segunda-feira, 8 de junho de 2015

a necessidade de ordem no culto

TEXTO BASE I CO 14: 26 - 40

INTRODUÇÃO

TEMA: A NECESSIDADE DE ORDEM NO CULTO 

26. Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.

27. E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.

28. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.

29. E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.

30. Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.

31. Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.

32. E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

33. Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.

34. As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei.

35. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja.

36. Porventura saiu dentre vós a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós?

37. Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.

38. Mas, se alguém ignora isto, que ignore.

39. Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar, e não proibais falar línguas

40. Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.

Os elementos do culto são os meios usados pelo adorador para expressar o culto. 

São as "formas e funções por meio das quais a recepção e a ação litúrgica se efetivam e, mediante sua coopera­ção orgânica, suscitam e expressam o evento cultuai" (0. Haendier). *

Os principais elementos de culto são: a Bíblia, a oração, a música, os sacra­mentos e as ofertas.

0 Catecismo de Heideiberg, redigido por Zacarias Ursino e Gaspar Oliviano, publicado em 1563 e usado pelas Igre­jas Reformadas, diz que o cristão deve "freqüentar assiduamente à Igreja, para ouvir e aprender a Palavra de Deus, par­ticipar dos Sacramentos, invocar publi­camente ao Senhor e contribuir para as necessidades".

Reflitamos, portanto, sobre os ele­mentos do culto e a sua utilização hoje.

I. A bíblia sagrada:
A Bíblia é a Palavra de Deus. Ela é o elemento mais importante do culto cris­tão, pois "todo ato cristão de adoração é sustido pela Palavra de Deus. 
“Sem ela o culto esvaziar-se-ia de sua substância e perderia o traço que o separa de um cul­to não cristão" (J.V. Allmen). 



As verda­des bíblicas devem modelar o ato de culto, bem como as idéias e o compor­tamento do adorador (1 Sm 15. 22-23; Mt 15. 9).
A Bíblia aparece no culto sob diver­sas formas. As principais são a leitura (individual, conjunta e alternada), a pre­gação, 
0 canto (congregacional, coral, conjuntos e solos) e as saudações e bên­çãos pastorais (1 Tm 4.13; 1 Ts 5. 27; Ap 1. 3; 1 Co 11. 23-29; Lc 4.16 - 30; 2 Co 13. 13).

II. A oração
Orar é cumprir uma ordem do Se­nhor (Lc 18. 1 e 1 Ts 5.17). 
A oração é indispensável ao cristão, que deve praticá-la individualmente e coletivamen­te (Mt 6.5-8 e At 12. 12). 
A oração é "o privilégio supremo dos cristãos, conce­dido por Deus ao elevá-los à categoria de filhos. 
A oração só é possível dentro da família de Deus: é o exercer os direi­tos de filhos no contexto dessa família (Rm 8.15 e Gl 4. 6). 

Os filhos são herdei­ros, participantes responsáveis, por con­seguinte, de toda a economia da famí­lia. Na família do Pai os filhos têm o di­reito de tomar a palavra. 
A oração é, portanto, a autorização que Deus dá a que os filhos digam o que têm a dizer com referência aos assuntos que a eles dizem respeito" (citado por V. Allmen).

A Bíblia nos ensina que a oração faz parte do culto particular e público. 
As ora­ções nas reuniões da Igreja, devem ser uma constante hoje, como foi no passa­do (At 1. 14; 4. 24; 12. 5; 21.5; Lc 1.10; Mt 18. 19). 

As mesmas devem ser dirigidas a Deus (Mt 4.10), por meio e em nome de Jesus Cristo (Ef 2.18; Hb 10.19), acompanhadas de humildade e ação de graças (Gn 18. 27; Fp 4. 6; Cl 4. 2). 
Podem ser feitas em silêncio e audivelmente, nas posturas diversas (Mc 11. 25; At 20. 36; Mt 26. 39).

III. A música
A música também se destaca como um elemento indispensável ao culto. 
A Igreja sempre usou hinos e cânticos na expressão do seu culto (Rm 15. 9; 1 Co 14. 15; Ef 5. 19; Cl 3.16; Tg 5.13; Ap 5. 9; 14.3; Mt 26. 30).

O professor Bill Ichter, autoridade em música, descreve algumas característi­cas da música que devem ser usada na Igreja:

1. Quanto à Expressão. Deve expressar uma verdade bíblica.

2. Quanto à Doutrina. Deve expressar doutrinas corretas.

3. Quanto à Devoção. Deve ser caracteristicamente devocional.

4. Quanto à Forma. Deve possuir boa forma literária.

5. Quanto ao Estilo. Deve ter um bom estilo musical.

6. Quanto à Ocasião. Deve ser apropriada à ocasião em que estiver sendo usada.

7. Quanto ao Uso. Deve ser adaptada ao uso da con­gregação.

8. Quanto ao Alcance. Deve ser apropriada e ao alcance da capacidade dos cantores.

O apóstolo Paulo nos revela que mú­sica na Igreja deve ser "salmos, hinos e cânticos espirituais", entoados para o louvor a Deus e a edificação mútua dos irmãos (Cl 3.16).

Cuidado, não é qualquer música que deve ser utilizada pela Igreja, principal­mente no ato de culto.

IV. Os sacramentos
"Os sacramentos são santos sinais e selos do pacto da Graça, imediatamente instituídos por Deus, 

para representar Cristo e os seus benefícios e confirmar o nosso interesse nele, bem como para fa­zer uma diferença visível entre os que pertencem à Igreja e o resto do mundo, e solenemente obrigá-los ao serviço de Deus em Cristo, segundo a sua palavra" (C. Fé, cap. XXVII, 

1. Esta definição nos mostra que o sacramento é "um sinal externo de uma graça interna".
Há somente dois sacramentos insti­tuídos por Jesus: o batismo e a Santa Ceia (Mt 28. 19 e 26. 26-30). 
Ambos de­vem ser celebrados publicamente admi­nistrados somente pelos pastores orde­nados (Hb 5. 4).

V. Ofertório
O ato de ofertar ou dizimar faz parte do culto. O ofertar sempre foi um elemento inte­grante da adoração a Deus e uma ex­pressão de fidelidade (Dt 12. 4-7; Ml 3.10; Mc 12. 41- 44; 2 Cr 8.12 - 18; Hb 13. 16).

“Ninguém se iluda: o reino de Deus não se edifica com dinheiro, mas com pessoas”. 
Após o novo nascimento, con­tudo, não devemos deixar de dar o dízimo, pois esta é uma questão de obediência, consciência e compromisso com a obra de Deus. 2 Co 9. 5,10 
Em suma, ofertar é cultuar e cultuar é ofertar.

CONCLUSÃO
Algumas comunidades estão acres­centando, inovando, introduzindo coisas como expressão corporal, palmas, unções, exorcismo no culto, justificando- as como bíblicas. 

Tais práticas perten­ceram a um culto primitivo, onde a vista e a emoção eram prioridades, como ocor­re nos cultos pagãos. 

O culto neo-testamentário lança por terra tudo isto, exi­gindo do adorador coração reto e contrito (SI 51.16,17; Os 6. 6) e amor integral (Mc 12. 30; Jo 4.19 - 24).

A servi;co do Rei, Pr João Nunes machado

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