afastarem das prioridades bíblicas.

I. O que eles querem
Os templos das igrejas estão sendo construídos no estilo de teatros. 

Ao invés de no púlpito, a ênfase se concentra no palco. 

Alguns templos possuem grandes plataformas, que giram ou sobem e descem, com luzes coloridas e poderosas mesas de som.
Os pastores espirituais estão dando lugar aos especialistas em comunicação, aos consultores de programação, aos diretores de palco, aos peritos em efeitos especiais e aos coreógrafos.

O objetivo é dar ao auditório aquilo que eles desejam. Moldar o culto da igreja aos desejos dos frequentadores atrai muitas pessoas.



Como resultado disso, os pastores se tornam mais parecidos com políticos do que com verdadeiros pastores, mais preocupados em atrair as pessoas do que em guiar e edificar o rebanho que Deus lhes confiou Pormeio da santa palavra.

A congregação recebe um entretenimento profissional, em que a dramatização, os ritmos populares e, talvez, um sermão de sugestões sutis e de aceitação imediata constituem o culto de adoração. 

Mas a ênfase concentra-se no entretenimento e não na adoração.

II. A ideia fundamental
O que fundamenta esta tendência é a idéia de que a igreja tem de “vender” o evangelho aos incrédulos — a igreja compete por consumidores, no mesmo nível dos grandes produtos.

Mais e mais igrejas estão dependendo de técnicas de vendas para se oferecerem ao mundo.

Essa filosofia resulta de péssima teologia. Presume que, se você colocar o evangelho na embalagem correta, as pessoas serão salvas. 

Essa maneira de lidar com o evangelho se fundamenta na teologia arminiana. 

Vê a conversão como nada mais do que um ato da vontade humana. 

Seu objetivo é uma decisão instantânea, ao invés de uma mudança radical do coração.

Além disso, toda esta corrupção do evangelho, nos moldes da Avenida Madison, presume que os cultos da igreja têm o objetivo primário de recrutar os incrédulos. 

Algumas igrejas abandonaram a adoração no sentido bíblico.
Outras relegaram a pregação convencional aos cultos de grupos pequenos em uma noite da semana. Mas isso se afasta do principal ensino de Hebreus 10. 24-25: 

“Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos”.

III. O verdadeiro padrão
Atos 2. 42 nos mostra o padrão que a igreja primitiva seguia, quando os crentes se reuniam: 

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”.

Devemos observar que as prioridades da igreja eram adorar a Deus e edificar os irmãos. 

A igreja se reunia para adoração e edificação — e se espalhava para evangelizar o mundo.

Nosso Senhor comissionou seus discípulos a evangelizar, utilizando as seguintes palavras: 

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). 

Ele deixou claro que sua igreja não tem de ficar esperando (ou convidando) o mundo para vir às suas reuniões, e sim que ela tem de ir ao mundo.

Essa é uma responsabilidade de todo crente. Receio que uma abordagem cuja ênfase se concentra em uma apresentação agradável do evangelho, no templo da igreja, absolve muitos crentes de sua obrigação pessoal de ser luz no mundo (Mateus 5.16).

IV. Estilo de vida
A sociedade está repleta de pessoas que querem o que querem quando o querem. 

Elas vivem em seu próprio estilo de vida, recreação e entretenimento. 

Quando as igrejas apelam a esses desejos egoístas, elas simplesmente põem lenha nesse fogo e ocultam a verdadeira piedade.

Algumas dessas igrejas estão crescendo em expoentes elevados, enquanto outras que não utilizam o entretenimento estão lutando. 

Muitos líderes de igrejas desejam crescimento numérico em suas igrejas, por isso, estão abraçando a filosofia de “entretenimento em primeiro lugar”.

Considere o que esta filosofia causa à própria mensagem do evangelho. 

Alguns afirmam que, se os princípios bíblicos são apresentados, não devemos nos preocupar com os meios pelos quais eles são apresentados. Isto é ilógico.

Por que não realizarmos um verdadeiro show de entretenimento? 

Um atirador de facas tatuado fazendo malabarismo com serras de aço se apresentaria, enquanto alguém gritaria versículos bíblicos. 

Isso atrairia uma multidão, você não acha?

É um cenário bizarro, mas é um cenário que ilustra como os meios podem baratear e corromper a mensagem.

V. Tornando vulgar
Infelizmente, este cenário não é muito diferente do que algumas igrejas estão fazendo. 

Roqueiros punk, ventríloquos, palhaços e artistas famosos têm ocupado o lugar do pregador — e estão degradando o evangelho.

Creio que podemos ser inovadores e criativos na maneira como apresentamos o evangelho, mas temos de ser cuidadosos em harmonizar nossos métodos com a profunda verdade espiritual que procuramos transmitir. 

É muito fácil vulgarizarmos a mensagem sagrada.
Não se apresse em abraçar as tendências das super-igrejas de alta tecnologia. 

E não zombe da adoração e da pregação convencionais. 
Não precisamos de abordagens astuciosas para que tenhamos pessoas salvas (1 Coríntios 1. 21).

Precisamos tão-somente retornar à pregação da verdade e plantar a semente. 

Se formos fiéis nisso, o solo que Deus preparou frutificará.

Cremos que em tudo temos que nos posicionar com temperança em relação a métodos de evangelismo, ensino da Palavra, discipulado, culto e serviço ao Senhor; cientes de que tal dom provém do Espírito Santo, e também devemos ser imparciais 

( não defendendo interesses pessoais ) em qualquer exposição de idéia, pensamento, filosofia, teologia neste aspecto, pois cremos que tudo deve ser realizado e dirigido em conformidade com a Palavra de Deus. 

VI. Conforme disse o apóstolo Paulo em Filipenses 1:

15 - Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade;

16 - Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões.

17 - Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho.

18 - Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda.

19 - Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo,
Em Gálatas 6:

15 - Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.

16 - E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus.

E conforme Lucas registrou em:
Atos 2:

46 - E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,

Atos 5:
42 - E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.

CONCLUSÃO

A igreja e o mundo são essencialmente diferentes
A igreja é chamada do mundo, está no mundo, mas não é mundo, antes chama do mundo aqueles que devem pertencer à família de Deus;
A igreja só é relevante quando é totalmente diferente do mundo. 

A amizade da igreja com o mundo é uma desastre (Tg 4. 4; 1 Jo 2. 15-17; Rm 12. 2).

Quando a igreja tenta imitar o mundo para atrair o mundo, ela perde sua capacidade transformadora.

A igreja exerce um papel restringidor na corrupção do mundo
A igreja é o sal da terra:

Coíbe a decomposição;

Preserva da corrupção;

Dá sabor;

Provoca sede;

Sem a presença da igreja o mundo tornar-se-ia um ambiente insuportável para se viver. 

A igreja é o grande freio moral do mundo.

Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, Pr João Nunes Machado

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