sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

as promessas da paz interior

TEXTO BASE JO 14: 25 - 31

INTRODUÇÃO 

TEMA: AS PROMESSAS DA PAZ INTERIOR 

25. Tenho-vos dito isto, estando convosco.

26. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

27. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.

28. Ouvistes que eu vos disse: Vou, e venho para vós. Se me amásseis, certamente exultaríeis porque eu disse: Vou para o Pai; porque meu Pai é maior do que eu.

29. Eu vo-lo disse agora antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30. Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;

31. Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai, e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.

O mundo não sabe o que é ter paz, por isso, uma das definições mais contundente, da perspectiva humana, do que seja paz, é a que a conceitua como “o intervalo entre duas guerras”. 

É possível o cristão desfrutar de paz num mundo tão conturbado? No estudo desta semana faremos a distinção entre paz com Deus e a paz de Deus. 

Em seguida, refletiremos a respeito da paz prometida por Jesus aos seus seguidores, correlacionando-a a paz enquanto fruto do Espírito. 

I. PAZ COM DEUS E DE DEUS: SL 72: 3


“Os montes trarão paz ao povo, e os outeiros, justiça.”

A palavra, paz, em hebraico, é “shalom”, e essa é, certamente, um dos vocábulos mais significativos do Antigo Testamento.

 Em sua etimologia, e dependendo do contexto, tem o sentido abrangente, destacamos, entre eles: o de prosperidade, bem-estar, saúde, satisfação e segurança (I Sm. 25. 6, Nm. 6. 24-26; Jr. 6.14; 8.11; Sl. 72. 3; 38. 3; Is. 48. 22; I Rs. 4. 25). 

A palavra paz, no contexto judaico, remetia, também, à paz com Deus (Sl. 85.5; Is. 26.3). 
Deus fala, em Nm. 25.12, Is. 54.10 e Ez. 34. 25; 37. 26, a respeito do seu concerto de Paz com Israel. A fonte de toda paz é o Senhor (I Rs. 2. 33; Mq. 5. 5) e essa paz resulta da restauração da justiça divina (Is. 32.17; 48.18; 53. 6; 60.17). 

Antecipando à volta de Cristo, Isaias profetiza a vinda daquele que seria o “Príncipe da Paz” (Is. 9. 6). 

No Novo Testamento, a palavra grega, para paz, é “eirene”, e, desde o Seu nascimento, Jesus é a nossa paz (Lc. 2.14). 

Paulo faz a necessária distinção entre a paz “com” Deus, da paz “de” Paz.

A primeira decorre da justificação, uma vez que o ser humano, sem Cristo, vive em inimizada contra Deus (Ef. 2.15). 

Essa paz tem a ver com o ministério da reconciliação (Rm. 5.1-2; II co. 5.18-20; Ef, 2.13-17). 

A paz de Deus nos é proporcionada pelo Espírito (Gl. 5. 22), em cumprimento à promessa de Cristo (Jo. 14. 26,27). 

Paulo se refere à essa paz, em Cl. 3.15 e Fp. 4.7, como um alvo a ser perseguido pelos cristãos. 

II. A PAZ PROMETIDA POR JESUS: I Tm. 6. 6
“A busca desenfreada por riquezas faz com que os seres humanos jamais se satisfaçam, querendo sempre mais, nunca desfrutam do contentamento que produz a paz”

Em Jo. 14. 25-31, Jesus promete, aos seus discípulos, uma paz que o mundo não conhece. 

Diz assim o Senhor no versículo 27: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. 

As palavras de Jesus, nessa passagem, são em tom de despedida. Seus seguidores sabem que aqueles serão seus últimos momentos entre eles na terra. 

O Mestre percebe o sentimento de insegurança e desolação na face daqueles com quem andou nos últimos anos. 

Em resposta ao temor da solidão, o Senhor promete não os deixar sozinhos, antes enviar um Consolador para que estejam sempre com eles. 

A paz de Jesus, nesse sentido, é a própria presença do Seu Espírito em nós. 

O mundo não conhece essa paz, por isso, aqueles que seguem seus princípios, fiam sua fé no dinheiro, na autoconfiança e/ou no poder. 

Os homens desejam obter a paz, mas, infelizmente, esses meios os distraem daquele que é, verdadeiramente, o príncipe da paz. 

A busca desenfreada por riquezas faz com que os seres humanos jamais se satisfaçam, querendo sempre mais, nunca desfrutam do contentamento que produz a paz (I Tm. 6. 6). 

A autoconfiança também gera frustração, pois, destarte todo o avanço tecnológico, o pecado continua destituindo o homem de Deus, e da sua paz (Rm. 6. 23). 

A ânsia agonizante pelo poder é sinal de alguém que quer está no controle, mas toda a autoridade só pertence a Jesus (Mt. 28.18; Jo. 19.10,11). 

III. A PAZ COMO FRUTO DO ESPÍRITO: Gl 5: 22
Ao invés de buscarmos as distrações do poder, da autoconfiança e do dinheiro, que nos direcionam às obras da carne, busquemos, antes, andar no Espírito. 

Em Gl. 5. 22, uma das virtudes do fruto do Espírito, é a paz. 

Essa paz é uma produção espiritual, não é um dom, portanto, é resultado de um andar contínuo do cristão com o Espírito. 

Este está disposto o coração dos homens da paz que excede a todo o entendimento. 
É necessário, no entanto, que valorizemos o que é do Espírito.

A menos que coloquemos nossa confiança em Deus, estaremos fadados a conhecer somente a “paz” do mundo. 

Viver essa paz é um contra-senso para o mundo moderno que valoriza apenas o que é visível. 

A paz do Espírito não se abate perante as circunstâncias, não se deixa levar pelas vicissitudes da vida. 

Jesus antecipou que no mundo nos teríamos aflições, mas que tivéssemos bom ânimo e que dependêssemos da Sua paz (Jo. 16. 33). 

As tentações para construirmos a paz por caminhos meramente humanos estarão sempre à porta. 

O desafio, para todos os que seguem a Cristo, é viver a partir dos princípios do Seu reino, cultivando o fruto do Espírito.

 Andando nEle, e com Ele, nada há a temer, nada nos tirará do amor de Cristo, nem mesmo a morte (Rm. 8. 31-37). 

CONCLUSÃO
O mundo não tem paz porque desconhece a Jesus, o Príncipe da paz. Há uma procura incessante de paz, por todos os lados, e de todas as formas. 

Somente podem desfrutar da paz de Cristo aqueles que estão sob a direção do Espírito Santo. 

Andando com Ele, nada nos tira do centro, descansamos na certeza de que o Senhor está sempre no controle total de nossas vidas. 

A “shalom” de Deus nos mantém seguros, independente das circunstâncias, podemos descansar nos braços dAquele que tem todo o universo em Suas mãos. 

A serviço do Rei, Pr João Nunes Machado

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