terça-feira, 2 de junho de 2015

A história do Movimento Pentecostal

A HISTÓRIA DO MOVIMENTO PENTECOSTAL

No Dia de Pentecostes (33 d.C.), quando o Espírito Santo veio sobre os discípulos, dez dias após Jesus ter subido aos céus, eles começaram a demonstrar manifestações miraculosas, incluindo línguas estranhas, discernimento de espíritos, profecias e dons de curar. 

O evento se repetiu em Samaria, Damasco, Cesaréia e Éfeso (At 2.1-13; 8.14-17; 9.17,18; 10.44-46; 19.1-7). 
Imediatamente depois do Dia de Pentecostes, os discípulos começaram a espalhar o evangelho por todo o mundo conhecido. Portanto, o Pentecostes foi o prelúdio, o início de outros Pentecostes que a história registra.

Por volta de 96 d. C., Clemente, bispo de Roma, e Inácio, bispo de Antioquia, documentaram a continuidade da operação dos dons proféticos. 

No segundo século temos os registros e testemunhos de Justino, o Mártir (100-165); Ireneu de Lyon (França) (115 - 202); Hipólito de Roma (160 - 235); montanismo na Frígia (150); Teófilo de Antioquia (181) e Tertuliano (160-220). 


Entre as manifestações espirituais registradas, estão: profecias, revelações, discernimento de espíritos, libertação de endemoninhados, línguas estranhas, curas, milagres, ressurreição de mortos e outros dons espirituais.

Do terceiro século até ao início do século 20, há centenas de registros e testemunhos de manifestações espirituais vivenciados por crentes em diferentes partes do mundo. 
Pesquisadores renomados estimam que, em 1900, chegava a 981.400 pessoas o total mundial de pentecostais, carismáticos e neocarismáticos.  

O século 20 inicia com o testemunho do batismo no Espírito Santo da evangelista da Santidade, Agnes Ozman, em 1º de janeiro de 1901, aluna do pastor metodista, Charles Fox Parham, em Topeka, Kansas, EUA. 

O avivamento pentecostal cresce por todas as partes dos Estados Unidos, tendo o seu ponto alto o despertamento da Rua Azusa 312, em Los Angeles, Califórnia, com o pastor William Joseph Seymour. 

O que ocorre em outras partes do mundo como na Suécia, Noruega, Finlândia, Índia, Coréia do Sul, País de Gales, Inglaterra, Suíça, Canadá, China, Egito, Chile, México, Congo, Argentina, Peru, Bulgária, Guatemala, Porto Rico, Rússia e Ucrânia.

No Brasil, o pastor batista Paulo Malaquias recebeu o batismo no Espírito Santo em 1908, Ramada, Ijuí, Rio Grande do Sul, e o pastor leto-batista Pedro Graudin teve a mesma experiência em 1909, em Guaramirim (Bananal), Santa Catarina (Brasil); Neste mesmo ano, Karlis Andermanis, pastor da Igreja leto-batista de Rio Novo (Santa Catarina), recebeu o batismo no Espírito Santo com o falar em línguas estranhas. 

Com a chegada do ítalo-americano Luigi Francescon ao Brasil, houve batismos no Espírito Santo em Santo Antonio da Platina (PR), em 20 de abril de 1910, e em São Paulo, em 20 de junho de 1910, dando origem à Congregação Cristã do Brasil.

Em 10 de junho de 1911, a crente batista, Celina Albuquerque, recebeu o batismo no Espírito Santo, na cidade de Belém do Pará, em confirmação à pregação pentecostal de Gunnar Vingren e Daniel Berg, dando início à Missão da Fé Apostólica, posteriormente, Assembleia de Deus. 

Nas décadas de 40 e 50 são iniciados os movimentos de renovação espiritual entre os batistas tradicionais brasileiros, dando origem à Convenção Batista Nacional na década de 60. 
Nos anos 50 começam as cruzadas de milagres e curas em tendas que deram origem à Igreja Quadrangular do Brasil e a outras denominações pentecostais. 

Nas décadas de 60 e 70 irrompeu o avivamento pentecostal entre presbiterianos e metodistas que deu origem a dois destacados movimentos, a Igreja Presbiteriana Renovada e os Metodistas Wesleianos.

Em todo o mundo, no ano 2000, os crentes pentecostais, carismáticos e neocarismáticos chegavam a 523.767.390 pessoas.  No Brasil, segundo o Censo do IBGE do ano 2000, os pentecostais totalizavam 17.617.307, ou 67,2% dos 26.184.941 evangélicos brasileiros.

Fonte:

Dicionário do Movimento Pentecostal, Isael de Araujo, Rio de Janeiro, CPAD, 2007: verbetes “Cronologia do Pentecostalismo Mundial”, pp. 231-243 e “Cronologia do Pentecostalismo no Brasil, pp. 243-247.

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