sábado, 27 de maio de 2017

O EU DESCONHECIDO EM NÓS!

O DESCONHECIDO EM NÓS SL 139: 1 - 24

1° SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.

2° Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.

3° Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.

4ª Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces.

5ª Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.

6° Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.

7ª Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?

8ª Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.

9ª Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,

10ª Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

11ª Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim.




12ª Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;

13ª Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.

14ª Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.

15ª Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.

16ª Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.

17ª E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!

18ª Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.

19º Ó Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue.

20ª Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.

21º Não odeio eu, ó SENHOR, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?

22º Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.

23ª Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.

24º E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.

Para meditar ...


VALE A PENA

Vale a pena a tentativa e não o receio...

Vale a pena confiar e nunca ter medo...

Vale a pena encarar e não fugir da realidade...

Ainda que eu fracasse, vale a pena lutar...

Vale a pena discordar do melhor amigo e não apoiá-lo em suas atitudes erradas...

Vale a pena corrigi-lo...

Vale a pena encarar-me no espelho e ver se estou certo ou errado...
Vale a pena procurar ser o melhor...

Vale a pena perseverar, porque desta forma sua meta é alcançada
Vale a pena ter fé em Deus, porque Ele é nosso Deus e jamais nos abandona!!!

Enfim, vale a pena viver a vida, com Jesus e da melhor maneira possível

O Desconhecido em Nós

No mundo das relações humanas, a base fundamental é conhecer-se e, conhecendo, estabelecer relacionamentos verdadeiros. 

Muitas vezes, prevalece o medo de entrar em nosso interior e tomar posse do que realmente somos e cremos, sem criar máscaras de proteção, que escondem nossa verdadeira imagem. 

A busca de conhecimento do outro, passa necessariamente pelo conhecimento de nós mesmos. 

O desconhecido em nós, faz com que não tenhamos a força suficiente para ir ao encontro do outro, como somos. Tomar posse do meu eu, para possuir o eu do outro.

Anselm Grün, monge escritor alemão afirma: 

“Quanto mais o medo me leva a evitar um olhar para o meu interior, mais forte torna-se o medo do desconhecido em mim. 

Jesus fala desse medo do desconhecido quando dirige suas palavras aos doze que escolhera: 

“Não tenhais medo deles, porque não há nada encoberto que não venha a ser revelado, nem escondido que não venha a ser conhecido.

Dizei à luz do dia o que vos digo na escuridão e proclamai de cima dos telhados o que vos digo ao pé do ouvido””(MT 10: 26). 

Certamente, Jesus estava falando aos seus colaboradores em circunstências bem diferentes à nossa, porém, penso que essas palavras podem ser referidas ao medo que existe em nós.

A capacidade de parar e encarar o positivo e o negativo que existe em nós, muitas vezes é abafada pelo medo de nos surpreender com uma explosão do que realmente somos. 

O medo é fruto de uma atitude muito pessimista em relação a nós mesmos. 

Na medida em que revelamos, a nós, o nosso interior e assumimos a realidade pessoal do jeito que ela é, passamos a viver uma liberdade jamais vivida.

Não temos nada a esconder e muito menos a guardar sob sete chaves.

A transparência é o espelho da alma que acredita ser o que ela é para conhecer e amar o outro como ele é. 

Vivemos tão pouco, porque não estabelecer relacionamentos sinceros e verdadeiros sem medo de nós e do outro? 

Na medida que amo em mim, a riqueza e a pobreza com que Deus me fez, serei capaz de amar a riqueza e a pobreza do outro.

“Para Deus nada fica no escuro. Já o Salmo 139: assim se expressa: “ Se eu disser: 

As trevas, ao meos, vão me envolver e a luz, à minha volta, se fará noite, nem sequer as trevas são bastante escuras para ti, e a noite é tão clara como o dia, tanto faz a luz como as trevas. Pois tu plasmaste meus rins, tu me tecestes no seio de minha mãe. 

Graças te dou pela maneira espantosa como fui feito tão maravilhosamente”(Sl 139: 11=14). 

A escuridão não é o lugar do afastamento de Deus, mas de sua especial proximidade. 

Lá ele fala ao meu coração e ilumina tudo em mim com a luz de seu amor. Ele sabe o que existe dentro de mim. 

Ele o desvenda para mim. Por isso não preciso mais encobri-lo de mim nem dos outros. Tudo o que há em mim é perpassado pela luz de Jesus.

O próprio Jesus desceu para esta escuridão a fim de iluminá-la com sua luz”.(Anselm Gün).

No caminho da realização pessoal, o passo fundamental para ser feliz está no abandono do medo de nós mesmos, para mergulhar no nosso interior conhecendo o mais profundo de nossos sentimentos e emoções, iluminados pela luz de Jesus. 

Assim seremos capazes de mergulhar no conhecimento dos outros e estabelecer relacionamentos verdadeiros, sem preconceitos ou julgamentos indevidos. 

Nossa convivência em casa, no trabalho, no lazer, na comunidade será agradavelmente prazerosa, quando amarmos o que conhecemos em nós, para poder amar o que conhecemos no outro.
Dom

Anuar Batisti Arcebispo Metropolitano de Maringa-PR
Um Forte Abraço! Nos laços do Calvário que nos une......A serviço do Rei, PR João Nunes Machado

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