sábado, 4 de maio de 2013

jeú, neto de ninsi


TEXTO BAE 2° RS 9: 14, 30=37

INTRODUÇÃO 

TEMA: JEÚ, O NETO DE NINSI

Jeú era filho de um homem chamado Jeosafá (homônimo de um dos reis de Judá) e neto de Ninsí.

Ele foi o 11º rei de Israel se contarmos a partir de Is-Bosete, o filho de Saul, e o décimo se contarmos a partir de Jeroboão I.

Jeú reinou sobre o Reino do Norte entre os anos de 904 a 877 a.C., ou seja, por 28 anos.

Ele era um dos generais do exército de Israel e não descendia da nobreza. Em hebraico, o termo “Jeú” significa “Deus é Ele” (2° Reis 9: 14).




Pouco antes da morte do rei Acabe, de Israel, Deus ordenara que o profeta Elias ungisse três homens, da seguinte forma:

1° Eliseu, para ser o sucessor do próprio Elias.

2° Hazael, para ser rei da Síria.

3ª Jeú, para ser rei de Israel.

Elias cumpriu as duas primeiras determinações de Deus.

Porém, não conseguiu cumprir a terceira.

Desta forma, Jeú só veio a ser ungido rei de Israel posteriormente, pelo profeta Eliseu, o substituto de Elias (1°Reis 19: 15,16).

A unção de Jeú não ocorreu durante o ministério de Elias por que ainda não havia chegado o momento em que Jeú seria o rei de Israel.

Quando Acabe morreu, foi seu filho Acazias quem assumiu o trono do Reino do Norte.

Quando Acazias morreu, foi Jorão, seu irmão mais moço e outro filho de Acabe, quem assumiu o trono israelita.

E, finalmente, foi o próprio Jeú quem exterminou a família e a descendência de Acabe para, ao final, assumir o trono de Israel (1° Reis 21=27-29).

Quando Jeú resolveu por em prática o seu plano de exterminar a família de Acabe, Israel estava em guerra com a Síria, e o exército israelita estava acampado na região de Ramote-Gileade, sob o comando do próprio Jeú.

Enquanto isso, Jorão, o rei de Israel na época, encontrava-se em Jeezreel, recuperando-se dos ferimentos recebidos na batalha contra os sírios, em Ramá.

Após sua recuperação, Jorão se dirigiu ao campo de batalha em Ramote-Gileade, onde encontrou o general Jeú.

Nesse encontro, Jorão percebeu que Jeú pretendia matá-lo, e empreendeu fuga.

Porém, foi perseguido por Jeú, que o alcançou e o matou ao atirar-lhe uma flecha que o acertou no coração.

Assim, Jorão morreu e foi enterrado no “Campo de Nebate” (2° Reis 6: 32 / 8: 28 / 9: 14=26).

Depois de matar Jorão, Jeú dirigiu-se para Jeezreel.

Ali, foi ao palácio real, e encontrou Jezabel, mãe de Jorão e viúva de Acabe.

Ao ver Jeú, Jezabel sarcasticamente perguntou-lhe: “Foi tudo bem com Zinrí, o assassino de seu senhor?”.

No entanto, Jeú não deu importância ao sarcasmo de Jezabel e mandou que seus soldados a atirassem à rua, pela janela.

Ela morreu na queda. Ainda não satisfeito com isso, Jeú desceu as escadas até o jardim, montou em seu cavalo e pisoteou o corpo de Jezabel, salpicando de sangue as paredes do palácio.

Depois, entrou novamente no palácio e foi comer e beber tranqüilamente, enquanto na rua alguns cães famintos estraçalhavam o corpo de Jezabel.

Essa morte terrível que teria a rainha Jezabel havia sido predita por Elias (1° Reis 16: 8=20 / 21: 23 / 2° Reis 9: 30=37).

Jeú deu prosseguimento ao extermínio de toda a família e descendência de Acabe, não deixando vivos nem mesmo os filhos de Atalia (filha de Acabe e Jezabel), que era a esposa de Jeorão, rei de Judá ou do Reino do Sul (2° Reis 10:1=17).

Depois de exterminar toda a descendência de Acabe, Jeú passou a exterminar os adoradores do falso deus Baal.

Para isso, ele arquitetou um plano:

Convocou todos os adoradores de Baal a se reunirem em Samaria, sob o pretexto de prestarem um culto de adoração ao deus pagão.

Depois de reunir os adoradores de Baal no templo do falso deus, Jeú mandou verificar se no meio daquela multidão havia algum adorador do Deus de Israel.

Depois de confirmar que aquela multidão era composta apenas de adoradores de Baal, Jeú mandou que os seus soldados matassem a todos.

Assim, não restou nenhum adorador de Baal em Israel, na época.

Como se não bastasse, Jeú mandou derrubar e destruir o ídolo de Baal e todos os objetos de adoração desse deus pagão (2° Reis 10: 18=28 / 17: 16 / 2° Crônicas 28: 2 / Jeremias 32: 29).

Por outro lado, mesmo depois de haver destruído tudo que lembrasse a adoração ao deus Baal, Jeú permitiu que continuasse a adoração ao bezerro de ouro.

Assim, o Reino do Norte permaneceu na idolatria durante todo o reinado de Jeú.

Enquanto reinou, Jeú esteve em constante guerra com Hazael, o rei da Síria, que gradativamente foi conquistando o território israelita, até apossar-se integralmente das terras de uma das margens do rio Jordão.

Nessa época, a Assíria começava a expandir o seu império, ameaçando todo o mundo habitado, inclusive a Síria (2° Reis 10: 32,33; Amós 1: 3,4).

Com a morte de Jeú, seu filho Jeocaz foi coroado rei de Israel e reinou por 17 anos em Samaria (2° Reis 13: 1).

É interessante observar que a Bíblia Sagrada faz menção a cinco pessoas com o nome de Jeú, a saber:

I°  Jeú, rei de Israel, filho de Jeosafá e neto de Ninsí, que havia sido general do exército Israelita antes de torna-se rei (1° Reis 9: 14).

II° Jeú, filho de Josíbias, da tribo de Simeão.

Durante o reinado de Ezequias em Judá, Jeú liderava uma das famílias simeonitas que combateram e venceram os camitas e os meunins que moravam na região de Gedor.

Depois de expulsar os moradores da terra, Jeú e seu povo ocuparam as terras conquistadas, passando a criar ali o s seus rebanhos (1° Crônicas 4: 24,35, 38= 41).

III° Jeú, filho de Obede, da família de Jerameel.

Jeú descendia de Hesrom, filho de Perez, a quem Tamar havia dado à luz em Judá.

A linhagem desse Jeú passa por um ex-escravo egípcio chamado Jara, que foi genro de Sesã, filho de Jerameel.

Isso aconteceu por que Sesã não tinha filhos varões e havia dado a sua filha em casamento a Jara.

Assim, Jara e a filha de Sesã tiveram um filho a quem chamaram de Atai, que também foi antepassado de Jeú (1° Crônicas 2: 3=5, 25, 34=38).

IV° Jeú, um benjamita que morava na cidade de Anatote e que se uniu ao exército de Davi, quando este era general mercenário e fugia da fúria do rei Saul, de Israel.

Jeú era um guerreiro ambidestro muito corajoso, que foi de grande utilidade nas batalhas empreendidas por Davi (1° Crônicas 12: 1-3).

V° Jeú, profeta, filho de Hanani, que predisse a destruição da descendência de Baasa, rei de Israel.

Esse mesmo profeta, 33 anos depois, repreendeu Jeosafá, rei de Judá, pela sua amizade com o rei Acabe, e por ter feito uma aliança com ele (1° Reis 16: 1= 12 / 2° Crônicas 19: 1=3 / 20: 34).

Rev. Dr. Venâncio Josiel dos Santos (Ph.D, DD, Th.D) - Doutor em Teologia, Divindade e Filosofia da Religião. OTEB nº 15 – OTEB nº 1.516
A ser-vice do rei Pr. João Nunes Machado

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