sábado, 13 de fevereiro de 2016

A PARÁBOLA DO TRABALHADORES E DAS HORAS DO TRABALHO!

TEXTO BASE MATEUS 20: 1=16

INTRODUÇÃO

TEMA: OS TRABALHADORES NA VINHA


A parábola dos trabalhadores e das diversas horas do trabalho 

1ª Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que saiu de madrugada a contratar trabalhadores para a sua vinha.

2° Ajustou com os trabalhadores o salário de um denário por dia, e mandou-os para a sua vinha.

3° Cerca da hora terceira saiu, e viu que estavam outros, ociosos, na praça,

4° e disse-lhes: Ide também vós para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.

5° Outra vez saiu, cerca da hora sexta e da nona, e fez o mesmo.

6° Igualmente, cerca da hora undécima, saiu e achou outros que lá estavam, e perguntou-lhes: Por que estais aqui ociosos o dia todo?

7° Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele: Ide também vós para a vinha.

8° Ao anoitecer, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros.

9° Chegando, pois, os que tinham ido cerca da hora undécima, receberam um denário cada um.

10° Vindo, então, os primeiros, pensaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um denário cada um.

11° E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo:

12° Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor.

13° Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo um denário?

14° Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este último tanto como a ti.

15° Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?

16° Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.

A entrada no Reino de não se dá através da meritocracia pessoal ou do quanto fazemos para Deus.

Na verdade a entrada no Reino é um privilégio concedido por Deus e uma graça imerecida.

Não faz diferença se a pessoa serviu a Deus a vida inteira ou se serviu apenas alguns minutos.
Isto é uma questão de galardão e não de salvação.

Como no Reino de Deus tudo é o contrário dos Reinos dos homens, primeiros serão derradeiros e derradeiros serão primeiros.

Deus avalia as pessoas não pelo que elas têm ou pela aparência exterior, mas pela sinceridade e pureza e amor em seus corações.

Alguém já disse que o lugar de maiores surpresas que existe é o céu.

Ali não serão encontrados líderes influentes da igreja, que expulsaram demônios e curaram muitos enfermos e profetizaram, mas serão encontrados pessoas simples, humildes, que não se destacaram nesta vida, mas que encontraram o testemunho de terem agradado a Deus. Podemos encontrar neste texto, algumas condições para a entrada no Reino de Deus:

Iª Não ser ocioso.

Desde a madrugada até à noite, O Pai de Família (Deus), começa a assalariar trabalhadores para sua vinha.

Notando que ainda havia pessoas ociosas, por voltas do meio dia, às três da tarde e no final do dia, envia a todos para o trabalho, prometendo pagar o que fosse justo.

O servo que enterrou o talento, perdeu a sua salvação, exatamente pela sua ociosidade, preferiu enterrar e descansar, do que trabalhar. Deus o chama de servo mau e negligente.
O trabalhador é digno do seu salário, mas o que não trabalha?

O Apóstolo Paulo ensinava que o irmão da comunidade que não trabalhasse, também não comesse.

Jesus sempre exaltava o trabalho espiritual.

Ele afirmava: “meu Pai trabalha até agora e eu também”.

Não importa quanto tempo Deus nos determinou para servi-lo e sim, se verdadeiramente estamos trabalhando. 

Jesus disse que os trabalhadores de Deus são poucos.

Por que? Porque muitos estão ociosos. Se o Pai trabalha até agora, nós devemos trabalhar também.

O nosso trabalho primordial é semear a Palavra.
Timóteo foi desafiado a semear muito: 

“...pregue a palavra no tempo e fora do tempo, exorta, corrige, repreende com toda longanimidade e doutrina”. (2° Timóteo 4: 2).

II. Não ser invejoso.


Alguns trabalhadores tiveram inveja dos que trabalharam pouco e receberam o mesmo valor.
Devemos nos alegrar com as bênçãos materiais e espirituais dos nossos irmãos.

Devemos receber o que Deus tem para nós.
Devemos nos contentar com o que está reservado para nós, pois Deus é justo. 

José foi vendido como escravo e levado cativo para o Egito, porque seus irmãos o invejavam, por causa do amor de seu Jacó por ele e por causa de seus sonhos.

A inveja tem origem no próprio satanás, pois quando era Lúcifer, invejou o “altíssimo”.
Lúcifer embora tendo um trono também, e glória dada por Deus, deixou a inveja dominar seu coração.

Datã e Abirão foram destruídos, porque tiveram inveja de Moises e de Arão (Salmos 106: 16=18).
Jesus foi entre à morte por inveja dos religiosos (Mateus 27: 18).

A inveja é a podridão dos ossos (Provérbios 14: 30).
A inveja mata o tolo (Jó 5: 2). Tiago diz que a inveja não é sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica (Tiago 3: 14=15).

III. Não ser egoísta.

Os trabalhadores que começaram cedo queriam receber mais do que o ajustado.

Queriam receber mais do que os que trabalharam menos. Vivemos em um mundo de egoísmo, egocentrismo e egolatria, porém os cristãos devem viver segundo o conselho da Palavra:

“Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. 

Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Filipenses 2: 3=4).

CONCLUSÃO

Deus é justo, como Ele mesmo afirma no texto lido, e quem não concorda com a sua justiça, é porque tem o olho mau, pois Ele é bom (15).

A soberania de Deus foi questionada pelos trabalhadores e continua sendo ainda hoje.
É por isso que poucos são escolhidos: 

porque não pensam como Deus, não vêem como Deus, não têm coração como o coração de Deus.
Devemos receber a nossa benção e aceitar a bênção dos outros.

Devemos receber a nossa salvação e levar a salvação para os outros.

Fomos chamados para sermos agentes da misericórdia de Deus.

A serviço do rei Pr. João Nunes Machado



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